quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

AGENDA LEGISLATIVA DA INDÚSTRIA: PRAZO PARA ENVIO DE CONTRIBUIÇÕES TERMINA NO DIA 16 DE JANEIRO

As entidades associadas têm até o dia 16 de janeiro para enviarem contribuições à CBIC para a construção da Agenda Legislativa de 2012 da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em sua 17ª edição, a agenda registrará os conceitos, posicionamentos e os temas prioritários do setor industrial para respaldo das ações de defesa de interesses. Com o objetivo de organizar e dinamizar a participação do setor na Agenda, a CBIC enviou no último dia 9 de dezembro aos associados da entidade arquivos com as fichas de priorização e seus índices, que devem ser preenchidos e encaminhados à Câmara, por meio do endereço eletrônico legislativo@cbic.org.br até o dia 16 de janeiro. Cabe lembrar que devem ser apreciados os conceitos relativos aos temas e subtemas inseridos na agenda, para o caso da necessidade de alguma correção. A CBIC reitera que é de grande importância a contribuição de todos, indicando as proposições que sejam do interesse da Indústria da Construção e do Mercado Imobiliário para inclusão na ficha de priorização, que deverá ser encaminhada pela CBIC à CNI até o dia 27 de janeiro de 2012.

ABNT ABRE CONSULTA PÚBLICA PARA NOVO PRAZO DE REVISÃO E EXIGIBILIDADE DA NORMA DE DESEMPENHO: VOTAÇÃO ATÉ 18 DE JANEIRO

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) abriu no último dia 20 de dezembro nova consulta pública nacional para seis emendas de projetos da NBR 15.575/2008 - Norma de Desempenho. Todos os profissionais do setor da construção podem e devem participar da votação.
A CBIC recomenda que a votação seja "a favor sem restrições", pois isso permitirá que a Comissão de Estudos termine o profícuo trabalho que vem sendo desenvolvido ao longo de 2011 para a melhoria do texto normativo. 

Cabe esclarecer:

- Se a maioria dos votos for de 'aprovação sem restrição': teremos a exigibilidade das 6 partes da Norma prorrogada para março de 2013;
- Todos os votos tipo 'aprovação com restrição' – desde que a restrição tenha um embasamento/justificativa técnica ou normativa – serão considerados pela comissão de estudos na reunião de análise de consulta e na sequência dos trabalhos de revisão, e teremos a exigibilidade das 6 partes da Norma prorrogadas para março de 2013;
- Se a maioria dos votos for de 'não aprovação': teremos a exigibilidade das 6 partes da Norma, versão 2008 iniciando em março de 2012, pois para um novo texto normativo ser publicado (por ex. as revisões que estão sendo efetuadas) o mesmo deverá ter sido aprovado em nova consulta pública nacional.

As emendas em consulta tratam de uma nova extensão do prazo de exigibilidade das normas de março de 2012 para março de 2013,   nos projetos referentes aos requisitos: Gerais (NBR 15575-1); Sistemas estruturais (NBR 15575-2); Sistemas de pisos internos (NBR 15575-3); Sistemas de vedações verticais internas e externas (NBR 15575-4); Sistemas de coberturas (NBR 15575-5), e Sistemas hidrossanitários (NBR 15575-6). 
Vale ressaltar que a extensão é justificada pela necessidade de um novo calendário de reuniões plenárias para a finalização da revisão da Norma, reuniões que foram reprogramadas para terminar em março de 2012. 
A partir daí, correm-se os prazos de processo de consulta pública do texto revisado (aproximadamente seis meses) e o prazo de seis meses para adaptação de novos projetos, perfazendo uma nova prorrogação de 12 meses. 
O estabelecimento de um novo calendário e, por conseguinte, a prorrogação da entrada da exigibilidade da Norma foi uma deliberação da Comissão de Estudos, por meio de carta do coordenador à ABNT. 
Todos os profissionais da cadeia da construção podem individualmente votar nas emendas, mesmo que a empresa construtora já tenha registrado voto como pessoa jurídica. A votação termina no dia 18 de janeiro de 2012.


Para visualizar e votar as emendas é preciso apenas criar o ABNT Passaporte (nome, CPF, email e senha). O processo é rápido e simplificado.

Para auxiliá-los, a CBIC criou um "passo a passo", clique aqui.

INÍCIO DA UTILIZAÇÃO OBRIGATÓRIA DO REGISTRO ELETRÔNICO DE PONTO É PRORROGADO PARA ABRIL

O Ministério do Trabalho publicou hoje a Portaria 2.686, de 27.12.2011, prorrogando novamente o prazo para o início da utilização obrigatória do Registro Eletrônico de Ponto-REP, “considerando as dificuldades operacionais ainda não superadas em alguns segmentos da economia para implantação do sistema”.

Assim, a utilização obrigatória do REP para as empresas industriais, comércio, serviços, setor financeiro, de transportes, de construção, de comunicações, de energia, de saúde e de educação passará a se dar a partir do dia 02 de abril de 2012.  A partir de 01 de junho de 2012 para as empresas agro-econômicas e a partir de 03 de setembro de 2012 para as microempresas e empresas de pequeno porte.

Vale lembrar que a CBIC enviou na semana passada uma correspondência ao Governo Federal solicitando a prorrogação do prazo para utilização obrigatória do sistema, que estava previsto para  o dia 01.01.2012.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Investimento do governo recua 2,7% em relação a 201


Jornal Valor Econômico/BR 23/12/2011
 
Investimento do governo recua 2,7% em relação a 201
Contas públicas Trocas nos ministérios afetaram obras, avalia secretário
 A troca de sete ministros no governo prejudicou os investimentos federais, que no acumulado deste ano até novembro mostraram recuo de 2,7% em relação a igual período de 2010. A avaliação é do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, ao prever melhoria no investimento público em 2012 e cumprimento da meta fiscal com ligeira margem, em 2011.
 Teremos um bom momento para o investimento ano que vem, afirmou ontem o secretário, explicando que a troca de equipes nos ministérios afetou a programação de obras. Também houve demora no andamento da segunda parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC -2).
 Ao divulgar os dados sobre o resultado fiscal de novembro do governo central (União, Previdência e Banco Central), Augustin apontou que os investimentos globais do governo federal somaram R$ 38,8 bilhões no ano ante R$ 39,8 bilhões de janeiro a novembro do ano passado. Nesse valor, entretanto, os pagamentos do PAC cresceram 17,2%, para R$ 22,8 bilhões ante 19,5 bilhões em 2010.
 O destaque no PAC foi o programa Minha Casa, Minha Vida, cujos desembolsos totalizaram R$ 5,8 bilhões de janeiro a novembro deste ano. O valor é 286% superior aos pagamentos registrados no mesmo intervalo de 2010 (R$ 1,5 bilhão).
 A economia do governo central para o pagamento de juros ficou em R$ 4,6 bilhões em novembro. Segundo o secretário, o resultado é o segundo melhor para o mês, abaixo apenas de novembro de 2009 (R$ 10,662 bilhões).
 De janeiro a novembro, o superávit ficou em R$ 91,124 bilhões. O esforço acumulado ficou 41% acima do resultado de igual período de 2010, quando a economia para pagamento de juros foi de R$ 64,525 bilhões.
 A receita total do governo acumulada no ano até novembro atingiu R$ 890 bilhões, incremento de cerca de R$ 80 bilhões em relação a igual período de 2010. As despesas totais ficaram em R$ 645,8 bilhões.
 Em relação à meta apenas do governo central para 2011, fixada em R$ 91,7 bilhões, houve o cumprimento de 99,2%. A meta fiscal cheia para o setor público consolidado, que inclui Estados e municípios, é de R$ 127,8 bilhões. Os dados consolidados relativos a novembro serão divulgados somente na semana que vem pelo Banco Central.
 Augustin assegurou que o governo vai cumprir a meta global de superávit. Vamos cumprir a meta, e a minha estimativa é que vamos ultrapassar um pouco. Mas há uma dúvida sobre a capacidade de os governos regionais cumprirem suas metas fiscais. Eles estão próximos da meta, mas deve faltar um pouquinho. A gente vai cobrir.
 Será o segundo ano consecutivo em que governadores, prefeitos e estatais não conseguirão cumprir a meta fiscal. Por causa disso, em 2010 o Tesouro Nacional lançou mão de investimentos feitos no PAC para cobrir um pedaço que faltou para a meta de superávit primário, conforme faculta a legislação brasileira.
 Também ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que 2011 deve fechar com investimentos totais (públicos e privados) ao redor de 20% do PIB. E estimou incrementos para 2012.

Emprego temporário salva números do IBGE


Jornal O Globo/BR 23/12/2011
 
Emprego temporário salva números do IBGE
Desemprego fica em 5,2% em novembro e resultado surpreende porque vem seguido à decepção revelada no Caged
 O Brasil atingiu em novembro taxa de desemprego de 5,2% nas seis principais regiões metropolitanas do país, a menor para o mês e também em toda a série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE, iniciada em março de 2002. O resultado surpreendeu o mercado, que projetava taxa em torno de 5,6%, e veio dois dias após o governo divulgar a menor geração de empregos formais desde 2008 meses pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho (veja o box).
 Para Cimar Azeredo, gerente da PME, o resultado positivo do mês reflete as contratações temporárias de fim de ano. Normalmente esperadas para dezembro, elas podem ter sido antecipadas:
 - Houve geração de 148 mil vagas no mês. São pessoas contratadas temporariamente para atuar tanto no comércio, quanto nos serviços ou construção.
 De acordo com o IBGE, os setores de construção civil e serviços prestados às empresas foram os principais fatores para reduzir a taxa de desemprego. No entanto, os analistas alertam que esse é um emprego de pior qualidade.
 Turbinada por programas como o PAC e obras para a Copa do Mundo, a construção civil respondeu por 7,8% da população ocupada em novembro, empregando 73 mil pessoas. No Rio de Janeiro, o destaque foi o comércio, que gerou 70 mil postos de trabalho. Mas no balanço do ano, o maior destaque foi o setor de serviços à empresas, que gerou 10,1% mais vagas.
 Já a indústria manteve a tendência de desaceleração. O setor empregou 16% da população ocupada em novembro, o menor percentual desde novembro de 2003.
 O ministro da Fazenda, Guido Mantega, não perdeu a oportunidade de comemorar os números do IBGE, apesar do péssimo resultado do Caged esta semana. Ele disse que o Brasil é um dos países que mais cria postos de trabalho, embora menos que no ano passado.
 - A população brasileira nunca esteve tão bem servida em termos de emprego, nunca. Eu posso dizer isso - afirmou o ministro. - Melhor do que isso estraga. Estraga porque se você tem excesso de oferta de emprego e não tem trabalhadores, vai ter problemas setoriais.
 O percentual de desempregados foi inferior tanto ao de outubro (5,8%) quanto ao de novembro de 2010 (5,7%), embora o país ainda tenha um contingente 1,252 milhão de pessoas em busca de emprego.
 Pelos dados do IBGE, apesar da desaceleração da economia no último trimestre o país caminha para chegar à sua mais baixa taxa de desemprego este ano. De janeiro a novembro, a taxa média foi de 6,1%, abaixo dos 6,9% de igual período de 2010. Naquele ano, a taxa média anual foi de 6,7%. O nível de ocupação (pessoas empregadas) também bateu recorde em novembro, chegando a 54,3% da População em Idade Ativa (PIA).
 Azeredo, do IBGE, avalia que novembro quebrou o desaquecimento refletido pela falta de geração de vagas no segundo e no terceiro trimestres, mas alerta que efeitos de uma desaceleração da economia no emprego não estão descartados:
 - É preciso ver quanto do contingente de temporários se tornará efetivo - ponderou. - É isso que vai responder se o mercado está desaquecido ou não.
 Taxa está no seu limite e não deve cair muito mais
 O rendimento médio real do trabalhador em novembro foi de R.623,40. Pelo terceiro mês consecutivo a renda praticamente não avançou: teve alta de 0,1% no mês e 0,7% na comparação anual.
 - É interessante porque o forte crescimento da renda traria mais pressões sobre a inflação em 2012 - diz o economista André Perfeito, da Gradual Investimentos.
 Para economistas, os dados do IBGE mostram que o mercado de trabalho ainda vai bem, mas a taxa de desemprego está próxima de seu limite. Na análise de Perfeito, o país terá menos investimentos em 2012, o que significará menos vagas. Ele projeta que o desemprego suba a 6,5%, contra 6% em 2011. Já Felipe Wajskop, do Banco ABC Brasil, alerta que além da indústria, setores como comércio e serviços tendem a contratar menos no ano que vem.
 O professor João Sabóia, da UFRJ, diz que o que os efeitos da desaceleração econômica chegam depois ao mercado de trabalho, mas não devem mudar significativamente seus rumos.
 - Em 2012 tudo dependerá da intensidade da crise na Europa e das medidas que o governo vai tomar - disse.
 Mantega lembrou que o Brasil já importa mão de obra para setores da indústria e que se continuasse a gerar empregos como em 2010, haveria desequilíbrios. Mas disse que uma pequena taxa de desemprego será importante:
 - O melhor seguro para a população é o emprego.

Inflação da construção perde força frente a novembro

IstoÉ Online/BR 23/12/2011
 
Inflação da construção perde força frente a novembro
 A inflação na construção perdeu força em dezembro. O Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M), que mede a evolução de preços no setor, subiu 0,35% este mês, inferior à novembro (0,50%). O índice representa 10% do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M). Com o resultado, a inflação na construção civil terminou o ano com alta de 7,58%, taxa idêntica à apurada em 2010.
 A variação nos preços de mão de obra diminuiu de ritmo na ponta, ao passar de 0,73% para 0,47% de novembro para dezembro. Porém, em 2011, a inflação da mão de obra na construção foi de 10,72%, acima da apurada em 2010 (9,91%).
 Já nos preços de materiais,equipamentos e serviços desaceleraram de 0,27% para 0,23% de novembro para dezembro, fechando o ano com alta de 4,61%, abaixo da inflação em 2010 registrada neste segmento (5,45%).
 Entre os produtos pesquisados, as mais expressivas elevações de preço na construção civil em dezembro foram em ajudante especializado (0,53%); servente (0,50%); e projetos (1,07%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em vergalhões e arames de aço ao carbono ( -0,35%); cimento portland comum (-0,15%); e argamassa (-0,25%).

Mantega aposta em PIB de 5%


Jornal Correio Braziliense/BR 23/12/2011
 
Mantega aposta em PIB de 5%
Ministro diz que tem estimativa mais precisa do que o Banco Central, que vê crescimento  de 3,5% do Produto Interno Bruto em 2012 
 O ministro da Fazenda, Guido Mantega, colocou em dúvida a projeção do Banco Central de que o crescimento da economia brasileira vá se limitar a 3,5% em 2012. Em um café da manhã com jornalistas, ontem, ele reafirmou sua estimativa de que o Produto Interno Bruto (PIB) terá expansão entre 4,5% e 5%, argumentando que os cálculos da Fazenda levam em conta cenários diferentes e mais completos, sempre atualizados, porque são utilizados nos orçamentos anuais.
 "A gente acha que vai dar um pouco mais. O Banco Central leva em consideração a manutenção dos juros. Nós contamos com uma queda nos juros e uma taxa de câmbio mais favorável", disse o ministro, ao reforçar que o governo já administrou parte dos impactos da crise. "A previsão do Banco Central é mais precisa sobre inflação e menos precisa em relação ao crescimento. Nós usamos variáveis diferentes", afirmou.
 Em 2011, mesmo tendo estagnado no terceiro trimestre, a economia vai apresentar crescimento entre 3% e 3,5%, segundo Mantega, que, no início do ano, previa um avanço de 5% na produção nacional. Bem-humorado e sorridente, ele disse que o desempenho poderia ter sido mais robusto, chegando a 4%, se não fossem os impactos da crise europeia e da lenta recuperação dos Estados Unidos. "A crise internacional teve um impacto de 0,5 a 1 ponto percentual no PIB, por causa da queda na demanda externa", explicou.
 Inflação 
 No mesmo tom, ele avisou que a inflação não vai "de jeito nenhum" estourar o teto da meta estabelecida pelo governo, de 6,5%, em 2011 "Acredito que não vou receber a carta do Banco Central", disse. De acordo com o decreto que instituiu a política de metas de inflação, em caso de descumprimento do objetivo, o BC deve encaminhar uma carta aberta à Fazenda explicando as razões pelas quais o alvo não foi atingido. " Desde 2005, a inflação tem se mantido dentro dos limites. Acho que neste ano vai ficar em 6,5% ou até abaixo disso", garantiu o ministro. Para 2012, a previsão é de um indicador ainda mais comportado: 4,7%.
 Mantega reconheceu que 2011 "não foi um ano fácil", mas ponderou que ele também não se mostrou tão ruim como 2008, até agora o auge da crise econômica global. "Vamos terminar o ano como o sexto maior PIB mundial, em US$ 2,4 trilhões. Passamos a Itália e agora, diante de nós, temos os grandes. Poderemos passar a França nos próximos anos", disse. Estados Unidos, China, Alemanha, Japão e França tem PIB maior do que o brasileiro. "O Brasil só perde, em termos de crescimento, para a China e se consolida entre as 10 maiores economias do mundo. Temos que ter orgulho disso."

Custo da construção desce para 0,35% em dezembro


Jornal Brasil Economico - Online/BR 23/12/2011
 
Custo da construção desce para 0,35% em dezembro
  O Índice Nacional de Custo da Construção - M (INCC-M) recuou para 0,35% em dezembro, ficando abaixo da taxa registrada no mês anterior, de 0,50%.  
 As informações foram publicadas nesta sexta-feira (23/12) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
 Desta forma, no acumulado do ano o índice tem variação de 7,58%.
 De acordo com comunicado, em relação a Materiais, Equipamentos e Serviços, a variação foi de 0,23% em dezembro, contra taxa de 0,27%.
 No índice referente a Mão de Obra, houve uma desaceleração, para 0,47%, frente variação de 0,73% obtida em novembro.
 Por sua vez, quatro capitais apresentaram recuo, sendo elas Salvador, Brasília, Recife e Porto Alegre. Já Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo subiram.
 O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Dilma recomenda: Trabalho, trabalho e trabalho em 2012

Jornal O Globo/BR 22/12/2011
 
Dilma recomenda:  Trabalho, trabalho e trabalho  em 2012
Presidente diz que 'otimismo da vontade' também será importante para um ano novo próspero 
 A presidente Dilma Rousseff receitou ontem "trabalho, trabalho, trabalho" e boa dose de otimismo aos brasileiros para que 2012 seja um ano próspero para o país. A prescrição foi feita aos prefeitos presentes à assinatura de convênios do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2) Saneamento, no Palácio do Planalto, e visa a driblar o impacto da crise internacional sobre a economia.
 Ela aproveitou para celebrar a decisão do Mercosul, que anteontem, durante reunião de cúpula, resolveu ampliar de cem para 200 a lista de produtos que terão uma tarifa de importação de até 35%, para proteger os países do bloco da turbulência sobre o comércio exterior.
 - Esta presidente aqui tem certeza de que nós teremos, em 2012, um ano próspero, e que é fundamental que a gente tenha duas atitudes. Primeiro, trabalho, trabalho e trabalho, para fazer do ano que vem um Ano Novo próspero.
 Mas também algo que é muito importante: aquele otimismo da vontade, que faz com que a gente supere as dificuldades e tenha coragem de perseguir os nossos objetivos - disse.
 A presidente classificou a inclusão de mais cem produtos na Tarifa Especial de Comércio (TEC), anteontem, na cúpula do Mercosul, como uma grande conquista no contexto da crise: - Significa que o Brasil pode tributar nos níveis da Organização Mundial do Comércio (mais) cem produtos, ou seja: pode impedir um dos efeitos mais perversos desta crise, que vem sendo uma prática sistemática de competição, eu diria assim, muito pouco legal, através de práticas como dumping, como o uso da guerra cambial, da desvalorização artificial de moedas para tomar nosso mercado ou qualquer mercado.
 Dilma aproveitou para criticar o Congresso dos Estados Unidos e de países europeus, sem citar nomes, acusando-os de provocar impasses que só agravam a crise.
 E elogiou as relações políticas estabelecidas no Brasil, classificando- as como republicanas.

Setor de construção ainda aquecido

Jornal Diário do Comércio - MG/MG 22/12/2011
 
Setor de construção ainda aquecido
O coordenador sindical do Sinduscon-MG, Daniel Furletti, reitera que a conjuntura atual não evidencia sinais de desaquecimento da construção civil no Estado ou no Brasil. Mesmo com a queda das unidades comercializadas, o setor prevê crescimento de 4,8% neste ano, na comparação com 2010. A expansão supera a prevista para a economia brasileira, que deve ser de 3%.
 Conforme o Sinduscon-MG, os resultados alcançados pelo ramo no atual exercício são favoráveis considerando a forte base comparativa de 2010, quando foi contabilizado um incremento de 11,63% ante 2009. No ano passado, o setor bateu recordes de vendas e lançamentos, na esteira do MCMV, da maior oferta de crédito e da estabilidade macroeconômica, entre outros fatores.
 E, mesmo levando em conta o agravamento da crise global, que já gera reflexos no país, o segmento continua confiante e estima um avanço de 5,2% em 2012 sobre 2011. De acordo com Furletti, a construção tem espaço para crescer, sobretudo devido ao aumento do emprego formal e da renda familiar. Há ainda a expansão do crédito imobiliário impulsionada, inclusive, pelo aumento da concorrência entre os bancos.
 Hoje, esse tipo de crédito representa 5,1% do PIB nacional e a estimativa da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) é de que o índice chegue a 11% em 2014.
 Independentemente disso, o Sinduscon-MG descarta a possibilidade de uma bolha imobiliária no Brasil, como a que desencadeou a crise nos EUA em 2008, onde o crédito imobiliário representa 72,7% do PIB. Isso devido a fatores como o alto controle dos bancos sobre os financiamentos concedidos e aos limites impostos pelo governo que determinam que as parcelas dos empréstimos não superem 30% da renda.
 Para quem esperou passar a fase de superaquecimento do mercado imobiliário na Capital visando à redução dos preços, o Sinduscon-MG avisa que os valores praticados atualmente devem ser mantidos. Isso porque, segundo o presidente da entidade, Luiz Fernando Pires, além da escassez de terrenos na cidade - o que acirra a equação oferta versus  demanda -, o setor precisa lidar com insumos e mão de obra mais caros. "Entretanto, a partir de agora, os valores devem subir apenas acompanhando a inflação e deve haver uma redução no atraso das obras", pondera. (RG) 

Sicepot-MG dá início às obras da nova sede


Jornal Diário do Comércio - MG/MG 22/12/2011
 
Sicepot-MG dá início às obras da nova sede
Área aumentará quase 400%.Nova sede do Sicepot será instalada na avenida Barão Homem de Melo, 3.080
 As obras para a construção da nova sede do Sindicato da Indústria da Construção Pesada no Estado de Minas Gerais (Sicepot-MG) já estão em andamento. A previsão é de que elas sejam concluídas no primeiro semestre de 2013. Com a mudança, o Sicepot-MG passará de uma área de 1,2 mil metros quadrados para 4,5 mil metros quadrados. O valor do aporte não foi revelado.
 A construtora responsável pelas obras é a EPO Engenharia. A nova sede da entidade será instalada na avenida Barão Homem de Melo, 3.080, no Estoril, na região Oeste de Belo Horizonte. A estrutura vai comportar um auditório com 278 assentos, dois anfiteatros de 78 e 85 lugares e um estacionamento com 353 vagas. "O nosso objetivo é oferecer melhores acomodações aos associados do Sicepot-MG. O projeto da nova sede também terá o "selo verde", pois é totalmente sustentável", diz o presidente do Sicepot-MG, Alberto Salum.
 Ele explica que a entidade cresceu muito nos últimos anos e, com isso, a sede atual, instalada no bairro Santo Agostinho, região Centro-Sul da cidade, ficou pequena. Segundo Salum, nos últimos nove anos o número de associados do Sicepot-MG triplicou. "Atualmente, estamos instalados na rua Santos Barreto e, além de disponibilizar apenas um auditório com 90 assentos, temos muita dificuldade com estacionamento", afirma. A nova sede atenderá tanto a demanda de eventos sociais quanto o aumento de associados.
Salum: vamos oferecer melhores acomodações aos associados do Sicepot
 A Gérance Gerenciamento e Construções Ltda foi contratada pelo Sicepot-MG para coordenar a construção da nova sede, o que engloba a elaboração de orçamentos, contratações e gerenciamento de empresas para execução dos projetos complementares (fundações, estrutural, instalações de ar-condicionado, incêndio e acústico). A diretoria da entidade também fechou contrato com a Tecsol Engenharia Ltda, para os trabalhos de sondagem, e com a Absoluta Engenharia Ambiental Ltda, que se encarregou do processo de licenciamento ambiental.
 O Escritório de Arquitetura e Interiores Ana Sallum foi responsável pelo projeto da nova sede. As áreas foram projetadas divididas por usos privados, semiprivados, públicos e serviços. O térreo abriga foyer  , recepção, auditório, uma grande galeria, espaços de convenções e exposições. O espaço de uso comum está integrado ao ambiente externo por uma grande fachada de vidro, fazendo conexão com o espaço externo, provendo o ambiente de iluminação e ventilação natural. As áreas de trabalho foram projetados em vãos livres, com pisos flutuantes. No entrepiso ficarão todas as instalações, dutos e cabeamentos, gerando áreas flexíveis e de fácil adaptação a novos usos.
 O setor de construção pesada deve fechar 2011 com crescimento próximo a 5% sobre 2010. Esse incremento ficou aquém do esperado pelos empresários do setor. No início do ano a previsão era de crescimento entre 10% e 12% na mesma base de comparação. Salum afirma que a crise econômica mundial, que diminuiu os investimentos das indústrias, e a crise no Ministério dos Transportes, que derrubou o então ministro Alfredo Nascimento em julho deste ano, foram fatores que afetaram diretamente o desempenho do setor, principalmente no segundo semestre.
 Para 2012, a expectativa é manter o índice de crescimento em torno de 5%. "Será um ano de cautela, mas o setor está ativo. Por isso, devemos registrar um pequeno crescimento", avalia Salum.

Dilma lança plano para melhorar saneamento em 1.116 municípios


Yahoo! Notícias Brasil/BR 22/12/2011
 
Dilma lança plano para melhorar saneamento em 1.116 municípios
A presidente Dilma Rousseff participou nesta quarta-feira da cerimônia de contratação de obras de saneamento básico para municípios de até 50 mil habitantes, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2). No total, serão investidos R$ 3,7 bilhões em 1.114 obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário em 1.116 municípios de todas as regiões do Brasil. No caso do Rio, 14 cidades serão contempladas, entre elas Arraial do Cabo, Búzios, Carmo e Vassouras, num total de R$ 87,3 milhões em investimentos.
 Dos R$ 3,7 bilhões que serão aplicados nessas ações dos novos contratos, R$ 2,6 bilhões serão do Orçamento Geral da União e R$ 1,1 bilhão de financiamento público federal. De 2011 a 2014, o PAC-2 prevê R$ 35,1 bilhões para saneamento.
 Na cerimônia no Palácio do Planalto, Dilma afirmou que o governo tem obrigação de levar condições melhores de vida para todo o Brasil, independentemente do tamanho das cidades. Ela frisou que as obras de saneamento podem transformar a vida dos cidadãos que moram nos pequenos municípios:
 - Estamos aqui para garantir que milhares de famílias brasileiras, que residem nos pequenos municípios espalhados por este país afora, tenham direito ao saneamento básico e a melhores condições de saúde e de vida.
 Dilma: obras vão reduzir mortalidade infantil
 Dilma lembrou que, quando assumiu a Casa Civil, no governo Lula, um auxiliar lhe deu uma "boa notícia": a de que o Fundo Monetário Internacional (FMI) havia liberado o país para investir R$ 500 milhões em saneamento. Hoje, segundo Dilma, o Brasil investe R$ 35,1 bilhões para minimizar o problema:
 - Não que eu acredite que isso é suficiente. Não. O Brasil tem um déficit tão grande em saneamento, que nós vamos fazer um esforço e teremos de investir mais do que R$ 35 bilhões. Mas, hoje, temos essa disposição, nós temos esses recursos.
 Presente à cerimônia do Planalto, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que as obras são importantes também para reduzir o número de mortos entre crianças com menos de um ano de vida.
 - Essas obras não só vão contribuir para a reduzir os déficits de saneamento apresentados pelos pequenos municípios brasileiros, gerando um impacto decisivo na mortalidade infantil e na qualidade ambiental, mas também vão gerar empregos e inclusão social - afirmou.

PAC libera verba para saneamento

Tribuna do Norte Online - Natal/RN 22/12/2011
 
PAC libera verba para saneamento
A presidenta Dilma Rousseff defendeu a decisão do governo federal de fazer investimentos nos municípios brasileiros, independentemente do tamanho de suas populações. Ela encerrou  cerimônia de contratação de obras de saneamento da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2) em municípios com até 50 mil habitantes. "Esse também é um esforço comum do governo federal, dos governos do Estado e das prefeituras, muitos desses projetos não podem ser feitos só pelo município ou só pelo Estado, por isso é importante que o governo federal entre nessa área", defendeu.
 Para ela, levar saneamento básico às cidades menores "é um passo para romper a ausência de investimentos nessas regiões por décadas". Segundo ela, olhar para investimentos em regiões urbanas de forma ampla, sobretudo para as pequenas e médias cidades, foi "uma das grandes transformações que ocorreram no Brasil, a partir do governo do presidente Lula". "O PAC para pequenos municípios era só saneamento, água, esgoto, urbanização e agora introduzimos máquinas e equipamentos para manutenção de estradas vicinais", explicou. "Vamos seguir distribuindo esses recursos, porque sabemos que nos pequenos municípios está uma parte importante da produção agrícola do País".
 Dilma lembrou que, quando o Brasil estava "sob o controle do FMI", e ela já era chefe da Casa Civil, chegaram a ela e disseram: "Temos uma vitória, conseguimos R$ 500 milhões para aplicar em saneamento em todo o Brasil". "Essa era a conquista, porque era esse o limite que o FMI impunha ao governo brasileiro", contou. Hoje, ressaltou a presidenta, "incluímos quase uma Argentina nos planos".
 Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os investimentos federais em saneamento são fundamentais para que o governo atinja sua principal meta que é erradicar a miséria. Os critérios de seleção dos municípios beneficiados, acrescentou, levam em consideração o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), os índices de cobertura sanitária, as taxas de mortalidade infantil, o risco de transmissão de doenças relacionadas à falta ou inadequação das condições de saneamento, como esquistossomose e dengue, e a promoção da universalização dos sistemas de água e esgoto já iniciados no PAC 1.
 Ele explicou ainda que a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) vai encerrar 2011 com 100% dos recursos do PAC empenhados e com um ganho de eficiência que permitiu o pagamento de 55,6% a mais de obras do que em 2010. "Nosso esforço é para que o Estado se reorganize para chegar aonde por muitos anos não chegou", disse Padilha.

Promessa de obras para 2012


Correio Braziliense/BR 22/12/2011
 
Promessa de obras para 2012
Presidente anunciou investimentos em saneamento básico para o segundo semestre, período das eleições municipais  
No início do segundo semestre do ano que vem, moradores de 1.116 municípios brasileiros com até 50 mil habitantes poderão começar a ver obras de saneamento e esgoto saírem do papel. A presidente Dilma Roussef assinou ontem a contratação dessas 1.144 obras, avaliadas em R$ 3,7 bilhões. A maior parte desse total, R$ 2,6 bilhões, já está prevista no Orçamento Geral da União, o restante sairá de financiamento público federal.
 Até 2014, o Governo Federal planeja investir R$ 5 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC2) no abastecimento de água e esgotamento sanitário dessas cidades com população inferior a 50 mil habitantes. Ao todo, o PAC 2 prevê investir durante os quatro anos do mandado da presidente R$ 35,1 bilhões em saneamento básico em todo país.
 A presidente lembrou que alguns anos atrás era inviável fazer um investimento desse tamanho devido ao monitoramento do Fundo Monetário Internacional (FMI). O FMI permitia o orçamento máximo de R$ 500 milhões para saneamento. "Há uma diferença e tanto, de R$ 500 milhões para R$ 35,1 bilhões em menos de oito anos", destacou.
 Além das obras de saneamento, água, esgoto e urbanização, o Governo Federal incluiu no PAC 2 máquinas e equipamentos para manutenção de estradas e sinalizações. Durante a assinatura dos contratos, Dilma destacou que esses municípios concentram grande parte da produção de alimentos do país. "Estrada com sinal é precondição para o escoamento dessa produção", acrescentou.
 Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, as construções também vão gerar emprego, além de refletir em economia de recursos do seu Ministério. "Cada real investido em esgotamento sanitário pode significar uma economia de R$ 4 de investimento em saúde e pode reduzir a mortalidade infantil", observou.
 O Brasil tem 4.866 cidades com menos de 50 mil habitantes. De acordo com o Ministério das Cidades, desse total, 2.701 se cadastraram e 41% foram atendidas. Entram nessa lista de beneficiadas cidades como Sacramento (MG), Quirinópolis (GO) e Pindorama (SP).
 Segundo o ministro da pasta, Mário Negromonte, as obras escolhidas foram as que apresentavam os projetos mais avançados, viáveis tecnicamente e que beneficiavam o maior número de pessoas.

Ações sustentáveis podem valorizar setor de construção civil

Fonte: Terra

Minimizar impactos ambientais, valorizar o relacionamento entre empresas e consumidores e viabilizar a sustentabilidade na economia são conceitos que ainda precisam ser disseminados na área da construção civil. A opinião é da arquiteta Sasquia Obata, uma das participantes do ciclo de palestras Construções Sustentáveis - Práticas e Ações, promovido pela Fundação Armando Alvares Penteado (Faap) e Agência Conversa Sustentável, em São Paulo.
Durante o evento, destinado a arquitetos e engenheiros, Sasquia lembrou que é fundamental, antes de começar um empreendimento, avaliar o quanto ele vai impactar o meio ambiente. "O impacto da construção civil é muito grande. Em São Paulo, por exemplo, 55% dos resíduos sólidos são provenientes de construções. Consumimos os recursos naturais e ainda prejudicamos o meio ambiente lançando gases poluentes, promovendo erosão do solo e produzindo resíduos que não são reutilizados."De acordo com Sasquia, professora da Faap, um dos problemas para implantação do mercado sustentável é a ausência de incentivos para sua produção, os produtos ainda são importados e acaba saindo caro para o bolso do consumidor. "Com o aquecimento do setor, diminui o interesse por pesquisas sustentáveis. Apesar de uma maior preocupação do consumidor com o meio ambiente, ainda há pouco investimento em produção mais durável e com desempenho mais elevado. Faltam normas de incentivo."O ciclo de palestras na Faap também discutiu a comunicação do empreendimento à sociedade. A mestre em Ciências Sociais e Relações Públicas e professora da Faap, Vivian Blaso afirma que a sistematização do processo de comunicação dentro de uma empresa e dela para com seu consumidor gera valor agregado para empreendedor, o comprador, o investidor e ainda neutraliza os impactos, garantindo o compromisso da empresa com a qualidade ambiental.O mercado de construção tem uma taxa média de crescimento de 4% entre 2007 e 2030, de acordo com pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV). Isso resulta em 1,6 milhões construções por ano. Os números atentam ainda mais para necessidade dos empreendimentos se voltarem a ações sustentáveis "Construir sempre vai gerar impacto ambiental, por isto é necessário equilíbrio e consenso", diz Obata.
Jenifer Rosa
Fonte:invertia.terra.com.br/sustentabilidade/noticias/0,,OI5521591-EI10411,00-Acoes+sustentaveis+podem+valorizar+setor+de+construcao+civil.html

Congresso aprova Plano Plurianual, que destaca obras do PAC e combate à miséria

Fonte: Agência Brasil

Brasília - O Congresso Nacional (Câmara e Senado) aprovou, há pouco, em votação simbólica, o Plano Plurianual (PPA) para o período 2012-2015. O PPA prevê investimentos de R$ 5,4 trilhões para os próximos quatro anos. No plano aprovado hoje pelos deputados e senadores estão as prioridades do restante do mandato da presidenta Dilma Rousseff como, também, do primeiro ano de governo do presidente da República a ser eleito em 2014.
O PPA apresenta, de forma detalhada, as principais ações que serão executadas nos próximos quatro anos. As prioritárias integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Plano Brasil Sem Miséria. Também estão previstas no PPA 2012-2015 a construção de 2 milhões de moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida; a inclusão de 495 mil domicílios rurais no Programa Luz para Todos; a construção, recuperação e manutenção de 14,7 mil quilômetros (km) de rodovias e 4,5 mil km de ferrovias; e a expansão da rede de banda larga (com acesso à internet rápida) para mais de 40 milhões de usuários, entre outras ações.
Iolando Lourenço
Fonte:agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-12-20/congresso-aprova-plano-plurianual-2012-2015-que-destaca-obras-do-pac-e-combate-miseria

USP lança sistema de indicadores de Engenharia

Fonte: Construção Mercado

EngenhariaData aponta crescimento na formação e mercado de trabalho. Brasil ainda forma menos que Chile e México.
No começo de dezembro foi lançado o sistema de indicadores EngenhariaData, elaborado pelo Núcleo de Apoio à Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade (NAP-OIC), sediado no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP). Este foi o primeiro relatório de uma série periódica, que apresenta dados e análises sobre formação, mercado de trabalho e produção científica na Engenharia brasileira entre 2000 e 2009.
Segundo o EngenhariaData, o número de engenheiros cresceu de 123 mil em 2000 para 229 mil em 2010, um aumento de 85%, percentual superior ao total do emprego formal no país para o período de 68%. Houve um aumento do número absoluto de engenheiros em praticamente todos os setores de atividade econômica, sendo os de indústria de transformação, serviços e construção civil os de maiores crescimentos.


Divulgação

O maior aumento na demanda de engenheiros foi na indústria da transformação, com 35%, seguido por serviços, com 28,2%. A construção civil ficou em terceiro lugar, com 15,4%.


Divulgação

Em relação à formação de engenheiros, os indicadores mostraram avanços no número de vagas, ingressantes, matriculados e concluintes da graduação em Engenharia entre 2000 e 2009. Todos esses indicadores mais que dobraram nesse período, sendo que os três primeiros cresceram acima da média do ensino superior. A pós‐graduação em engenharia também cresceu ao longo do período de 2000‐2010, tanto no número de programas de pós‐graduação como em titulação de mestres e doutores.
Apesar da melhora nos indicadores de formação da engenharia em relação ao total do ensino superior, o Brasil é o país que menos forma engenheiros em relação ao tamanho de sua população, em comparação com 26 países membros e não‐membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). De acordo com dados de 2007, eram dois profissionais de Engenharia para cada 10 mil habitantes - comparativamente, os coreanos formavam oito vezes mais, os chineses, cinco vezes mais, e Chile e México, pelo menos o dobro.
O EngenhariaData (engenhariadata.com.br) é simultaneamente um componente do InovaçãoData, um sistema de indicadores de inovação a ser futuramente desenvolvido pelo NAP-OIC e um sistema em si, autônomo, capaz de propiciar discussão específica e contribuir para o debate sobre a engenharia, seus problemas e desafios. A inspiração para seu desenvolvimento foi o sistema de indicadores de ciência e engenharia dos Estados Unidos, publicado pelo National Science Board, órgão da National Science Foundation, mas com a disponibilização, num único local, das principais séries de dados sobre engenharia. A reunião desses indicadores visa facilitar a consulta por pesquisadores, gestores de políticas públicas, empresas, instituições de ciência, tecnologia e inovação, jornalistas e demais interessados no tema, possibilitando a elaboração de análises sobre a evolução da Engenharia no país e comparações internacionais.
Luciana Tamaki
Fonte:www.piniweb.com.br/construcao/carreira-exercicio-profissional-entidades/usp-lanca-sistema-de-indicadores-de-engenharia-243648-1.asp

Construção civil vai bem, mas saneamento patina

Fonte: Valor Econômico

Para o setor de construção civil, o ano de 2012 será um prolongamento do cenário de 2011, especialmente no segmento de habitação. Devemos registrar um crescimento parecido com o deste ano, em torno de 5%, bem acima do PIB, prevê o engenheiro Eduardo Zaidan, vice-presidente de economia do Sinduscon-SP.
Quanto aos projetos populares de habitação incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Zaidan explica que o ritmo está mais lento. De 1 milhão de residências prometidas no PAC 1, só um terço foi entregue e as do PAC 2 não saíram do papel, diz. O programa deixa a desejar na oferta de habitação para a baixa renda nos grandes centros. Há problemas de preço e escala na construção de imóveis para essa faixa.
As expectativas também variam de acordo com a região do país. No Rio de Janeiro, por exemplo, são melhores. O Sinduscon-RJ projeta uma alta de 7% na atividade deste ano, desempenho que espera repetir ou mesmo superar em 2012. Há uma grande procura no segmento de imóveis corporativos e na construção de pequenos shoppings atrelados a projetos hoteleiros, explica o presidente Roberto Kauffmann.
Enquanto isso, no setor de saneamento as expectativas não são das melhores para 2012. Embora existam bons projetos em Estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco, os recursos são insuficientes para atender à demanda. Em 2011, tivemos uma queda de quase 20% nos investimentos em relação aos R$ 7,8 bilhões do ano anterior, diz Edison Carlos, presidente da ONG Trata Brasil. E mesmo o recorde de R$ 7,8 bilhões estão muito distantes do necessário para universalizar o acesso à água e esgoto até 2030.
Seriam necessários investimentos de R$ 15 bilhões a R$ 17 bilhões para cumprir a meta de universalização, diz Carlos. Para ele, as eleições municipais em 2012 podem acelerar a conclusão de algumas obras, mas nada que possa alterar substancialmente o panorama.
Fonte: Valor Econômico, edição impressa de 21/12/2011

Termômetro Abramat indica investimento em queda

Fonte: Construção Mercado

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), há uma queda nas pretensões de investimento do setor da construção civil para o próximo ano. Das empresas associadas consultadas no Termômetro Abramat, 68% informaram que pretendem investir nos próximos meses, comparado com 77% em setembro último.
As expectativas com relação às ações do governo para o desenvolvimento do setor também caíram. A estimativa do início do ano era de otimismo para 70% das empresas, número que caiu para 44% em dezembro. A média de utilização de capacidade industrial instalada ficou em 85% em dezembro, mesmo patamar do mês anterior e dentro da média do ano de 2011, que não ultrapassou os 88% (em junho).
O desempenho de vendas foi considerado bom ou muito bom para 54% das empresas; porém, em uma perspectiva para janeiro, o bom/muito bom cai para 47%, e o desempenho regular fica com 44%.

Abramat


Luciana Tamaki
Fonte:www.piniweb.com.br/construcao/gestao/termometro-abramat-indica-investimento-em-queda-243656-1.asp

Valorização de imóveis deve continuar até 2017

Fonte: InfoMoney

SÃO PAULO – Comprar um imóvel na cidade de São Paulo ficou, em média, 92% mais caro desde o início de 2008. Isso quer dizer que aqueles que compraram um apartamento por R$ 100 mil há três anos, hoje conseguem vendê-lo por algo em torno de R$ 190 mil. Só nos últimos 12 meses, a valorização chega a quase 30%, tanto em São Paulo quanto nas outras capitais do País, de acordo com o índice Fipe Zap.
Apesar da forte alta verificada nos últimos anos, os preços devem continuar em ascensão por mais algum tempo, na avaliação do diretor executivo da Consul Patrimonial, Marcus Vinicius de Oliveira. Segundo ele, até 2017, a valorização deve ser impulsionada pela possibilidade de crescimento da economia e pelos investimentos que o País receberá.
Entretanto, a partir desta data, o Brasil não terá mais a expectativa de grandes investimentos produtivos - tanto internos quanto externos. “A margem psicológica de crescimento em função do pré-sal, da Copa do Mundo e da Olimpíada já terá passado”, afirma Oliveira.
Além disso, ele aponta que o déficit habitacional terá sido reduzido significativamente daqui a seis anos. “A classe baixa e classe média em ascensão já terão adquirido muitos imóveis”, diz. “A oferta, neste momento, já poderá estar um pouco acima da demanda por imóveis” continua.
De acordo com Oliveira, historicamente, locais que sediam Olimpíada tendem a viver após dois anos uma pequena crise no setor - com mais oferta e menos demanda. “A China neste momento já vive uma desvalorização imobiliária e o Brasil avança para atingir um pico antes da queda dos preços”, acredita.“Mas isso não significa que o mercado imobiliário não continuará se desenvolvendo. A valorização por metro quadrado é que terminará e o valor se estabilizará por um novo período. Novos ciclos ocorrerão em seguida”, continua.
Depende das regiõesPara o coordenador do MBA em Gestão de Negócios Imobiliários e da Construção Civil e professor do FGV Management, Pedro Seixas Corrêa, já é possível notar uma certa estabilização nos preços dos imóveis, que avançaram de forma rápida nos últimos anos. Mas isso também depende do tipo de imóvel e da região onde ele se encontra.
“Em alguns mercados, por conta do desequilíbrio entre a oferta e a demanda, os preços ainda podem valorizar por mais um tempo, pode ser que até 2017 mesmo”, aponta o professor. Ele cita como exemplo a cidade do Rio de Janeiro, que sediará os Jogos Olímpicos de 2016, além de jogos da Copa do Mundo de 2014, e que possui boas perspectivas de investimentos e crescimento por conta do pré-sal.
Entretanto, em outros locais, já é possível notar uma manutenção dos preços ou até mesmo sinais de arrefecimento. “Há regiões que ainda apresentarão alta, mas já há uma certa estabilização geral”, diz Correia.
Segundo ele, os imóveis comerciais é que devem apresentar uma melhor alternativa de investimento. “Isso porque ainda existe uma demanda não atendida por estes imóveis que deve continuar nos próximos anos”, diz.
Alternativas de investimentos em imóveis
O diretor executivo da Consul Patrimonial ressalta que, para aqueles que querem investir em imóveis, existem alternativas além da compra direta do bem. Um exemplo são os fundos de investimentos imobiliários.
“Esta é a melhor opção para quem quer aproveitar o 'boom' do mercado e não quer ter o trabalho de procurar um imóvel, negociá-lo, acertar as questões contratuais e ainda ter problemas com inquilinos”, afirma. “Basicamente, um fundo deste tipo é a divisão do empreendimento em cotas e cada pessoa pode comprar uma ou mais”, explica.
Além disso, ele ressalta a segurança deste tipo de investimento. “Pela norma da CVM (Comissão de Valores Imobiliários), somente uma instituição financeira pode fazer esta administração, o que reduz consideravelmente qualquer risco de golpe ou calote”, diz o especialista.
Entre as principais vantagens deste tipo de fundo, está a ausência de tributação para os rendimentos obtidos com o aluguel do imóvel e a possibilidade de diversificação do portfólio imobiliário com poucos recursos. A compra e venda das cotas é feita por meio da corretora de valores. Por isso, é preciso ter cadastro em uma para conseguir fazer estas transações.
Diego Lazzaris Borges
Fonte:www.infomoney.com.br/imoveis/noticia/2291498-valorizacao+imoveis+deve+continuar+ate+2017

Aumenta número de brasileiros em assentamentos irregulares

Fonte: O Globo

RIO - Nas últimas duas décadas, a proporção de brasileiros vivendo nos chamados assentamentos irregulares, como favelas, invasões, baixadas e palafitas, praticamente dobrou, de acordo com os dados da publicação “Aglomerados Subnormais – Primeiros resultados”, do IBGE, relativos ao Censo 2010 divulgados nesta quarta-feira. No ano passado, eram 11,4 milhões de pessoas, representando 6% da população do país, distribuídas em 323 municípios. Em 1991, elas somavam 4, 4 milhões, ou 3,1% do total. Já em 2000, a proporção era de 3,9%, o equivalente a 6,5 milhões de pesssoas. No Rio de Janeiro, há a maior população deste tipo de moradia no país.
A pesquisa usou inovações metodológicas e operacionais, como imagens de satélite de alta resolução, para aprimorar a identificação das referidas ocupações. Por causa disso, o instituto não recomenda a comparação dos dados, ainda que o conceito de aglomerado subnormal adotado desde 1991 permaneça o mesmo. Em números absolutos, o número de habitantes em favelas cresceu 75% ao longo dos últimos 10 anos, mas sem considerar o crescimento populacional no período.
O levantamento traz informações dos conjuntos domicílios constituídos de, no mínimo, 51 unidades habitacionais, caracterizadas, em geral, por carência de serviços públicos essenciais e situadas, ou tendo ocupado até recentemente, terreno de propriedade alheia.
Segundo o IBGE, em 2010, as habitações situadas em favelas estavam concentradas na Região Sudeste (49,8%), com destaque para os estados de São Paulo, que abrigava 23,3% dos referidos domicílios do país, e do Rio, com 19,1%. A ocorrência era bem menor nas regiões Centro-Oeste (1,8%) e Sul (5,3%).
Polo de concentração de emprego e de melhor infraestrutura, as áreas no entorno das metrópoles, não à toa, são o lugar onde esse tipo de habitação costuma se proliferar mais facilmente: 88,2% dos domicílios em aglomerados subnormais estavam em Regiões Metropolitanas (RMs) com mais de 1 milhão de habitantes. Vale ressaltar que quase a metade (43,7%) dos domicílios do país situados em favelas estavam localizadas nas RMs de São Paulo, do Rio e de Belém.
Estado dos superlativos também em relação aos aglomerados subnormais, São Paulo tinha, em 2010, a maior população vivendo nessas referidas áreas (2,7 milhões de pessoas), seguido por Rio (2 milhões) e Pará (1,2 milhão). Também possuía o maior número de domicílios particulares em tais assentamentos irregulares (748,8 mil), que, por sua vez, são mais numerosos lá (2.087) do que em qualquer outro estado do país. (2.087). Na outra ponta, Roraima apresentava a menor população morando em favelas (1.157), distribuídas nos três únicos assentamentos irregulares registrados pelo IBGE no estado.
Já a cidade do Rio tem a maior população vivendo em aglomerados: 1,39 milhão, seguida, da capital paulista, com 1, 28 milhão. Considerando as dez favelas mais populosas do país, o Rio também se destaca, já que a Rocinha, com 69 mil habitantes, está no topo do ranking, seguido por Sol Nascente (56,4 mil), no Distrito Federal, Rio das Pedras (54,7 mil), também no Rio, Coroadinho (53,9 mil), no Maranhão, e Baixadas da Estrada Nova Jurunas (53 mil), no Pará.
A pesquisa apontou também que o tamanho dos aglomerados subnormais é muito variável. Há municípios com predominância de assentamentos irregulares muito adensados, com 1.000 habitações ou mais, como Belém e São Luís, na qual eles respondem por mais de 80% do total existente, enquanto em outros, como Maceió (AL) e Curitiba (PR), esse percentual está na faixa dos 17%. Em geral, destaca o IBGE, quanto maior o tamanho e a densidade das áreas em questão, mais críticas são a acessibilidade, a circulação e a insolação.
Apesar de metade dos domicílios em aglomerados subnormais estar situada no Sudeste, Belém, na Região Norte, a Região Metropolitana de Belém tem a maior proporção de pessoas residentes nesse tipo de assentamento irregular - 53,9% -, em relação à população total, que representa o dobro do registrado na RM de Salvador, onde foi registrado o segundo maior percentual do país (26,1%).
A publicação também revelou que, de quatro serviços considerados essenciais - abastecimento de água, esgotamento sanitário, destino do lixo e disponibilidade de energia elétrica - o esgotamento sanitário é o o que possui o menor grau de adequação nos domicílios situados em favelas (67,3%) e também o que apresentava a maior diferença percentual em relação às áreas urbanas regulares (85,1%).
Fonte:oglobo.globo.com/pais/aumenta-numero-de-brasileiros-em-assentamentos-irregulares-3489518

Governo já admite, internamente, que alta do PIB em 2012 não atingirá meta

Fonte: O Estado de São Paulo

Previsões da área econômica já indicam expansão ao redor de 3,5%; para mercado, projeção é considerada otimista.
BRASÍLIA e SÃO PAULO - A meta de crescimento de 5% para a economia em 2012, defendida pela presidente Dilma Rousseff, pode ficar só no discurso. Já há previsões da área econômica do próprio governo, que não são divulgadas publicamente, que indicam expansão ao redor de 3,5%, segundo apurou o ‘Estado’.

No mercado financeiro, essa estimativa mais tímida de crescimento é vista como teto nas projeções mais otimistas para 2012. A determinação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, no entanto, é manter o otimismo em torno de uma estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) mais forte.

O governo quer evitar que uma estimativa de crescimento menor contagie as perspectivas de investimentos, dando início a um círculo vicioso para a economia. Além disso, membros da área econômica avaliam que novas medidas em estudo para estimular o crédito, como já sinalizou Mantega, terão força para acelerar o crescimento.

Por isso, as projeções de PIB do Ministério da Fazenda são sempre mais altas do que as do mercado e levam em conta cenários bem mais otimistas. É com essa estratégia que o ministro resolveu fixar uma meta de crescimento para 2012, e não apenas uma mera estimativa.

Para o economista-chefe da LCA Consultores, Braulio Borges, o fraco desempenho da atividade no segundo semestre deste ano não deve colaborar para dar um empurrão à expansão do País em 2012, que, para ele, deve ser de 3,1%. "O PIB no quarto trimestre também deve apresentar estagnação."

Até a semana passada, o economista acreditava que o PIB poderia crescer 0,4% no último trimestre de 2011, mas, após a divulgação do indicador do BC sobre atividade econômica de outubro, que caiu 0,32% ante setembro, Borges passou a apostar num resultado nulo da economia no fechamento do ano. Ele estima que o Brasil terá uma expansão de 2,8% em 2011.

Dívidas. De acordo com Borges, estímulos fiscais do governo para aquecer a demanda agregada, especialmente o consumo de bens duráveis, como eletrodomésticos, não devem surtir tanto efeito quanto no fim de 2008 e início de 2009. "As famílias estão muito endividadas. Portanto, a renda disponível para adquirir novas mercadorias está limitada", comentou.

Ele destacou que produtos como geladeiras têm um ciclo de consumo ao redor de sete anos, o que, em condições normais, não foi esgotado para aqueles que compraram tais mercadorias em 2008.

"Além disso, a concessão de crédito pelos bancos está muito restritiva, pois as instituições financeiras estão bem mais seletivas para liberar financiamentos, sobretudo em razão da atual crise internacional, que deve ter longa duração", afirmou Borges.
Adriana Fernandes e Ricardo Leopoldo
Fonte:economia.estadao.com.br/noticias/economia+brasil,governo-ja-admite-internamente-que-alta-do-pib-em-2012-nao-atingira-meta,96756,0.htm

Estoque total de crédito cresce 1,9% em novembro; juro médio recua

Fonte: Valor Online

BRASÍLIA - O estoque de crédito do sistema financeiro cresceu 1,9% em novembro sobre outubro, atingindo R$ 1,984 trilhão considerando recursos livres e direcionados, informou o Banco Central nesta quarta-feira. O volume corresponde a 48,2% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 47,5% do PIB em outubro.
"O crédito do sistema financeiro nacional apresentou, em novembro, expansão mais acentuada que no mês anterior, refletindo, em particular, o retorno à normalidade após a greve bancária encerrada em 17 de outubro", explicou o BC em nota.
O segmento de crédito livre (sem destinação obrigatória) correspondeu a R$ 1,275 bilhão, com aumento de 1,4% em novembro, enquanto as operações direcionadas (empréstimos do BNDES e financiamentos habitacionais com recursos da poupança, por exemplo) alcançaram R$ 709 bilhões, com crescimento mais expressivo, de 2,9%.
As concessões acumuladas no mês e a média diária dessas concessões, considerando pessoas físicas e jurídicas, aumentaram 7,3% no mês passado.
O BC informou também que o juro médio nas operações referenciais caiu de 39,5% ao ano em outubro para 38,5% em novembro, puxada por um alívio na taxa para as pessoas físicas, que recuou 2,4 pontos e chegou a 44,7%. No caso das empresas, houve estabilidade em 29,8% ao ano.
O spread bancário - diferença entre a taxa de captação dos bancos e a cobrada dos clientes - teve queda de 0,7 ponto, para 28,2 pontos percentuais.
A inadimplência nas operações com atraso superior a 90 dias subiu 0,1 ponto, para 5,6%, refletindo o aumento de 0,2 ponto no índice relativo às famílias (que alcançou 7,3%). Para as pessoas jurídicas, a taxa manteve-se em 4,0%.
Enquanto a inadimplência é medida sobre o estoque, a taxa de juros e o spread são medidos em relação às concessões de crédito novo no mês.
Azelma Rodrigues
Fonte:www.valor.com.br/financas/1147864/estoque-total-de-credito-cresce-19-em-novembro-juro-medio-recua

Bairro solar na Alemanha produz quatro vezes mais energia do que consome

Fonte: CicloVivo

O bairro solar Schlierberg, em Friburgo, Alemanha, é capaz de produzir quatro vezes mais energia do que consome, provando que uma construção ecológica pode ser muito lucrativa.
O bairro é autossuficiente em energia e atinge isso através do seu projeto de energia solar, que utiliza painéis fotovoltaicos dispostos na direção correta. Parece uma estratégia simples mas, geralmente, os projetistas pensam nas instalações solares tardiamente, e dessa forma os painéis perdem parte de sua eficiência.
A vila, projetada pelo arquiteto alemão Rolf Disch, enfatiza a construção de casas e vilas que planejam as instalações solares desde o início do projeto, incorporando inteligentemente uma série de grandes painéis solares sobre os telhados. Os edifícios também foram construídos dentro das normas de arquitetura passiva, o que o permite produzir quatro vezes a quantidade de energia que consome.
O condomínio, com cerca de 11 mil m2, possui densidade média, tamanho balanceado, acessibilidade, espaços verdes e exposição solar.
Ao todo são 59 residências e um grande edifício comercial, chamado Solar Ship, que criam uma região habitável com o menor impacto ambiental possível. Nove das residências são apartamentos localizados na cobertura do edifício comercial. As residências multifamiliares possuem entre 75 e 162 m2.
Todas as casas são de madeira e construídas apenas com materiais de construção ecológicos. O conceito de cores foi desenvolvido por um artista de Berlim, Erich Wiesner.
As casas têm grande acesso ao aquecimento solar passivo e utilizam a luminosidade natural. Cada casa possui uma cobertura simples, com beirais largos, que permitem a presença do sol durante o inverno e protegem as casas durante o verão. Tecnologias avançadas como o isolamento a vácuo, aumentam o desempenho térmico do sistema da construção.
As coberturas possuem sistemas de captação de água da chuva. A água é utilizada na irrigação de jardins e nas descargas de vasos sanitários. Os edifícios também utilizam lascas de madeiras para o aquecimento no inverno, diminuindo ainda mais o impacto no ambiente.
As instalações permanecem livres de carros, graças à garagem abaixo do edifício comercial,onde é organizado um sistema de compartilhamento de automóveis.
Fonte:ciclovivo.com.br/noticia.php/882/bairro_solar_na_alemanha_produz_quatro_vezes_mais_energia_do_que_consome/

De bem com o ambiente

Fonte: SindusCon-SP

Um passo relevante para incrementar as práticas de sustentabilidade na construção ocorreu na semana passada. O secretário estadual do Meio Ambiente de São Paulo, Bruno Covas, e o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, assinaram convênio visando conjugar esforços para consolidar o processo de desenvolvimento sustentável no setor.

O governo paulista e a construção vão desenvolver ações em favor da gestão sustentável de resíduos das obras. Será estimulada a utilização de recursos naturais de forma sustentável, em especial, o uso de madeira legalizada. E se pretende avançar no incremento de requisitos de sustentabilidade em projetos e obras.

Com o objetivo de atender a legislação federal e estadual, será desenvolvido o "Resíduos On Line", um sistema declaratório de resíduos da construção. Municípios, geradores, transportadores e áreas de destinação vão ser cadastrados. Municípios e Estado entrarão com suas informações e os grandes geradores, com seus planos de gestão. Isso permitirá montar indicadores e rastrear a geração, o transporte e a destinação dos rejeitos.

Para orientar os agentes públicos e privados envolvidos na gestão desses resíduos, serão elaborados folhetos sobre pequenos e grandes geradores, áreas de transbordo e triagem, áreas de destinação e beneficiamento, e transporte. Haverá seminários na capital paulista e nos nove municípios-sede das Regionais do SindusCon-SP no Estado, envolvendo as agências da Cetesb.

A Secretaria do Meio Ambiente e o Sindus­Con-­SP publicarão as pesquisas conjuntas realizadas sobre a geração de resíduos nos municípios, para orientar gestores municipais e grandes geradores com relação às ações necessárias ao atendimento das legislações federal e estadual.

Para gestores municipais, pequenos geradores, escolas e profissionais autônomos, haverá treinamentos de educação ambiental na construção. O SindusCon-SP e o Senai-­SP vão produzir um vídeo e gibis abordando temas como preservação de água, energia e recursos naturais na construção, coleta seletiva e destinação correta dos resíduos do setor.

No tocante ao elo seguinte da cadeia de sustentabilidade, a reciclagem, haverá interação entre o governo e o setor para a elaboração de normas e legislações que incentivem essa prática e o uso de produtos reciclados, bem como promovam a logística reversa na construção.

Pretende-se propor incentivos para a reciclagem, estimular o uso de agregados feitos com resíduos reciclados, e elaborar normas técnicas que regulamentem sua utilização.

O convênio e as ações planejadas mostram quanto se pode avançar na questão da sustentabilidade quando há diálogo entre o governo e os agentes privados.

As iniciativas e normas legais resultantes certamente terão sucesso se forem feitas com respeito à viabilidade econômica e ao embasamento técnico.
Fonte:http://www.sindusconsp.com.br/msg2.asp?id=5314

Preço ainda é maior entrave do Minha Casa, Minha Vida

Fonte: Veja Online

SÃO PAULO (Reuters) - Depois de caminhar lentamente e demorar para entrar nos trilhos, o Programa "Minha Casa, Minha Vida" deve iniciar 2012 com um saldo de cerca de 55 por cento das contratações a serem cumpridas, número que ganha maiores proporções se considerados os impasses relacionados ao preço dos imóveis e o peso de não ter as metas cumpridas em grandes centros como São Paulo.
Destacada como um dos principais compromissos da gestão da presidente Dilma Rousseff, a segunda etapa do programa, que prevê a contratação de 2 milhões de moradias até 2014 (60 por cento para famílias com renda mensal de até três salários mínimos), só começou, na prática, na segunda metade deste ano.
Conforme dados do Ministério das Cidades, até 30 de outubro, se consideradas as duas fases do projeto, foram contratadas 1,341 milhão de unidades habitacionais, sendo 336 mil referentes à segunda etapa. Do total, 652 mil unidades foram entregues, o equivalente a quase da metade das contratações até agora.
O "Minha Casa, Minha Vida" foi lançado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em março de 2009, com objetivo de contratar 1 milhão de habitações, volume que chegou a 1,005 milhão de unidades ao final de 2010.
"Ficamos sem regra para trabalhar (com o novo programa)", lamentou o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, sobre o fato das regras para o "Minha Casa, Minha Vida 2" só terem saído em outubro.
O anúncio da segunda fase, em março de 2010, foi acelerado justamente para servir de bandeira para a campanha eleitoral de Dilma, antes da primeira etapa ser concluída, mas o lançamento, de fato, só ocorreu em meados de junho deste ano.
O atraso decorreu da demora para ser feita a adequação econômica do programa como um todo, cuja segunda fase dependia de aprovação no Congresso, o que só aconteceu em junho passado. O corte de 5,1 bilhões de reais no Orçamento, em março, também atrasou o início efetivo.
"Se considerar que o programa começou em agosto, o número de contratações é muito bom", disse o analista Wesley Pereira Bernabé, do BB investimentos. "Se este nível for mantido, a meta deve ser cumprida e pode ser ajustada em mais 600 mil unidades, mas isso não acontecerá facilmente".
PREÇO COMO MAIOR DESAFIO
Na esteira dos impasses vistos na primeira fase do programa, as negociações entre os setores público e privado quanto à necessidade de elevar os limites de preço dos imóveis devem se manter no próximo ano.
As mudanças de paradigmas sociais e econômicos aumentaram a necessidade de elevar os limites das faixas de valores dos imóveis para grandes centros, como São Paulo, no caso de quem ganha até três salários mínimos.
Sem isso, segundo o presidente do Sindicato da Construção Civil (SindusCon-SP), Sergio Watanabe, a contratação de unidades populares não se viabilizará em São Paulo na segunda fase do programa, a exemplo do ocorrido na primeira, quando a meta para o Estado não foi atingida, "dificultando o combate ao maior déficit habitacional nominal do país".
Do lado das empresas, sempre existiu um movimento de pressão junto ao governo federal para ajustar o teto dos valores.
"O preço é um entrave para avançar mais e mais rápido, com maior participação das empresas. O programa só é viável fora dos grandes centros urbanos, porque o preço atual não dá viabilidade", afirmou o presidente-executivo da Cyrela Brazil Realty, José Florêncio Rodrigues, que defende a criação, pelo governo, de um índice de preços, por exemplo.
A Living, braço da Cyrela voltado para o segmento econômico, tem hoje menos de 50 por cento das operações inseridas no programa, volume que a empresa pretende aumentar conforme a política de preços para os centros urbanos.
Até agora, a primeira faixa de renda, até três salários mínimos, do "Minha Casa, Minha Vida" segue como a menos beneficiada, consequência das dificuldades para se construir moradias adequadas, em localizações com infraestrutura suficiente e dentro dos valores estipulados.
Das contratações feitas na segunda fase do programa, apenas 10 por cento foram destinadas a pessoas com renda até três salários mínimos, segundo o presidente da Caixa Econômica Federal, principal agente financeiro do projeto, Jorge Hereda. "Vamos chegar até o final do ano em torno de 70 mil unidades (nessa faixa de renda)", disse ele.
MEDIDAS DE INCENTIVO
Na tentativa de solucionar esse impasse, o pacote de medidas voltadas a incentivar o consumo, anunciadas há cerca de uma semana pelo governo federal, incluiu o aumento do teto de 65 mil para 85 mil reais para unidades habitacionais sobre as quais incide o RET (Regime Especial de Tributação), que cobra 1 por cento de impostos em vez de 6 por cento.
"Isso permitirá viabilizar com subsídio do governo estadual a construção de moradias para famílias com renda mensal de até três salários mínimos", assinalou Watanabe, do SindusCon. "Mas apenas esse subsídio não será suficiente para que no município de São Paulo a iniciativa privada consiga construir todas as 75 mil moradias para essa faixa de renda previstas no programa."
Bernabé, do BB Investimentos, concorda que a medida "ajuda muito, mas não é única para atrair maiores empresas de capital aberto de forma mais forte no programa", afirmou ele, que não acredita em uma revisão dos valores dos imóveis. "A questão do preço está travada, dificilmente um aumento de teto deve ocorrer."
Entre as medidas citadas pelo analista para viabilizar uma maior participação das empresas está a parceria com prefeituras no fornecimento de infraestrutura e na doação de terrenos.
Vivian Pereira; reportagem adicional Leonardo Goy em Brasília
Fonte:veja.abril.com.br/noticia/economia/dilma-ano2-preco-ainda-e-maior-entrave-do-minha-casa-minha-vida

Presidente da Gafisa diz que receios com custos derrubaram ações

Fonte: Bloomberg

São Paulo - A queda das ações da construtora Gafisa SA pode ser resultado de receios dos investidores em relação aos custos de financiamento maiores que o esperado em uma venda de notas promissórias, disse Alceu Duilio Calciolari, presidente da companhia.
A Gafisa não está usando a venda, anunciada em 5 de dezembro, para melhorar seu fluxo de caixa ou refinanciar dívida, já que possui R$ 800 milhões em caixa, disse Calciolari.
A companhia pretende usar os recursos como empréstimo-ponte de um plano “estratégico” que terá andamento nos próximos quatro meses, disse ele, negando-se a dar mais detalhes.
A ação recuou 13 por cento ontem, a maior queda desde novembro de 2008, e acumula uma perda de 20 por cento desde o anúncio da venda das notas promissórias.
“Deve ter causado algum desconforto porque acho que havia a expectativa de um custo mais baixo”, disse Calciolari em entrevista por telefone de São Paulo.
A quarta maior construtora do Brasil em receita pretende emitir R$ 230 milhões em notas promissórias em duas séries com prazo de 360 dias, a primeira a 126 por cento da taxa média diária de juros dos Depósitos Interfinanceiros e a segunda, a 125 por cento, de acordo com um comunicado enviado ao mercado em 5 de dezembro.
Os receios em torno da capacidade da Gafisa de conduzir um plano para reduzir o negócio de baixa renda na Construtora Tenda SA e focar mais na unidade de alta renda Alphaville Urbanismo SA podem também estar influenciando as quedas, disse o executivo.
O lucro caiu 60 por cento no terceiro trimestre na comparação anual com a elevação dos custos da Tenda, disse a empresa em 14 de novembro.“O mercado ficou meio assustado”, disse ele. “Essas reações exageradas a gente tem que esperar.”
Fonte:exame.abril.com.br/mercados/noticias/presidente-da-gafisa-diz-que-receios-com-custos-derrubaram-acoes

Ampliação de recursos desafia setor imobiliário

Fonte: Brasil Econômico

Atualmente, a oferta de crédito é vista como suficiente, mas entidades já discutem alternativas para o longo prazo
As concessões de crédito imobiliário com recursos da Poupança saltaram de R$ 2,3 bilhões em 2003 para R$ 60 bilhões em 2010, segundo dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic). No mesmo período, o número de moradias geradas com esses recursos saiu de cerca de 30 mil para 500 mil por ano. Com a perspectiva de crescimento contínuo do segmento nos próximos anos, o país precisa pensar em alternativas de ampliação da oferta de recursos no longo prazo.
Além da fundamental estabilidade macroeconômica no país, a melhora vista no setor imobiliário contou com a ajuda da Lei 10.931, de 2004, que foi considerada ummarco na regulamentação do mercado imobiliário.
"Essa lei obrigou os bancos a investirem em crédito imobiliário e também aumentou a segurança jurídica nos contratos de concessão de crédito", lembra o vice-presidente da Cbic, José Carlos Martins.
A esse cenário juntou-se um déficit habitacional estimado em 6 milhões de moradias e a emergência da nova classe C, com renda em alta e carteira de trabalho assinada, que vem transformando em realidade o sonho da casa própria tão típico do brasileiro.
Segundo o presidente do Secovi- SP (sindicato da habitação do estado), João Crestana, o mesmo salto visto nos recursos da poupança foi observado nos recursos do FGTS para a habitação: de cerca de R$ 2 bilhões em 2003 para R$ 30 bilhões em 2010. "Foi um salto grande e hoje percebemos escassez de material, de mão de obra, de terrenos.
E no longo prazo é preciso pensar em outras formas de financiamento para o setor", pondera o especialista.
Propostas Os fundos de pensão, com um saldo total estimado em R$ 800 bilhões no Brasil, são a alternativa preferida por Crestana como fonte de captação para o setor imobiliário quando, ao longo do tempo, os recursos da poupança já não forem suficientes.
"No mundo todo os fundos de pensão são grandes financiadores do setor imobiliário-como têm necessidades de longo prazo, eles podem financiar o longo prazo.
Aqui a participação dos fundos tem se dado através de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e de fundos de investimentos imobiliários, mas a participação ainda é insipiente." A se considerar que no mês de outubro os recursos da poupança para financiamento imobiliário estavam em R$ 320 bilhões, o presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Octavio de Lazari Junior, não vê problemas de captação no médio prazo. "Se considerarmos uma projeção de crescimento entre30% e40%no volume de operações financeiras em 2012, o que temos de volume de poupança é suficiente." Mas a conjuntura atual não impede que se pense nas necessidades futuras. Dessa forma a Abecip mantém discussões com o governo e o Banco Central no sentido de se construir modelos possíveis e elaborar legislação para quando a necessidade de mais recursos surgir.
"Para o longo prazo pensamos em alternativas como o CRI, Letras Financeiras Imobiliárias (LFI, que estão sendo estruturadas), e os chamados "covered bonds", que são papéis que têm como garantia as operações de crédito imobiliário", explica Lazari Junior.
O Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) tem um mercado ainda pequeno no Brasil, mas com potencial de crescimento.
"Como o banco e a incorporadora fazem vendas a prazo, eles ficam com a capacidade de fazer novos aportes ou empreendimentos reduzidos. Com o CRI, há a antecipação de recursos que permite o avanço nos negócios", diz o diretor da Novasec, José Pereira Gonçalves.
Muitas empresas têm optado pelo caminho da abertura de capital para a captação de recursos no mercado, casos de Cyrela, Gafisa e MRV
Fonte: Jornal Brasil Econômico, edição impressa de 20/12/2011

Região da Paulista receberá quatro empreendimentos mistos

Fonte: Pini Web

Na cidade de São Paulo, na região em torno da avenida Paulista, serão implementados, no mínimo, quatro empreendimentos de uso misto nos próximos anos. São prédios que misturam pelo menos dois de uso, entre comercial, residencial, hotel, lojas e mesmo salas culturais.
Na própria avenida Paulista, a Torre Matarazzo está localizada entre a rua Pamplona e alameda Campinas, em um terreno de 13 mil m² e com uma área construída de 124,50 mil m². Lá, serão alojados escritórios, lojas e um teatro. A construção da Torre também foi responsável por obras de melhoria no entorno, como alargamento da calçada da rua Pamplona e alargamento da rua São Carlos do Pinhal em frente ao empreendimento, instalação de conjuntos de semáforos, melhoria na iluminação em travessias de pedestres etc. Os responsáveis pelo desenvolvimento e incorporação são a Cyrela e a Camargo Corrêa - CCDI.
Bem próximo à Paulista, na alameda Rio Claro, encontra-se o Hospital Umberto Primo, inaugurado em 1915 e desativado há 18 anos. São alguns prédios baixos, interligados por jardins, tombado em 1986 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat). O lugar foi comprado pelo Grupo Allar e deve virar um hotel 6 estrelas que também abrigará lojas, teatro, entre outros. O Grupo francês tem experiência em Paris em reformar patrimônios históricos para implementação de hotéis de luxo.
Ainda do mesmo lado da avenida, mas na rua Augusta, o antigo Hotel Ca'd'Oro, o primeiro hotel 5 estrelas de São Paulo, inaugurado em 1953, passa por processo de demolição para dar lugar a um empreendimento que une hotel, residência e salas comerciais. Serão duas torres: a residencial terá 31 pavimentos e o comercial, 27, sendo do 1º ao 18º as 387 salas comerciais e do 19º ao 27º os 147 apartamentos de hotel. A construção é da Brookfield. (link Pini: )
Já na região dos Jardins, são dois shoppings com uso misto. Na rua Oscar Freire, um shopping da Reud-Brazil terá lojas, escritórios e apartamentos. Já o Cidade Jardim Shops, na rua Haddock Lobo, combinará lojas e o hotel Fasano, em uma área construída de 7 mil m² feito pela JHSF.
Fonte:www.piniweb.com.br/construcao/mercado-imobiliario/regiao-da-paulista-recebera-quatro-empreendimentos-mistos-243612-1.asp

SP: residências de até 85 metros quadrados foram as mais vendidas em outubro

Fonte: InfoMoney

SÃO PAULO - As unidades residenciais de até 85 metros quadrados na cidade de São Paulo representaram 77,83% do total de vendas imobiliárias em outubro, de acordo com levantamento divulgado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) nesta terça-feira (20).
Dentro deste segmento, os imóveis com área útil entre 46m2 e 65m2 se destacaram, ao responder por 39,51% dos 2.017 negócios efetuados na cidade. Nesta metragem, foram 797 unidades vendidas no décimo mês, o que levou a um índice de 12,4% de VSO (venda sobre oferta), que mede o desempenho entre o total de unidades vendidas e a oferta existente.
Na sequência estão os imóveis entre 66m2 e 85m2, cuja participação nas comercializações atingiu 31,77%. Ao todo, 641 unidades foram negociadas em outubro e o VSO para esse segmento foi de 14,1%.
Imóveis com área inferior a 45m2 e entre 86m2 e 130m2 registraram participações respectivas de 6,54% e 15,36% do total das vendas. No primeiro caso, 132 unidades foram comercializadas, enquanto no segundo foram 310 imóveis. Já o VSO das unidades foi, nesta ordem, de 9,1% e 11,6%.
Acima de 130m2
As unidades acima de 130m2 na cidade de São Paulo somaram 6,79% das vendas imobiliárias em novembro. Segundo dados do Secovi-SP, imóveis entre 131m2 e 180m2 apresentaram o maior nível de participação nas negociações deste grupo, de 4,36%. Este segmento teve 88 unidades vendidas, registrando VSO de 7,4%.
Já os imóveis com área superior a 180m2 tiveram participação de apenas 2,42% nas vendas na capital paulista, com 49 unidades residenciais vendidas. O VSO deste segmento foi de 8,1%.
Gladys Ferraz Magalhães
Fonte:www.infomoney.com.br/compra/noticia/2290923-residencias+ate+metros+quadrados+foram+mais+vendidas+outubro

Venda de imóveis novos cai 37,7% em SP em outubro, diz Secovi

Fonte: Agência Brasil

No acumulado do ano, considerando o período de janeiro a outubro, a redução foi 20,8%, em comparação a igual período do ano anterior.
São Paulo - A venda de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo somou 2.017 unidades no mês de outubro, o que representa queda de 37,7% em relação às 3.237 vendidas em setembro, segundo o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) . No comparativo com o mesmo mês de 2010, quando foram vendidas 3.034 unidades, a queda foi 33,5%.
Do total de imóveis comercializados, 54,1% têm três quartos e 29,4% são residências com dois dormitórios. No que se refere à área útil, 39,5% se concentram na faixa entre 46 metros quadrados (m²) e 65m².
No acumulado do ano, considerando o período de janeiro a outubro, a redução foi 20,8%, em comparação a igual período do ano anterior. O total de imóveis comercializados na cidade de SP chegou a 21.890 nos dez meses deste ano, ante 27.639 vendidos no ano passado.
Segundo o economista-chefe do Secovi-SP, o volume de unidades comercializadas este ano deve ficar abaixo do registrado em 2010. “O mercado mudou, inclusive de perfil, com a diversificação de produtos. Voltaram a ser produzidos imóveis para o segmento tradicional, que abrange a classe média alta e o exigente mercado emergente, o que reduz a oferta de unidades por empreendimento”.
Apesar do movimento de queda nas vendas, o número de lançamentos residenciais foi maior em outubro em relação a setembro. Foram disponibilizadas 3.215 unidades na capital paulista, contra 2.739 no mês de setembro, o que representa uma alta de 17,4%. Em relação ao mesmo mês de 2010, houve queda de 39,4% no número de imóveis lançados.
Fonte:exame.abril.com.br/economia/noticias/venda-de-imoveis-novos-cai-37-7-em-sp-em-outubro-diz-secovi