terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Arquitetura sustentável – O que é um projeto sustentável

Fórum da Construção/DF 23/01/2012
 
Arquitetura sustentável – O que é um projeto sustentável
Hoje os edifícios são os principais responsáveis pelos impactos causados à natureza, pois consomem mais da metade de toda a energia usada nos países desenvolvidos e produzem mais da metade de todos os gases que vem modificando o clima.
 
O projeto de arquitetura sustentável contesta a idéia do edifício como obra de arte e o compreende como parte do habitat vivo , estreitamente ligado ao sítio, à sociedade, ao clima, a região e ao planeta. Se compromete a difundir maneiras de construir com menor impacto ambiental e maiores ganhos sociais, sem contudo, ser inviável economicamente. 
 
A elaboração de um projeto de arquitetura na busca por uma maior sustentabilidade deve considerar todo o ciclo de vida da edificação, incluindo seu uso, manutenção e sua reciclagem ou demolição. O caminho para a sustentabilidade não é único e muito menos possui receitas, e sim depende do conhecimento e da criatividade de cada parte envolvida. 
 
“É extremamente importante que o profissional tenha em mente que todas as soluções encontradas não são perfeitas, sendo apenas uma tentativa de busca em direção a uma arquitetura mais sustentável. Com o avanço tecnológico sempre surgirão novas soluções mais eficientes.” (YEANG,1999) 
 
Veja recomendações básicas para projeto de arquitetura sustentável segundo aASBEA: 
 
•Avaliação do impacto sobre o meio em toda e qualquer decisão, buscando evitar danos ao meio ambiente, considerando o ar, a água, o solo, a flora, a fauna e o ecossistema; 
 
•Implantação e análise do entorno; 
 
•Seleção de materiais atóxicos, recicláveis e reutilizáveis; 
 
•Minimização e redução de resíduos; 
 
•Valorização da inteligência nas edificações para otimizar o uso; 
 
•Promoção da eficiência energética com ênfase em fontes alternativas; 
 
•Redução do consumo de água; 
 
•Promoção da qualidade ambiental interna; 
 
•Uso de arquitetura bioclimática. 
 
Quais as Vantagens de um projeto sustentável 
 
O projeto sustentável, por ser interdisciplinar e ter premissas mais abrangentes, garante maior cuidado com as soluções propostas, tanto do ponto de vista ambiental quanto dos aspectos sociais, culturais e econômicos. 
 
O resultado final dessa nova arquitetura ecológica, verde e sustentável, proporciona grande vantagem para seus consumidores. Quem não quer ter uma casa saudável, clara, termicamente confortável e que gaste menos água e energia? 
 
A casa ecológica, além de beneficiar o meio ambiente, garante o bem estar de seu usuário (faz bem para a saúde, para o bolso e para o planeta.) 
 
Já a prática da arquitetura sustentável em empreendimentos imobiliários pode ser ainda mais vantajosa, uma oportunidade que não pode ser desperdiçada. Esse nicho de mercado é hoje um diferencial, mas no futuro se tranformará em requisito, pois está dentro da necessidade urgente de melhores indicativos de qualidade de vida. 
 
Os principais benefícios são: 
 
•redução dos custos de investimento e de operação; 
 
•imagem, diferenciação e valorização do produto; 
 
•redução dos riscos; 
 
•mais produtividade e saúde do usuário; 
 
•novas oportunidades de negócios; 
 
•satisfação de fazer a coisa certa. 

Sustentabilidade: perspectivas para Rio + 20

Ambiente Energia/DF 23/01/2012
 
Sustentabilidade: perspectivas para Rio + 20
O 2º Encontro Brasileiro de Secretários de Meio Ambiente – Articulação Política pela Sustentabilidade, promovido pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara de 25  a 27 de janeiro, em Porto Alegre, vai debater temas como licenciamento ambiental, política nacional de resíduos sólidos, recursos hídricos e segurança alimentar.  O encontro, que reunirá secretários estaduais e municipais do Meio Ambiente de todo o Brasil, faz parte da programação oficial do Fórum Social Mundial Temático Justiça Social e Ambiental.
Entre os convidados do encontro está a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que participará das palestras de abertura, na manhã do dia 25. Ela falará sobre a situação do setor ambiental brasileiro e sobre os desafios e as perspectivas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que ocorrerá em junho no Rio de Janeiro. Também participará da abertura o presidente do Instituto Ethos e idealizador do Fórum Social Mundial, Oded Grajew, que vai falar sobre articulação política ecidades sustentáveis. Ainda durante a sessão de abertura, será feita uma homenagem póstuma ao ambientalista e ex-ministro do Meio Ambiente, José Lutzenberger, (morto em 2002). Será concedido o título de Doutor Honoris Causa da Academia Brasileira de Filosofia.No encerramento do encontro, haverá conferência do subsecretário-geral das Nações Unidas e diretor-geral do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o diplomata alemão Achim Steiner. Após a conferência, os secretários de Meio Ambiente se reunirão em assembleia geral para redigir um documento que será entregue aos presidentes da Câmara e do Senado e à presidente da República, Dilma Rousseff.
O 2º Encontro Brasileiro de Secretários de Meio Ambiente é promovido em parceria com o Centro de Altos Estudos em Sustentabilidade da Academia Brasileira de Filosofia, Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma), Secretaria de Assuntos Estratégicos Presidência da República e Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República.

Preços de imóveis devem desacelerar em 2012 acreditam brasileiros

Gestor imobiliario/DF 23/01/2012
 
Preços de imóveis devem desacelerar em 2012 acreditam brasileiros
Depois de três anos de valorização, os brasileiros acreditam que o preço dos imóveis  já atingiram um patamar elevado e devem começar a desacelerar em 2012. De acordo com enquete do portal InfoMoney, 29% dos leitores acreditam que a probabilidade dos valores de imóveis residenciais desacelerarem este ano é de 100%.
Por outro lado, 15% dos respondentes têm opinião diferente e ainda não enxergam espaço para uma estabilização. Segundo eles, as chances do preço desses imóveis desacelerar em 2012 é nula (0%). Já 11% responderam que as chances são de 50%.
 
Preço atingiu ápice
 
Para o vice-presidente do Ibef (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças) e autor do livro “Imóveis, Seu Guia Para Fazer da Compra e Venda um Grande Negócio”, Luiz Calado, a tendência é que realmente haja uma estabilização de preços e, em determinadas regiões, até mesmo uma redução dos valores praticados.
“O mercado é cíclico mesmo, não é possível sustentar seguidas altas por muito tempo”, comenta. Já tenho notado desde o ano passado esta tendência e eventualmente há a possibilidade até de que caia o preço, o que já tem acontecido em algumas regiões”, continua o especialista.
Com base na própria experiência no ramo imobiliário, Calado diz que tem notado uma diminuição na demanda por conta dos anúncios de jornal. “Há algum tempo víamos muito mais anúncios das incorporadoras sobre lançamentos de imóveis residenciais. Agora percebo que há bem menos propagandas desse tipo”, aponta.
 
Oportunidades sempre existem
 
Mesmo que a tendência geral do preço dos imóveis seja de estabilidade, ele lembra que sempre existem oportunidades para quem pretende investir e que ainda é possível ganhar dinheiro com este tipo de negócio, apesar de estar mais difícil.
“Sempre vai ter uma oportunidade, uma chance de valorização em uma região inóspita. A Cracolândia* pode ser um exemplo. Se a região for realmente revitalizada, os imóveis podem se valorizar bastante. Mas o risco de comprar ali também é bastante alto, já que o local pode continuar do mesmo jeito ou até mesmo piorar”, conclui Calado.
 * Local da região central de São Paulo conhecido como ponto de consumo e venda de drogas. O Governo e a prefeitura de São Paulo promovem ação na região (que envolve patrulhamento ostensivo da Polícia Militar), com objetivo de retirar os usuários do local.

Mulheres conquistam lugar na construção civil na grande BH

Redimob/DF 23/01/2012
 
Mulheres conquistam lugar na construção civil na grande BH
Altivez para quem tem 1,55m de altura é característica de se espantar. Mas é a melhor palavra para descrever Ângela Maria de Almeida entrando em uma obra. Pisa duro, acena para a rapaziada e segue em frente – na construção e na carreira. Muito antes de Lília Cabral estampar sua figura como protagonista da novela das 21h da Rede Globo, ela já saía de casa trajando macacão e capacete e ouvindo piadinhas de vizinhos e colegas de profissão – a massacrante maioria deles homens, é claro. De pedreira, passou a proprietária de empresa para recrutamento e treinamento de 250 operários da construção pesada – além das 90 operárias, como ela. Isso tudo enquanto a geração de empregos no setor crescia 139,34% no Brasil, segundo os dados mais recentes do setor, entre 2004 e 2010.
 
Ângela não ganhou a mesma loteria que sua colega da ficção, mas de carona no boom da construção tornou-se espécie de “Pereirão” remodelada – em vez de se dedicar a reparos domésticos como a personagem de Lília Cabral, ergue prédios e casas em Belo Horizonte e Caeté, na região metropolitana. E apoia a inserção de mais representantes do sexo feminino nesse mercado, defendendo que “mulher é mais caprichosa e entrega tudo limpinho, dá um banho nos homens”. A metáfora do apreço pelo trabalho, que, ninguém duvida, é chave para o sucesso, não poderia ser mais maternal: “Um prédio é igual um filho: você vai cuidando, dando forma, e quando vê já cresceu e ficou lindo”.
 
E quando vê um dos filhos de 26 andares no Seis Pistas, região nobre entre Belo Horizonte e Nova Lima, é com orgulho que aponta o dedo, unhas feitas e abre o sorrisão: “Fui eu que fiz”. A aproximação entre as mulheres e a construção se traduz nos números do setor que indicam o aumento da participação feminina nos canteiros de obras. Os números mais recentes do Sindicato da Construção Civil de Minas (Sinduscon-MG) mostram que a participação das moças que usam capacetes entre os funcionários dos empreendimentos avançou 8,59% em 2010, contra os 7,55% de 2000 na Grande BH.
 
No concreto, a realidade foi respeitosa em toda a trajetória de inserção dessa mulherada, segundo Ângela. Ela diz que manda em quem for, sem problema, corrige, fala que o procedimento está errado e manda consertar. “Os homens acham é engraçado ver as mulheres chegando para trabalhar. Dá uma melhorada no astral, eu acho”, palpita. Colega dela, o operário Nelson Rocha Macedo tem opinião parecida: “As mulheres hoje em dia têm mais inteligência que os homens para a construção. Tem homem dentro de casa dormindo e mulher trabalhando”.
 
Foi uma das operárias treinadas por Ângela, inclusive, que procurou o Estado de Minas para contar que Caeté tem seu próprio Pereirão. “Como entrar para a construção mudou a vida de muitas mulheres por aqui, achamos que ela merecia uma homenagem”, diz Maria José dos Santos, de 35 anos, que deixou de ser empregada doméstica e virou pedreira há três anos, quando leu um anúncio no jornal, avisando que Ângela procurava homens e mulheres para encarar o batente na construção civil. Maria aprendeu a fazer de chapisco a embolso (tipos de revestimento) e hoje comemora a mudança: “É um serviço mais respeitado e valorizado e nunca falta trabalho”.
 
Em três anos, a firma de Ângela, a AIV, cresceu 70%, recrutou pessoal para trabalhar em 12 torres em áreas nobres da capital e ergueu mais de 400 casas do programa Minha casa, minha vida. Recrutou funcionários de Barão de Cocais, Catas Altas, Pernambuco, Paraíba e São Paulo. A próxima fronteira é o Mineirão, além de outros quatro projetos previstos para se iniciar ainda este ano.
 
Segundo Ângela, as diferenças salariais ainda são tabu a derrubar. “Se um homem ganha entre R$ 1.060 e R$ 1.200, cada mulher tira cerca de R$ 860, fazendo o mesmo serviço”, destaca. É daí que vem, de acordo com ela, o empenho em mostrar serviço e capacidade de executar tarefas pesadas como preparar massa, fazer o chapisco, rejunte e assentar a cerâmica. No acabamento, Ângela garante, elas arrasam. 

Mulheres são destaque em cursos da construção civil

Saojosedocamposdiario/DF 23/01/2012
 
Mulheres são destaque em cursos da construção civil
Progeo, em São José dos Campos, formou 60 mulheres na área
O número de mulheres que se formou nos cursos de construção civil do Programa Gerando Oportunidades (Progeo), da Prefeitura de São José dos Campos, chamou a atenção durante a cerimônia de formatura, realizada na noite de quarta-feira (19), no plenário da Câmara Municipal.  Dos 688 formandos 60 eram mulheres.
 
O grupo de alunos recebeu o certificado de conclusão de curso nas áreas de armador de ferros, carpinteiro de estrutura de telhado, desenhista copista de edificações, instalador hidráulico, pedreiro assentador, pedreiro revestidor, pintor de obras e eletricista instalador residencial.
 
A construção civil, que geralmente requer esforço físico elevado e por isso é considerada uma área predominantemente masculina, tem atraído o sexo feminino. A ajudante Rosilene dos Santos, de 37 anos, trabalha em uma construtora há 11 anos. Começou como faxineira da empresa e posteriormente passou a limpar os apartamentos prontos para entrega. Foi quando seu chefe a chamou para fazer um teste de rejunte. Deu certo e hoje este é o trabalho dela.
 
“Para melhorar meu currículo fiz o curso de pedreiro revestidor, que gostei muito. Quero agora fazer outros cursos na área para ter a oportunidade de crescer profissionalmente”, disse Rosilene.
 
Opinião compartilhada pela oradora da turma, Adriana Gonçalves Moraes, que também se formou em pedreiro revestidor. Ela é polivante já que trabalha com decoração, culinária, fez a instalação elétrica da própria casa e o próximo passo é fazer um curso na área de telecomunicações.
 
A curiosidade levou a dona de casa Maria de Fátima dos Santos, 54 anos, a fazer o curso de pintor de obras. “Queria saber como era essa área e gostei. Vou correr atrás de um emprego.” Ela ainda brinca: “Se pintar, eu encaro”, referindo-se a uma oportunidade de trabalho na área.
 
Mas os homens também marcaram presença. O gesseiro Ricardo Fernandes Rocha, 25 anos, tem projetos futuros. “Eu optei por elétrica residencial porque vai agregar ao que faço hoje”. Já o inspetor de qualidade Bruno Eduardo dos Reis, 28 anos, não pretende mudar de área, mas fez o curso de pedreiro assentador porque gosta da profissão. “Já trabalhei como ajudante geral. Fiz mais por realização pessoal, vou trabalhar para mim.”

Cortes no Orçamento não afetarão investimentos federais, diz Mantega

Jornal Brasil/DF 24/01/2012
 
Cortes no Orçamento não afetarão investimentos federais, diz Mantega
Os cortes no Orçamento de 2012 não afetarão os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), da Copa do Mundo e do Minha Casa, Minha Vida, assegurou ontem (23) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, o contingenciamento (bloqueio) de verbas se concentrará nas despesas de custeio (manutenção da máquina pública) e nas emendas parlamentares.
 O tamanho do corte, no entanto, ainda não está definido. "O contingenciamento vai ser do tamanho necessário para garantir o cumprimento da meta de R$ 140 bilhões de superávit primário [economia de recursos para pagar os juros da dívida pública] para este ano", ressaltou o ministro. O anúncio, disse, só será feito em meados de fevereiro.
 O ministro deu as declarações após sair da primeira reunião ministerial de 2012 com a presidenta Dilma Rousseff. Ele acrescentou que, para este ano, estão previstos cerca de R$ 40 bilhões para o PAC e mais R$ 40 bilhões para o Minha Casa, Minha Vida. Para a Copa do Mundo, estão destinados R$ 33 bilhões até 2013.
 Mantega admitiu que as emendas parlamentares também serão afetadas pelos cortes. "Os parlamentares pedem R$ 20 bilhões. Eles sabem que não temos condições de dar isso", declarou. De acordo com o ministro, o rigor fiscal libera espaço para o Banco Central continuar a reduzir os juros.
 "Vamos continuar nessa direção, dando continuidade à mudança de combinação política fiscal e monetária que já praticamos em 2011, em que a política monetária pode ser mais flexível; e política fiscal, mais rigorosa. Vamos continuar sem sacrifício do investimento nem dos programas sociais", destacou.
 Em relação ao crescimento econômico, o ministro repetiu declarações dadas nos últimos meses que o Produto Interno Bruto (PIB) encerrará o ano com expansão entre 4% e 5%. No entanto, ele disse que o Brasil terá crescimento médio de 4,8% ao ano entre 2011 e 2014, mais que os 4,6% observados de 2007 a 2010, no segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 O governo, declarou Mantega, tem como meta expandir o crédito de 15% a 17% em 2012. Esse crescimento, no entanto, deve vir acompanhado de redução dos juros cobrados dos consumidores. "O nosso grande desafio é reduzir o custo financeiro. O spread bancário para o consumidor ainda é muito alto", opinou.
 O ministro acrescentou ainda que o governo pretende expandir a taxa de investimento para 24% do PIB até 2014. Para garantir a inserção do Brasil no comércio internacional em meio à crise global, ele disse que o país intensificará a política de defesa comercial, com aperto nas fiscalizações da Receita Federal e do Ministério do Desenvolvimento contra práticas comerciais desleais e até a adoção de salvaguardas.
 Na relação com o Congresso Nacional, as prioridades do governo, destacou o ministro, são a aprovação da resolução que regulamenta o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) interestadual e da criação do fundo de previdência complementar para o serviço público federal.

Cortes no Orçamento não afetarão investimentos federais, diz Mantega

Jornal Brasil/DF 24/01/2012
 
Cortes no Orçamento não afetarão investimentos federais, diz Mantega
Os cortes no Orçamento de 2012 não afetarão os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), da Copa do Mundo e do Minha Casa, Minha Vida, assegurou ontem (23) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, o contingenciamento (bloqueio) de verbas se concentrará nas despesas de custeio (manutenção da máquina pública) e nas emendas parlamentares.
 O tamanho do corte, no entanto, ainda não está definido. "O contingenciamento vai ser do tamanho necessário para garantir o cumprimento da meta de R$ 140 bilhões de superávit primário [economia de recursos para pagar os juros da dívida pública] para este ano", ressaltou o ministro. O anúncio, disse, só será feito em meados de fevereiro.
 O ministro deu as declarações após sair da primeira reunião ministerial de 2012 com a presidenta Dilma Rousseff. Ele acrescentou que, para este ano, estão previstos cerca de R$ 40 bilhões para o PAC e mais R$ 40 bilhões para o Minha Casa, Minha Vida. Para a Copa do Mundo, estão destinados R$ 33 bilhões até 2013.
 Mantega admitiu que as emendas parlamentares também serão afetadas pelos cortes. "Os parlamentares pedem R$ 20 bilhões. Eles sabem que não temos condições de dar isso", declarou. De acordo com o ministro, o rigor fiscal libera espaço para o Banco Central continuar a reduzir os juros.
 "Vamos continuar nessa direção, dando continuidade à mudança de combinação política fiscal e monetária que já praticamos em 2011, em que a política monetária pode ser mais flexível; e política fiscal, mais rigorosa. Vamos continuar sem sacrifício do investimento nem dos programas sociais", destacou.
 Em relação ao crescimento econômico, o ministro repetiu declarações dadas nos últimos meses que o Produto Interno Bruto (PIB) encerrará o ano com expansão entre 4% e 5%. No entanto, ele disse que o Brasil terá crescimento médio de 4,8% ao ano entre 2011 e 2014, mais que os 4,6% observados de 2007 a 2010, no segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 O governo, declarou Mantega, tem como meta expandir o crédito de 15% a 17% em 2012. Esse crescimento, no entanto, deve vir acompanhado de redução dos juros cobrados dos consumidores. "O nosso grande desafio é reduzir o custo financeiro. O spread bancário para o consumidor ainda é muito alto", opinou.
 O ministro acrescentou ainda que o governo pretende expandir a taxa de investimento para 24% do PIB até 2014. Para garantir a inserção do Brasil no comércio internacional em meio à crise global, ele disse que o país intensificará a política de defesa comercial, com aperto nas fiscalizações da Receita Federal e do Ministério do Desenvolvimento contra práticas comerciais desleais e até a adoção de salvaguardas.
 Na relação com o Congresso Nacional, as prioridades do governo, destacou o ministro, são a aprovação da resolução que regulamenta o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) interestadual e da criação do fundo de previdência complementar para o serviço público federal.

Construtoras repensam condomínios e imóveis para atrair mais público idoso

Folha de S. Paulo/BR 24/01/2012
 
Construtoras repensam condomínios e imóveis para atrair mais público idoso
O envelhecimento da população brasileira também está movendo o mercado imobiliário. Se já tinham opções de lazer para crianças e adolescentes, os novos condomínios agora trazem facilidades para idosos.
 Foi a partir de uma experiência na Pompeia (zona oeste em São Paulo), em 2008, que a Tecnisa desenvolveu o projeto focado nos mais velhos.
 A intenção era fazer um condomínio para recém-casados, mas as vendas revelaram que 15% dos compradores tinham mais de 55 anos.
 Para desenhar os novos empreendimentos, a empresa reuniu geriatras e especialistas em design universal, que pensa imóveis para garantir acesso a quem tem movimentos limitados.
 As alterações para esses novos projetos acontecem dentro dos apartamentos e nas áreas comuns. A instalação de interruptores mais baixos e tomadas mais altas para diminuir o esforço para se movimentar e o uso de maçanetas em forma reta amenizando a abertura das portas são algumas das mudanças.
 Nos espaços do condomínio, escadas das piscinas foram construídas em alvenaria e com corrimão e até o porcelanato, usado em diversos lançamentos, foi substituído.
 "Trocamos por madeira porque, com o porcelanato, a luz refletia no chão e podia provocar acidentes", diz a gerente de projetos da Tecnisa, Patrícia Valadares.
 Com o conceito, foram lançados dez prédios no bairro do Marapé, em Santos (72 km de São Paulo), cidade litorânea com maior porcentagem de idosos no Brasil.
 Uma das compradoras é a secretária executiva Elizabeth Henriques, 59, que se mudará para o litoral com o marido quando se aposentar. "Esperamos ter vizinhos da nossa faixa etária. Gostamos de prosa, mais ainda com pessoas da mesma idade."

Indústria reforça confiança em janeiro, aponta CNI

Jornal Diário do Comércio - MG/MG 24/01/2012
 
Indústria reforça confiança em janeiro, aponta CNI
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), registrou 57,3 pontos em janeiro. O dado foi divulgado no início da tarde de ontem e representa um crescimento de 2,5 pontos em relação a dezembro, quando o Icei marcou 54,8 pontos.
 Isoladamente, por segmentos, o Icei da indústria da construção alcançou 59,7 pontos este mês (ante 57,9 pontos, no mês passado). A indústria extrativa registrou 60,3 pontos este mês (frente 59,9 pontos, em dezembro). Já a indústria de transformação marcou 56,5 pontos (ante 54,4 pontos, no mês anterior).
 Segundo a CNI, dos 26 setores da indústria de transformação, 18 registraram alta da confiança, enquanto oito tiveram queda. A atividade da indústria de transformação com o mais alto Icei em janeiro foi a de farmacêuticos, com 62,1 pontos. O mais baixo índice foi apurado na área de couros, com 50,1 pontos. Conforme explica a CNI, o Icei varia de zero a cem. Valores acima de 50 demonstram confiança. Índices abaixo de 50 significam pessimismo.
 De acordo com o economista da CNI Marcelo de Ávila, é natural haver aumento do otimismo dos empresários em início de ano. Ele destaca, entretanto, que a alta foi mais forte em relação aos anos anteriores e que isso pode sinalizar maior confiança dos empresários em uma retomada do crescimento da atividade industrial.
 Apesar da recuperação ante dezembro, o índice deste mês está 4,7 pontos abaixo do Icei de janeiro de 2011, que havia alcançado 62 pontos. A média histórica do Icei é de 59,3 pontos. 

Indústria reforça confiança em janeiro, aponta CNI

Jornal Diário do Comércio - MG/MG 24/01/2012
 
Indústria reforça confiança em janeiro, aponta CNI
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), registrou 57,3 pontos em janeiro. O dado foi divulgado no início da tarde de ontem e representa um crescimento de 2,5 pontos em relação a dezembro, quando o Icei marcou 54,8 pontos.
 Isoladamente, por segmentos, o Icei da indústria da construção alcançou 59,7 pontos este mês (ante 57,9 pontos, no mês passado). A indústria extrativa registrou 60,3 pontos este mês (frente 59,9 pontos, em dezembro). Já a indústria de transformação marcou 56,5 pontos (ante 54,4 pontos, no mês anterior).
 Segundo a CNI, dos 26 setores da indústria de transformação, 18 registraram alta da confiança, enquanto oito tiveram queda. A atividade da indústria de transformação com o mais alto Icei em janeiro foi a de farmacêuticos, com 62,1 pontos. O mais baixo índice foi apurado na área de couros, com 50,1 pontos. Conforme explica a CNI, o Icei varia de zero a cem. Valores acima de 50 demonstram confiança. Índices abaixo de 50 significam pessimismo.
 De acordo com o economista da CNI Marcelo de Ávila, é natural haver aumento do otimismo dos empresários em início de ano. Ele destaca, entretanto, que a alta foi mais forte em relação aos anos anteriores e que isso pode sinalizar maior confiança dos empresários em uma retomada do crescimento da atividade industrial.
 Apesar da recuperação ante dezembro, o índice deste mês está 4,7 pontos abaixo do Icei de janeiro de 2011, que havia alcançado 62 pontos. A média histórica do Icei é de 59,3 pontos. 

Dilma e equipe anunciam a meta do crescimento do PIB: entre 4% e 5%

correiobraziliense.com.br/BR 24/01/2012
 
Dilma e equipe anunciam a meta do crescimento do PIB: entre 4% e 5%
A primeira reunião ministerial do ano confirmou que a prioridade do governo de Dilma Rousseff em 2012 será a recuperação do crescimento no país. Ciente da necessidade de angariar capital político para as eleições municipais e ainda cercada das incertezas relacionadas à crise econômica global, a presidente não quer repetir, este ano, o desempenho pífio apresentado no seu primeiro ano de mandato. Engajada pessoalmente na condução da política econômica, Dilma abriu a primeira reunião ministerial do ano ouvindo as apresentações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e do titular da Fazenda, Guido Mantega. O foco do encontro, segundo Mantega, foi a discussão sobre como manter o desenvolvimento sustentável.
 A equipe econômica aposta em uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) entre 4% e 5%. "O Brasil será um dos poucos países que crescerá mais do que no ano passado", disse Mantega. Segundo ele, o Brasil só avançará menos que a China e da Índia em 2012. "O Brasil vai continuar na liderança do crescimento mundial", avalia.
 O pilar desse crescimento serão os investimentos públicos, para os quais Mantega garante que não haverá nenhum contingenciamento. Eles serão realizados por meio dos principais programas de governo da presidente Dilma: o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa, Minha Vida, além dos investimentos necessários para viabilizar a Copa do Mundo de 2014 - o gastos para a realização do Mundial devem chegar a R$ 33 bilhões.
 O avanço também deverá ser perseguido com cortes adicionais na taxa básica de juros (Selic) e estímulos ao crédito, capitaneados pelos bancos públicos. No fim de semana, durante as reuniões prévias, a presidente havia pedido às instituições que apresentem estudos para aumentar a oferta de financiamentos tanto às empresas, quanto aos consumidores. Para Mantega, o avanço do PIB será impulsionado ainda pela confiança da população, que cresce, segundo sua avaliação, desde 2009. "Isso é uma prova de que o ciclo econômico que estamos vivendo hoje deve ter continuidade nos próximos anos", disse.
 Apesar de Mantega ter garantido que ainda não há uma definição de onde será feito o contigenciamento no Orçamento de 2012, a disposição em ampliar o crédito, aliada a queda dos juros, deixa clara a intenção de controlar a gastança pública. Segundo Mantega, para atingir a meta de superavit primário de 3,1%, os gastos de custeio serão o alvo, sem sacrificar investimentos e programas sociais. "Tudo isso vai ser mantido com uma política fiscal sólida e responsável, que vai continuar. Isso significa controle de gastos de custeio, porém significa viabilizar todos os investimentos necessários para ativar a economia", pontua. Espera-se também que o país consiga reduzir o tamanho da dívida pública em relação ao PIB.
 O governo também espera fortalecer mercado interno e gerar mais empregos. O ano passado fechou com a criação de 2 milhões de empregos formais, cenário que Mantega espera que se repita em 2012. Também haverá foco nos projetos sociais e na criação de oportunidades, principalmente na área de educação e saúde.
 Como parte do desenvolvimento sustentável, o ministro da Fazenda afirmou que não será deixado de lado o aspecto ambiental. O Brasil quer se estabelecer como um símbolo na defesa do meio ambiente, aproveitando a Conferência Rio+20 que acontece em junho.
 
 Transparência
 Durante a reunião ministerial, Dilma determinou a elaboração de um sistema on-line de acompanhamento da execução de todos os programas do governo federal. Segundo o novo porta-voz do governo, ThomasTraumann, a medida faz parte da política de inclusão social levada a cabo pelo governo desde 2003 e vem para adaptar ao governo à ascensão de milhões de brasileiros à classe C.
 Os ministérios terão um prazo de seis meses para apresentar um modelo de implementação da proposta. A presidente afirmou na reunião que se trata de um projeto indispensável. A ideia é que a nova ferramenta seja mais rápida que o Portal da Transparência, e que não precise passar pela intermediação de outro órgão, como a Controladoria-Geral da União. "O monitoramento de ações do governo é parte de um projeto revolucionário, progressista e absolutamente indispensável para a verdadeira reforma do Estado, não através da demissão de servidores ou da perda de direitos previdenciários, mas através da gestão do Estado mais profissional e meritocrático", disse a presidente durante a reunião.
 
 Colaborou Guilherme Amado Hackers invadem site de Temer
 
 Um grupo de hackers invadiu ontem a página do vice-presidente Michel Temer na internet. O ataque ao site www.micheltemer.com.br é mais um capítulo de uma série de protestos contra os projetos de lei de controle da internet que estavam em discussão nos Estados Unidos até a semana passada. A página do vice-presidente voltou ao ar por volta de 15h. O site de Michel Temer não tem conteúdo próprio -redireciona o usuário automaticamente para a página da Vice-Presidência da República. A equipe do Gabinete de Segurança Institucional anunciou que vai investigar o ataque.

Governo quer usar Minha Casa, Minha Vida e PAC para puxar PIB

Jornal Brasil Econômico/BR 24/01/2012
 
Governo quer usar Minha Casa, Minha Vida e PAC para puxar PIB
O governo quer usar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa, Minha Vida para impulsionar a taxa de investimento do país para 24% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2014. Segundo fontes do Palácio do Planalto, por esse mesmo motivo os dois programas não devem sofrer com os cortes orçamentários que estão em análise a serem anunciados até fevereiro. Os dois cumprirão uma função primordial neste ano, já que a equipe econômica busca crescimento de 4,5%. Mas os outros investimentos públicos não escaparão da tesoura. Sem isso, não será possível cumprir a meta fiscal para o ano.
 Em reunião com outros membros da equipe econômica e a presidente Dilma Rousseff, ocorrida no sábado passado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que em 2011 saíram dos cofres públicos R$ 37 bilhões destinados ao MCMV, incluindo os restos a pagar. Neste ano, o ministro prevê desembolsos da ordem de R$ 41,3 bilhões. Se todo o planejado for executado, Mantega estima que, entre 2009 e 2014, os recursos públicos ao programa somarão R$ 180 bilhões.
 Nesse sentido, os representantes dos bancos públicos - Caixa, Banco do Brasil e BNDES, que também participaram do encontro no final de semana- foram cobrados a ter uma postura mais enfática na concessão dos empréstimos.
 Mantega apresentou ao grupo sua estimativa de que a taxa de investimento deve ter fechado 2011 em 19,5% do PIB.
 Ontem, na primeira reunião ministerial do ano e a segunda do governo Dilma, Mantega afirmou que o Brasil deve ser um dos poucos países a crescerem 2012 mais do que no ano anterior.
 Para isso, tem como base os investimentos desses programas, a confiança de que o mercado doméstico responderá positivamente às ações de incentivo de 2011, e uma pequena melhora das condições internacionais.
 O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, segundo fontes do Palácio, vê um cenário internacional um pouco melhor: disse que a aversão ao risco diminuiu agora no começo do ano, há um ambiente menos inflacionário e os EUA devem apresentar recuperação moderada, na casa dos 2%. Os gastos, sejam em investimentos ou custeio, virão acompanhados de medidas mais rígidas para evitar desvios de dinheiro público. A presidente Dilma Rousseff determinou um prazo de seis meses para que cada ministério monte um modelo próprio de acompanhamento online - e se possível em tempo real - de todos os programas tocados.
 A idéia é que os ministérios possam ser cobrados de forma mais ágil por conta de qualquer problema no andamento dessas ações. A fiscalização ficará sob a responsabilidade direta da Casa Civil. Simone Cavalcante e Ruy Barata Netto
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 Representantes dos bancos públicos, que também participaram do encontro no fim de semana com Dilma, foram cobrados a ter uma postura enfática na concessão de empréstimos.

Uma agenda para as cidades

Jornal Estado de Minas/MG 24/01/2012
 
Uma agenda para as cidades
Paulo Safady Simão - Presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)
 Uma grande parte das cidades brasileiras, em particular as de médio e grande porte, se encontra à beira de um colapso e está cada dia mais distante do objetivo de proporcionar aos seus habitantes uma boa qualidade de vida. Neste sentido as eleições municipais de 2012 assumem papel crucial: ou a sociedade brasileira elege um novo modelo de gestão voltado ao desenvolvimento urbano sustentável ou continuará empurrando os problemas para baixo do tapete.
 Pesquisa recente do IBGE constatou, no censo de 2010, o lamentável crescimento de aglomerados precários, totalizando 6.329 áreas espalhadas por 323 municípios brasileiros e que abrigam mais de 3,2 milhões de domicílios e 11 milhões de pessoas. São áreas ocupadas irregularmente, sem serviços públicos adequados, representadas por favelas, palafitas, grotas e vilas. O resultado desse descaso são as repetidas tragédias nas épocas das chuvas e a alta incidência de doenças causadas pela falta de saneamento básico - principalmente entre crianças.
 São várias as razões que levaram o país a ter que conviver com esta lamentável realidade. A principal origem do problema está na ausência, durante longos anos, de políticas urbanas adequadas justamente no momento em que a população rural migrava maciçamente para as grandes regiões metropolitanas. O resultado não poderia ser outro.
 Às vésperas de se tornar a quinta potência econômica do mundo, o Brasil não pode se omitir em equacionar essas e outras questões urgentes. Nos últimos anos, foram implementados e/ou desenvolvidos alguns programas e projetos cruciais, como os voltados para a área imobiliária, com destaque para o projeto Minha Casa, Minha Vida; o Plano Nacional de Saneamento, que demonstra preocupação maior com a área de saneamento básico - com destaque para a atuação da Funasa no atendimento dos municípios com menos de 50 mil habitantes; a política de resíduos sólidos, que encontrou boa repercussão em várias unidades da Federação; e algumas obras do PAC, voltadas para a mobilidade urbana, especialmente nos grandes centros e nos projetos de urbanização das favelas, onde a própria pesquisa do IBGE já acusou alguns avanços importantes.
 Mas ainda é necessário continuar avançando para alcançarmos uma verdadeira e definitiva mudança, lembrando sempre do papel estratégico que o empresariado no Brasil já vem desenvolvendo na solução de problemas estruturais do país por meio de parcerias público-privadas.
 Na área de habitação, por exemplo, não podemos relaxar e voltar ao passado. É urgente revermos as regras e as condições da segunda etapa do programa de moradia social do governo federal. Não podemos deixar que obstáculos comprometam o bom andamento do programa, sob pena de não alcançarmos as metas previstas.
 Quanto ao saneamento básico, onde o país ainda mantém uma enorme dívida social, é preciso inovar e ousar, da mesma forma com que o país encontrou a solução para o problema do déficit habitacional com o programa Minha Casa, Minha Vida. Temos que reabilitar as dezenas de companhias de saneamento espalhadas pelo país que estão, em sua maioria, operando no vermelho. É urgente pensarmos na implementação de um fundo federal que apoie o desenvolvimento de planos regionais de saneamento, com foco nas bacias hidrográficas e que também financie os planos municipais que se reportarem a esse plano regional. Temos que pensar ainda em estímulos e incentivos aos agentes envolvidos, para que os obstáculos existentes sejam afastados. É necessário estabelecer metas ousadas e uma estrutura de acompanhamento e fiscalização eficiente dos serviços e obras a serem contratados, reduzindo os desperdícios, melhorando a qualidade dos empreendimentos e agindo preventivamente aos inúmeros problemas de saúde que afetam a nossa população por deficiência de saneamento.
 Na área da mobilidade urbana, já passou da hora de encararmos com seriedade o problema e pensarmos em soluções coletivas de qualidade para a mobilidade dos cidadãos, hoje submetidos a um verdadeiro suplício, perdendo preciosas horas diárias no trânsito em detrimento do maior convívio com suas famílias e disponibilidade para o lazer. Isso significa, entre outras ações, investir em transporte de massa e desestimular o uso do transporte individual.
 É urgente que esses e outros temas que dizem respeito à qualidade de vida em nossas cidades ocupem lugar de destaque na agenda pública em 2012. Os gestores municipais não podem continuar negligenciando a solução desses problemas, como tem acontecido ao longo da nossa história. Não temos mais tempo para errar. Precisamos eleger um novo modelo de gestão para as nossas cidades que incorpore inovação, sustentabilidade e qualidade de vida da população como condições fundamentais ao desenvolvimento. Com a palavra, os eleitores brasileiros.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO EM FEVEREIRO: AGENDE-SE!

A primeira reunião de 2012 do Conselho de Administração da CBIC será realizada no dia 8 de fevereiro, na sede da entidade, em Brasília. Programe-se! 

SECONCI-DF PROMOVE TREINAMENTO PARA MEMBROS DA CIPA

O Seconci-DF abriu inscrições para turma de treinamento para membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). O treinamento, com 20 horas de duração, será realizado de 30 de janeiro a 3 de fevereiro, das 13h às 17h, na unidade do Seconci-DF. De acordo com a Norma Regulamentadora n° 5 (NR 5), as empresas deverão promover treinamento para os membros da CIPA, titulares e suplentes. Quando o estabelecimento não tiver obrigação de ter a comissão, a empresa deve designar um responsável pelo cumprimento dos objetivos desta NR, que também deverá receber o treinamento.

CBIC PARTICIPA DE MISSÃO INTERNACIONAL A BRUXELAS

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e membro do Conselho de Desenvolvimento, Econômico e Social da Presidência da República (CDES), Paulo Safady Simão, participa nos próximos dias 7 e 8 de fevereiro, em Bruxelas, na Bélgica, de missão internacional do CDES com vistas à participação em evento promovido pelo Comitê Econômico e Social Europeu “Go sustainable, be responsible! European civil society on the road to Rio+20”. A realização da Conferencia das Nações Unidas para o Desenvolvimento – a Rio+20 – está sendo considerada ação estratégica pelo governo brasileiro em 2012, tanto pelo tema, em relação ao qual o Brasil vem avançado, quanto pela visibilidade que o evento dará ao País. Como parte das suas ações, o CDES articulou um amplo conjunto de instituições brasileiras em um Acordo para o Desenvolvimento Sustentável e convergiu a cooperação internacional com outros conselhos e no âmbito da AICESIS para o tema do desenvolvimento sustentável e a Rio+20.

ESCOLA DA CONSTRUÇÃO CIVIL EM CAXIAS ABRE INSCRIÇÕES PARA CURSOS DE APERFEIÇOAMENTO NO SETOR

A Escola Senai de Construção Civil, que funciona em parceria com o Sinduscon-Caxias e o Sindicato dos Trabalhadores na Construção, em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, está com inscrições abertas para cursos rápidos de aperfeiçoamento, voltados para trabalhadores do setor. São eles: Instalador Hidráulico; Construção em Alvenaria; Operador de Ponte Rolante; Aperfeiçoamento para Mestre de Obras; Pintura de Obras; Carpintaria de Formas e Aperfeiçoamento para Assentador de Cerâmicas; Leitura e Interpretação de Planta; Instalações Elétricas Prediais; e Assentador de Placas Cerâmicas.

ENTULHO RECICLADO GANHA MERCADO NA CONSTRUÇÃO

Matéria divulgada nesta segunda-feira, dia 23 de janeiro, no jornal Valor Econômico, destaca que o negócio de reciclagem de resíduos da construção e demolição (RCD-R) vem crescendo no país. A previsão é de que com o fim dos lixões, previsto em lei para 2014, deve-se iniciar o plano integrado de gerenciamento de resíduos por parte das 5.565 prefeituras, o que leva as empresas recicladoras a apostar numa explosão do setor, que, no entanto, carece de uma legislação específica. De acordo com a Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon), falta incentivo do poder público para que o setor da construção avance em busca de soluções sustentáveis. O segmento reciclador não tem Classificação Nacional de Atividades Econômicas e sem isso nem a Receita Federal nos identifica. A construção do estádio do Itaquerão, em São Paulo, cenário de abertura da Copa 2014, já consumiu mais de 7 mil toneladas de agregados reciclados. Até 2013 serão empregadas 11 mil toneladas. Agregados reciclados substituem matérias-primas virgens e custam menos da metade do preço. Nem todo entulho, contudo, pode ser reciclado como nem tudo que é reciclado pode ser reutilizado em qualquer lugar da obra. Para as sobras da construção civil a tecnologia desenvolvida vai até a utilização dos cinzas (areia, concreto, restos de blocos) e dos vermelhos (cerâmica, tijolos, cacos de telhas), considerados materiais nobres. Clique no Leia Mais para acessar a íntegra da matéria.
 

COMISSÃO DA INDÚSTRIA IMOBILIÁRIA DEBATE PERSPECTIVAS DO MERCADO IMOBILIÁRIO PARA 2012

A Comissão da Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CII/CBIC) se reúne nesta quinta-feira, dia 26, das 10h30 às 16h30, na sede do Secovi-SP, em São Paulo, para, dentre outros, debater as perspectivas do Mercado Imobiliário para 2012. Durante a reunião, também serão tratados temas como: o Programa Minha Casa, Minha Vida 2; desafios de decisões jurídicas ambientais frente ao direito adquirido – Artigo 15 da Constituição; inclusão Segura da Pessoa com Deficiência na Construção Civil; cobrança de comissão de vendas apartadas; padronização Contratual – promessa de compra e venda. Mais informações pelo email eloiza.delgallo@secovi.com.br ou telefone (11) 5591-1231.

EMPRESAS DO SETOR SE MOVIMENTAM PARA RESOLVER ENTRAVES À INOVAÇÃO NA CONSTRUÇÃO

As empresas do setor da construção, com o desafio de cumprir prazos e buscar sustentabilidade, estão se movimentando para resolver entraves à inovação no setor. É o que destaca a matéria publicada ontem, dia 22 de janeiro, no jornal O Estado de S.Paulo. O texto ressalta ainda os projetos que vêm sendo desenvolvidos pela CBIC voltados para a resolução do que considera gargalos: tributação que induz à produção 'in loco', baixa capacitadas pesquisas universitárias, falta de padronização mínima de materiais, pouca diversidade de laboratórios para a homologação de novas técnicas, limitada disseminação das novidades às empresas, ausência de uniformidade dos códigos de obra em todo o País, falta de atualização das normas técnicas e baixa inovação em obras públicas. "O setor, após o Minha Casa, Minha Vida, tem se movimentado. Sem isso, não temos como atender ao mercado do jeito que estão os preços com a mão de obra", diz o presidente da Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade (COMAT) da CBIC, Sarkis Nabi Curi. A sua expectativa é de que os entraves sejam resolvidos no médio prazo.

SINDUSCON-GO

Impresso

Impresso

Impresso

TV
Programa: Bom Dia Goiás
Data e Hora:  20/01/2012      06h30min              Emissora: TV Anhanguera
Apresentação: Brenda Freitas

Rádio
Programa: Jornal   CBN Goiânia
Data e Hora:  20/01/2012            09h30min                                                           Emissora: 97.1FM
Apresentação: Luis Geraldo
PROGRAMA: O Mundo Em Sua Casa
Data e Hora:  20/01/2012          07h00min           Emissora: RBC FM 90,1
Apresentação: Edson Santana e José Calazans
 Programa: Jornal Realidade
Data e Hora:  20/01/2012          07h00min           Emissora: Vinha FM 91,9
Apresentação: Luiz Alberto e professor Edson Sales
Rádio
PROGRAMA: O Mundo Em Sua Casa
Data e Hora:    /01/2012          07h00min           Emissora: RBC FM 90,1
Apresentação: Edson Santana e José Calazans

Boas expectativas para o setor imobiliário em 2012

Ciabimoveis /BR 20/01/2012
 
Boas expectativas para o setor imobiliário em 2012
O mercado imobiliário chega a um momento de inflexão na curva de crescimento, iniciada há cerca de quatro anos, avalia o presidente da Bueno Netto Empreendimentos, de São Paulo, Adalberto Bueno Netto. Ele avalia que, em 2012, os consumidores já não estarão mais dispostos a pagar os elevados preços praticados pelo mercado imobiliário. Segundo ele, o mercado consumidor já começou a dar sinais de que não pretende sustentar mais os elevados preços das casas. Desta forma, acredita que as empresas não vão conseguir continuar praticando preços altos.
Prova desta mudança está nos números São Paulo, onde a venda de residências em 2011 foi a menor em cinco anos – foram comercializadas cerca de 31 mil unidades, segundo estimativa do Sindicato da Habitação paulistano. O número não era tão baixo desde 2006, quando foram negociados 28,3 mil imóveis. A velocidade de venda também diminuiu. O percentual de residências comercializadas sobre o total oferecido caiu de 22,7%, em média, nos primeiros 11 meses de 2010 para 13,9% em 2011.
Além do valor do metro quadrado, a mão de obra também segue pressionando os custos das construtoras, desde os profissionais mais qualificados, como os engenheiros, até os menos qualificados, como pedreiros, serventes e mestres de obras – custo que foi sendo transferido, até o momento, de uma forma direta para o comprador. Netto aponta que a melhora da produtividade e a abertura do mercado nacional para mais empresas estrangeiras, que comercializam materiais de construção, aumentaria a concorrência e pressionaria os preços dos insumos para baixo, reduzindo os custos das obras.
- Palmas
“Em 15 dias deste mês de janeiro eu atendi em meu escritório um número muito maior de pessoas (clientes) procurando por um imóvel do que nos últimos três meses de 2011. Quer dizer, em 15 dias atendi 200 pessoas a procura de um imóvel e entre outubro, novembro e dezembro de 2011 foram 30 pessoas. Incrível!” Quem dá o exemplo e aponta para o aquecimento do mercado imobiliário em Palmas neste ano é o corretor Márcio Garcia, que aposta em uma reação do mercado em 2012 na Capital, em relação ao ano passado, que para ele foi retraído.
Em Palmas, o mercado tem suas motivações próprias e manteve algum aquecimento. Segundo Garcia, os bons negócios do ano passado ocorreram principalmente graças a atuação das grandes empresas, que apostaram na verticalização da cidade, enquanto os lotes estavam, e continuam, com valores muito altos. Mas 2011 poderia ter sido melhor, de acordo com o corretor, não fossem alguns fatores que influenciaram negativamente o mercado imobiliário, como as discussões sobre uma possível abertura de 44 mil lotes, as exonerações de servidores públicos e até mesmo o plebiscito sobre a divisão do Estado do Pará. “E também não podemos deixar de lado a quebradeira internacional dos EUA e de países importantes da Europa , que na globalização influenciam no mercado interno brasileiro”, justifica.

Entidades do mercado imobiliário ofertam cursos gratuitos em Fortaleza

ADEMI – BA /BR 20/01/2012
 
Entidades do mercado imobiliário ofertam cursos gratuitos em Fortaleza
No próximo sábado (21), acontece o “I Festival de Cursos do Setor Imobiliário” em Fortaleza. No evento, que ocorre das 8h às 18h, na Faculdade 7 de Setembro, serão realizados cursos gratuitos para corretores, estagiários e demais interessados em atuar no mercado imobiliário. De acordo com as entidades promotoras, a ideia surgiu a partir da necessidade de qualificar e capacitar as pessoas que atuam no setor.
O festival vai realizar mais de 40 cursos e palestras sobre temas relacionados à área. Alguns deles são “Registro de Imóveis”, “Técnicas de negociação”, “Incorporações imobiliárias”, “Financiamento imobiliário” e “Noções básicas de arquitetura”, por exemplo. Os interessados em participar precisam se inscrever pela internet. Os participantes vão receber certificado e terão direito a almoço e ‘cofee break’ no local.

Proposta obriga cartórios a avisar sobre descontos para registo de imóveis

Gestor- imobiliário/BR 20/01/2012
 
Proposta obriga cartórios a avisar sobre descontos para registo de imóveis
A Câmara analisa o Projeto de Lei 2591/11, do deputado Edmar Arruda (PSC-PR), que obriga os cartórios a informarem aos beneficiários sobre os descontos em todos os atos realizados para a aquisição do primeiro imóvel residencial financiado pelo Sistema Financeiro da Habitação.
 
As taxas para registro e escritura são reduzidas em 50%, além de outros benefícios para programas de baixa renda e imóveis de interesse social, como os do programa Minha Casa, Minha Vida. A proposta altera a Lei 6.015/73, que regulamenta os registros públicos.
 
Pela proposta, uma placa indicativa sobre a redução do valor, afixada em local visível, cumpre a obrigação.
Segundo o autor da proposta, poucas pessoas sabem da existência de tal benefício, e mesmo pessoas de baixa renda têm de arcar com custos cartoriais altos para a formalização e registro do bem adquirido. “De acordo com a associação dos cartórios, é o comprador que precisa avisar que se encaixa nos requisitos na hora de fazer o financiamento do imóvel e pedir o desconto. Isso não é admissível”, disse.
 
Tramitação
 
A proposta será analisada de forma conclusiva pelas comissões de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Dilma quer proteger área social de tesourada

O Estado de S. Paulo/BR 20/01/2012
 
Dilma quer proteger área social de tesourada
Presidente se reúne com ministros para discutir corte no Orçamento de R$ 70 bi
 Para acelerar a economia neste ano eleitoral, a presidente Dilma Rousseff quer proteger da tesourada no Orçamento, que pode atingir R$ 70 bilhões, os programas que assegurem o emprego e, consequentemente, o consumo dos brasileiros. Até segunda-feira, Dilma quer finalizara maratona de reuniões setoriais, iniciada ontem, com cada um de seus ministros, para eleger prioridades e definir quais programas poderão ser adiados.
 A estratégia tem como objetivo facilitar o trabalho da equipe econômica na hora de bloquear recursos e enxugar as contas públicas sem que haja impacto negativo no crescimento.O governo busca uma expansão do PIB entre 4% e 5% este ano. Dilma abriu a "sabatina"com a área social- a começar pela ministra Teresa Campello, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, que cuida do Bolsa Família.
 Na avaliação dos técnicos,o governo precisa investir mais- mas despesas desse gênero não devem ser atingidas pela tesoura governamental.
 A expectativa é que Dilma retome a prática de quando era ministra da Casa Civil, quando avaliava os programas em detalhe. Ela pretende evitar o que ocorreu no ano passado, quando muitos gastos em obras não saíram do papel por problemas de gestão- o que fez os investimentos encolherem. Foram R$ 41,9 bilhões em 2011, ante R,7 bilhões no ano eleitoral de 2010, segundo levantamento da organização Contas Abertas.
 A"faxina"que atingiu o Ministério dos Transportes, segundo maior orçamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), é um exemplo. A área, que tinha R,1 bilhões para gastar, encerrou o ano com desembolsos de R$ 12,8 bilhões, sendo que R$ 6,8 bilhões eram restos contratados no governo anterior.
 Do orçamento de Dilma, a pasta concluiu R$ 6 bilhões em investimentos no ano passado.
 Mudança de governo. Outra causa para o desempenho modesto dos investimentos foi a mudança de governo."Em2010, os investimentos bombaram porque estávamos concluindo o PAC", explicou um assessor.
 "Em 2011, começou o PAC 2 e leva algum tempo até que se ganhe velocidade." Outra explicação é que os investimentos caíram no ano passado porque houve uma espécie de controle informal na boca do caixa.
 Para fechar com saldo positivo,o Tesouro teria segurado o dinheiro, mesmo tendo autorização para gastá-lo.
 As reuniões setoriais servirão, segundo assessores do Planalto, também para preparar os espíritos das áreas que sofrerão maiores restrições. Esse é o dilema do momento no coração do poder: mais investimento ou maior superávit primário. Só dá para fazer os dois se a arrecadação crescer acima do esperado.
 Nos últimos dias,aumentaram os rumores de que a área econômica estaria dividida - Guido Mantega defendendo o primário mais forte e o secretário executivo Nelson Barbosa querendo crescimento. Mantega estaria preocupado com o risco de se emitir um sinal errado,num momento em que países europeus enfrentam uma crise justamente por problemas nas contas públicas.

Salário afeta custo de construção

Jornal Diário do Comércio - MG/MG 20/01/2012
 
Salário afeta custo de construção
O Custo Unitário Básico da Construção (CUB) em Minas Gerais ficou em 3,96% em 2011, contra um índice nacional de 6,91%. O percentual indica a evolução, ao longo do ano, do preço do metro quadrado de uma construção padrão. Entretanto, ressalta a assessora econômica do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon/MG), Iêda Vasconcelos, o CUB mineiro ficou muito abaixo do nacional não porque os custos no Estado tenham subido menos, mas porque não entrou na composição do índice o reajuste dos salários dos trabalhadores, definido somente no final de dezembro. Ainda assim, o CUB do último mês de 2011 foi de 1,79%, a maior alta do ano, em função da antecipação deste reajuste.
 Em dezembro, os materiais de construção tiveram variação de custo de 0,05%, mas nos doze meses do ano passado, os preços desses produtos aumentaram 4,01%, puxados principalmente pelas variações da brita (26,85%), esquadrias (13,33%), fios de cobre (12,28%) e pelos blocos de concreto (12,23%). No ano anterior, 2010, o CUB dos materiais foi de 3,60%, o que demonstra, segundo Iêda Vasconcelos, "relativa estabilidade nessa área".
 Vale ressaltar que os reajustes dos materiais de construção ficaram abaixo do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de Belo Horizonte medido pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), de 7,22%, e também da inflação oficial do país calculada pelo IBGE, de 6,50%.
 Os números apontam para uma estabilidade nos custos do setor de construção civil, o que se confirma principalmente pela menor variação dos custos dos materiais, acompanhando o cenário macroeconômico do Brasil. "Acreditamos que em 2012 haverá mais estabilidade nos custos da construção", declara Iêda Vasconcelos.
 Já o CUB da mão de obra ficou em 3,65% em 2011, percentual muito aquém do verificado em 2010, quando a variação foi de 10,76%, pelos motivos já explicados pela assessoria econômica do Sinduscon/MG. Somente no final deste mês, quando o reajuste dos salários dos trabalhadores entrar na composição do índice, será possível saber a real proporção entre o CUB de Minas e o do Brasil.
 Na verdade, o que se verifica em todo o país é o peso cada vez maior da mão de obra na composição dos custos da construção civil, observa a assessora do Sinduscon. Em 2007, quando foi alterada a fórmula de cálculo do CUB, os materiais representavam 48,95% do índice, e a mão de obra, 47,61%.

CBIC divulga portaria que trata de alterações na legislação do PMC, MV


Catalogo Imov/MG 20/01/2012
 
CBIC divulga portaria que trata de alterações na legislação do PMC, MV
A Portaria 14 do Ministério das Cidades, que trata de alterações na legislação do Programa Minha Casa, Minha Vida – Fundo de Arrendamento Residencial, foi publicada no último dia 10 de janeiro de 2012. Esta Portaria altera a Portaria 465/2010.
 
São as seguintes alterações que envolvem o setor da construção civil:
 
1 -  Os agentes financeiros deverão providenciar o cadastramento dos beneficiários do Programa no Cadastro Nacional de Mutuários – CADMUT e solicitar ao Poder Público o cadastramento do benefício no Cadastro Único para Programas Sociais – CADÚNICO
Constitui acréscimo.
 
2 - Os Termos de Adesão, assinados até 8 de julho de 2011, terão vigência até 30 de abril de 2012.
Prorrogação do prazo anteriormente fixado em 30 de dezembro de 2011.
 
3 - Os projetos cujas especificações técnicas mínimas das unidades habitacionais são compatíveis com as regras vigentes até 08 de julho de 2011, acrescidos de revestimento cerâmico nos pisos de todos os cômodos e em todas as paredes nas áreas molhadas, somente poderão ser contratados até 30 de abril de 2012.
Prorrogação do prazo para “projetos de transição” anteriormente fixada em 30 de dezembro de 2011.
 
4 - Os valores máximos de aquisição estabelecidos nos subitens 7.1 (tabela de preço novo) e 7.2.1 (tabela de preço transição) compreendem os custos de aquisição do terreno, infraestrutura interna, edificação, equipamentos de uso comum, tributos, despesas de legalização e trabalho social.
 
4.1 - No caso de aquisição de projetos sob a forma de loteamento, o valor de investimento poderá compreender os custos com áreas de lazer e esporte, praças e os com a infraestrutura externa aos lotes adquiridos, desde que inseridos na poligonal do empreendimento.
Acrescenta a possibilidade de execução de equipamento de uso comum em loteamentos, anteriormente não admitido.
 
5 - É facultado à Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades autorizar casos excepcionais quanto à tipologia das unidades habitacionais, em municípios com população entre 20 e 50 mil habitantes, que atendam aos requisitos estabelecidos no subitem 4.1 desse Anexo, a partir de solicitação fundamentada da Instituição Financeira Oficial Federal acompanhada da análise técnica conclusiva.
Flexibiliza critério.
 
6 - Os municípios que já assinaram o Termo de Adesão até 08 de julho de 2011 deverão providenciar sua substituição até 30 de abril de 2012.
Prorroga prazo.
 
7 - Os empreendimentos na forma de condomínio, com mais de 60 unidades habitacionais, deverão conter equipamentos de uso comum, no mínimo de 1% do valor da edificação e infraestrutura, obrigatoriamente na seguinte ordem:
 
a) espaço coberto para uso comunitário,
b) espaço descoberto para lazer e recreação infantil,
c) quadra de esporte. Existente na Portaria 465/2010.
 
7.1 É facultado à Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades autorizar casos excepcionais a partir de solicitação fundamentada da Instituição Financeira Oficial Federal acompanhada de análise técnica conclusiva.
Flexibiliza a condição do 7.1 existente.
 
8 - Todas as unidades habitacionais destinadas a pessoas com deficiência ou de cuja família façam parte pessoas com deficiência deverão ser adaptadas de acordo com o tipo de deficiência.
Retira a obrigatoriedade da entrega de, no mínimo, 3% de unidades adaptadas, independente da demanda existir e obriga a adaptação para 100% da demanda real.
Caso de obra ainda não entregue pode-se negociar com a CAIXA sobre a dispensa da execução das adaptações de unidades. As novas condições são favoráveis e mostram o interesse do Governo em fazer rodar o PMCMV.
Todas as questões respondem a pleito do segmento da construção civil levados pela CBIC.