Redimob/BR 24/04/2012
Mercado imobiliário brasileiro é destaque na Espanha
Pela oitava vez consecutiva o Brasil marcou presença no Salão Imobiliário de Madri (www.simaexpo.com), considerado um dos maiores e com muita força e repercussão internacional.
Este ano o Sistema Cofeci-Creci e IBDES (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Econômico e Social) foram os protagonistas da participação brasileira e contaram com o apoio da Câmara de Comércio Brasil Espanha e Embaixada do Brasil na Espanha.
No dia 19 pela manhã foi organizado uma coletiva de imprensa na Casa do Brasil, pela tarde diversas reuniões de trabalho nos estandes das entidades e empresas que estão em busca de negócios no Brasil e à noite participamos do Prêmio Asprima, que reconhece as melhoras iniciativas do setor.
No dia 20, participamos do Programa Profissional logo após a apresentação da Rússia com o tema” Investimentos no Brasil. Aprenda a buscar sócios locais.” Este painel participaram: Daniel Rosenthal, Diretor da Taurus Marketing, apresentando dados macroeconômicos do Brasil e em especial do setor imobiliário, Waldemir Bezerra, Presidente do Creci-RN e Vice-Presidente internacional do COFECI, salientando a internacionalização do Sistema Cofeci-Creci e as facilidades que o sistema oferece na busca de parceiros e profissionais locais. Pela Câmara de Comércio Brasil Espanha, falou o Diretor Executivo, Antonio Del Corro, e pela Embaixada do Brasil, Estevão Nicolau dos Santos, Técnico do Departamento Comercial, ambos apresentando o suporte que as respectivas organizações podem oferecer as empresas espanholas que desejam fazer negócios no Brasil. Fechando o painel, Heitor Kuser, Presidente do IBDES e CEO do Cinquentenário do Sistema Cofeci-Creci, abordou as oportunidades de negócios que as empresas e profissionais espanhóis podem obter através do know-how e capilaridade do Sistema Cofeci-Creci, mas, principalmente, através do CIMI, Congresso Internacional do Mercado Imobiliário que acontecerá de 27 a 30 de agosto em Brasília.
Independentemente das dificuldades atuais das empresas espanholas, todas as 25 empresas de capital aberto na Espanha realizam negócios no Brasil e devido a falta de oportunidade oferecida no mercado local, muitas elegeram o Brasil como destino de investimento.
Fora a programação oficial do evento, as inúmeras reuniões de trabalho e eventos profissionais paralelos, a comitiva brasileira esteve na Embaixada da Espanha entregando oficialmente um convite ao Embaixador Paulo César de Oliveira Campos para que esteja presente nos eventos no mês de agosto e que o seu departamentos comercial possa divulgar às empresas interessadas e cadastradas esta oportunidade de conhecer o segmento imobiliário brasileiro e realizar negócios.
Esta participação brasileira em Madri, foi organizada pela Taurus Marketing, especializada em eventos imobiliários no Brasil e no exterior e representante oficial do evento desde 2005.
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terça-feira, 24 de abril de 2012
Mercado imobiliário brasileiro é destaque na Espanha
Bancos devem seguir Caixa no corte de taxa de fundos
Valor Econômico/BR 24/04/2012
Bancos devem seguir Caixa no corte de taxa de fundos
Depois de reduzir as taxas de juros de algumas linhas de financiamentos dos bancos públicos, o governo deve agora focar no aumento da competitividade dos fundos de investimentos, principalmente das categorias DI e de renda fixa, que são as mais afetadas com a queda da taxa básica de juros.
A Caixa anunciou na sexta-feira a redução das taxas de administração de dois fundos de renda fixa. No Caixa Azulfic RF Longo Prazo, a taxa passou de 3% para 1,5% e no Caixa FIC Clássico RF Longo Prazo, de 1,85% para 1,4%. Para esse último também foi reduzida a aplicação inicial de R$ 1 mil para R$ 100.
O Banco do Brasil também estuda a redução da taxa de administração e dos tíquetes de entrada das carteiras com remuneração atrelada à taxa Selic, o que deve ser anunciado nos próximos 15 dias. Devemos fazer um movimento na mesma proporção da Caixa, diz Carlos Massaru Takahashi, presidente da BB BDTVM.
Hoje, dos R$ 445 bilhões do patrimônio administrado pela instituição, cerca de 20% está em fundos do segmento de varejo e varejo alta renda. Estamos fazendo um trabalho paralelo em relação à disseminação dos produtos com custo mais competitivo, destaca Takahashi.
O próprio Banco do Brasil ainda tem um fundo DI em seu portfólio, o BB Besc REF DI Capital FIC FI, com taxa de administração de 4%. Esse fundo praticamente não tem mais captação, mas não conseguimos fechar porque ainda possui cotistas, diz. A BB DTVM, segundo Takahashi, está fazendo um levantamento para incorporar esses fundos a carteiras com estratégia semelhante.
O Bradesco também confirmou que está estudando o assunto. O mercado deve se ajustar a essa situação. Estamos analisando eventuais medidas para manter nossos fundos competitivos, afirma Luiz Carlos Angelotti, diretor executivo do banco, durante teleconferência realizada ontem.
O objetivo do governo com essas iniciativas é forçar as instituições privadas a reduzir o custo desses investimentos para os investidores, tornando essas aplicações mais competitivas em um cenário de queda da taxa Selic. Esse movimento deve afetar principalmente os grandes bancos que tem forte atuação no segmento de varejo, no qual as taxas de administração costumam ser maiores.
Com a taxa Selic atualmente em 9% ao ano, fundos DI com taxa de administração acima de 1% já perdem da poupança considerando o período de investimento de até um ano, para o qual incide a alíquota de 20% de Imposto de Renda sobre o rendimento.
Levantamento baseado nos dados da Anbima mostra que 27,32% dos fundos DIs, o equivalente a 100 carteiras, cobram taxa de administração acima de 1% e, portanto, renderiam menos que a poupança, que conta com isenção de IR. O retorno da poupança atualmente é 6,17% mais a variação da Taxa referencial (TR).
Para evitar uma migração em massa dos fundos para a poupança, várias propostas já foram estudadas pelo governo, desde a alteração da remuneração da caderneta à redução de IR para as outras aplicações. O problema não é a taxa dos fundos, mas a remuneração da poupança, que limita a queda da taxa Selic, afirma Willian Eid, coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.
Em 2009, ano em que a taxa Selic atingiu a mínima histórica, caindo para 8,75%, os fundos DI registraram um resgate líquido de R$ 5,199 bilhões. Já os fundos de renda fixa, como foram beneficiados pelo fechamento das taxas dos títulos prefixados, que trouxe uma rentabilidade adicional para essas carteiras, fecharam aquele ano com captação líquida de R$ 9,587 bilhões.
Neste ano, os fundos DI acumulavam captação líquida de R$ 12,377 bilhões até 18 de abril, excluindo o aporte de R$ 14,690 bilhões no fundo Bradesco Performance, que tem impulsionado as aplicações da categoria. Já as carteiras de renda fixa registravam entrada líquida de R$ 12,377 bilhões no período. Em 2009, não vimos uma migração de recursos de fundos DI para a poupança, esse movimento se deu em relação aos novos aportes, diz Takahashi.
As gestoras de recursos dos bancos têm optado por reduzir a aplicação mínima para as carteiras, o que na prática tem o mesmo efeito que um corte na taxa de administração, lembra Eid.
Levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostra que a participação dos fundos com taxa de administração acima de 1% sobre o patrimônio total do mercado passou de 65% em 2009 para 75% em fevereiro de 2012. Nas carteiras de renda fixa, esse percentual passou de 66% para 70% no período.
A redução das aplicações mínimas iniciais exigidas acabou contribuindo para uma queda da taxa média de administração no segmento de varejo, que passou de 1,36% para 1,29% nos fundos DI e de 1,14% para 1,10% nos de renda fixa, considerando o período dos últimos 12 meses encerrados em fevereiro. Os investidores devem perguntar periodicamente para os gerentes se o banco oferecesse produtos com custos mais competitivos, diz Eid.
Nas gestoras independentes que trabalham com clientes de mais alta renda, a queda da Selic não deve afetar a competitividade dos fundos de renda fixa e DI pelo menos no curto prazo, pois já costumam trabalhar com taxas de administração menores, inclusive para competir com os bancos.
Caixa cria linha de crédito para móveis e linha branca
Brasil Econômico/BR 24/04/2012
Caixa cria linha de crédito para móveis e linha branca
A Caixa Econômica Federal lançou ontem uma linha de financiamento com recursos de R$ 2 bilhões voltada à compra de móveis e itens de linha branca para participantes do programa "Minha Casa, Minha Vida".
Nas operações do Cred Móveis Caixa, que poderão ser contratadas a partir de 4 de maio, as taxas irão variar de 1% a 2% ao mês, com prazo máximo alongado para 48 meses.
As taxas de juros, segundo comunicado do banco, serão definidas de acordo com a renda familiar dos interessados, conforme as faixas de renda do programa habitacional do governo.
Resultado de parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Móveis (Abimóvel), a linha de crédito deve beneficiar imediatamente cerca de 700 mil famílias, podendo chegar a mais de 3 milhões de famílias, considerando aquelas que serão contempladas pelas duas fases do programa até 2014, segundo a Caixa.
O banco público também vem promovendo ajustes em suas linhas e em suas taxas, dentro do recém-criado Programa Caixa Melhor Crédito.
Camargo Corrêa quer diminuir a emissão de carbono em 37% até 2020
Brasil Econômico/BR 24/04/2012
Camargo Corrêa quer diminuir a emissão de carbono em 37% até 2020
Plano é pioneiro no setor de construção civil pesada e foi mencionado em relatório da ONU no ano passado
A Construtora Camargo Corrêa tem intensificado em suas atividades um plano de redução nas emissões de carbono e tem colocado parâmetros para o segmento de construção civil pesada por não haver, até o momento, metas internacionais impostas por algum órgão ou entidade internacional.
Denominado "Plano de Gestão de Carbono", a iniciativa tem o objetivo de reduzir em 37% o nível de emissão de gases na atmosfera até 2020 em um projeto que abrange 32 obras da qual é responsável no país e que deve garantir à empresa uma economia de R$ 10 milhões ao longo desse ano.
Considerada pioneira na área, a atuação da Camargo Corrêa mencionada, no ano passado, no relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Sustentabilidade Global. "O setor de construção civil pesada está pensando atualmente em seu inventário de metas de sustentabilidade e há vários organismos internacionais acompanhando os trabalhos que estamos implementando", afirma Kalil Farran, gerente de sustentabilidade da Construtora Camargo Corrêa.
E para atingir a redução nas emissões de carbono na atmosfera, a companhia tem realizado quatro iniciativas principais em seu plano: a diminuição no uso de combustíveis nas obras, a manutenção do maior nível possível da vegetação onde será construído o empreendimento, o menor consumo de energia elétrica, e a aplicação de concreto sustentável (feito com menos cimento) nos projetos.
Iniciativa econômica Com essa atuação sustentável, a Camargo Corrêa tem obtido benefícios não apenas para o meioambiente como também em suas finanças. "Conseguimos incorporar a sustentabilidade de uma forma que gera retorno", diz Farran.Umdos exemplos citados pelo executivo é a construção da Usina Hidrelétrica de Jirau, situada no Rio Madeira, no estado de Rondônia. Por meio de um treinamento dado aos motoristas dos equipamentos utilizados na obra, a empresa conseguiu diminuir em 6,2% o consumo de combustível, nível que equivaleu a 2 milhões de litros de diesel e uma economia de R$ 3,8 milhões.
Já em relação à diminuição do desmatamento nos projetos, a Camargo Corrêa tem trabalhado para manter a vegetação através da melhora no planejamento da obra e de iniciativas de engenharia. Segundo a empresa, na mesma usina hidrelétrica, em Rondônia, 66% do total da área liberada para ser desmatada foi mantida. Com essas iniciativas em relação à vegetação, a companhia conseguiu economizar R$ 12 milhões entre os anos de 2009 e 2010.
"As metas viraram compromisso dentro da empresa e entrou para a grade de remuneração dos diretores", comenta o gerente de sustentabilidade da Camargo Corrêa.
Estudantes e recém-formados buscam primeiro emprego na construção civil
Gazeta do Povo - Online/PR 21/04/2012
Estudantes e recém-formados buscam primeiro emprego na construção civil
O evento em Curitiba reúne, neste sábado (21), 40 construtoras que oferecem cerca de 5 mil vagas em Curitiba e região metropolitana
Com a caça por mão de obra que a indústria da construção civil está promovendo nos últimos tempos, estudantes, recém-formados e pessoas sem experiência profissional buscam no setor oportunidades para entrar no mercado de trabalho.
O recém-formado em Engenharia Civíl Dênis Dallaponte foi ao Mega Feirão do Emprego da Indústria da Construção procurar oportunidades profissionais. A inexperiência é sempre uma barreira, mas como a procura por profissionais qualificados está muito alta, acho que em breve deve aparecer alguma proposta , afirma. O evento reúne 40 construtoras que oferecem cerca de 5 mil vagas em Curitiba e região metropolitana.
As estudantes do curso Técnico em Segurança do Trabalho Marília Munique e Isabela Cláudia de Souza acreditam que a oferta de empregos no setor é muito maior algumas áreas operacionais do que técnicas. Já estamos no último ano do curso e até hoje não conseguimos estágio. No nosso curso mesmo, o índice de pessoas trabalhando é muito baixo , comenta Marília. O ideal seria conseguir se inserir agora para já ter alguma experiência no mercado quando me formar , completa Isabela.
Demanda por mão de obra movimenta feira de empregos
Gazeta do Povo - Online/PR 21/04/2012
Demanda por mão de obra movimenta feira de empregos
O evento, que ofereceu 5 mil vagas no setor, mobilizou 40 construtoras. A procura por vagas de serventes, pedreiros, eletricistas, carpinteiros e vagas administrativas atraiu mais de 7 mil pessoas O Mega Feirão do Emprego da Indústria da Construção, organizado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR), reuniu mais de 7 mil pessoas neste sábado (21), em Curitiba. O evento, que ofereceu 5 mil vagas no setor, mobilizou 40 construtoras. A maior procura foi por postos de serventes, pedreiros, eletricistas, carpinteiros e vagas administrativas.
Procura de vagas de engenharia foi baixa
As construtoras estão com dificuldades de atrair mão de obra qualificada para suprir a falta de força de trabalho para cargos de engenharia. Apesar dos elevados índices de contratações por parte da indústria da construção civil, engenheiros estão em falta no mercado.
Janaína Assunção, gestora de Recursos Humanos da Cyrela no Paraná, comenta que o mercado está em busca de profissionais de todos os níveis, no entanto, ainda existem grandes entraves para a contratação de engenheiros.
Preenchemos as 60 oportunidades para início imediato que tínhamos para vagas operacionais, como pedreiros e eletricistas, mas o interesse de engenheiros ainda é baixo , afirma Janaína.
Segundo ela, empreiteiras são mais atraentes financeiramente para estes profissionais Leia mais
Os empregos ofertados eram para Curitiba e região metropolitana e os salários variam entre R$ 800 e R$ 7 mil. Além de vagas para contratação imediata, as empresas fizeram triagem de currículos e cadastro de profissionais para entrevistas e processos de seleção.
Esta foi a quarta edição da feira, que já passou por Rio de Janeiro, Porto Alegre e Fortaleza. De todos os eventos que realizamos até hoje, este com certeza foi o maior, tanto no número de construtoras envolvidas quanto de público visitante , afirma José Carlos Martins, da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, que participou das outras feiras pelo país.
De acordo com a organização do evento, o mercado aquecido do setor possibilita a grande oferta de vagas na área pelos próximos dois anos, pelo menos, para suprir toda a demanda da construção civil.
O Sinduscon também divulgou na oportunidade que o PIB do setor no Paraná cresceu 30% nos últimos cinco anos e que o aumento nas oportunidades de empregou no período foi de 60%. Além do crescimento de oportunidades, as condições de trabalho melhoraram no período. Não é mais como antes, que tinha muita gente trabalhando de calção e chinelo. Hoje os cuidados com a saúde do funcionário são princípios básicos , afirma Normando Baú, presidente do sindicato.
Durante a feira, os visitantes também puderam realizar matrículas em cursos gratuitos do Senai para capacitação de pedreiros e operários da construção civil. Os interessados também tinham a oportunidade de realizar avaliações físicas e orientações de segurança no trabalho.
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Quitinete é um bom negócio
Correio Braziliense/BR 21/04/2012
Quitinete é um bom negócio
Estudo do Sindicato da Habitação do DF mostra que esse tipo de imóvel se manteve, no ano passado, como o mais rentável para os donos. No Plano Piloto, o custo do metro quadrado de locação chegou a ser 27% maior do que o de um apartamento de quatro quartos
As quitinetes são o investimento mais rentável do mercado imobiliário do Distrito Federal. Estudo do Sindicato da Habitação do DF (Secovi) revelou que, em 2011, os proprietários desse tipo de imóvel em Águas Claras foram os que mais lucraram com aluguel no ano passado, seguidos pelos localizados no Plano Piloto e no Guará. O bom retorno financeiro está diretamente ligado à forte demanda por moradias para atender trabalhadores de outros estados, pessoas divorciadas ou jovens que deixaram a casa dos pais para viver sozinhos.
Conforme o presidente do Secovi, Carlos Hiram Bentes David, essa procura eleva os preços dos alugueis. A pesquisa mostrou que o valor médio do metro quadrado de locação de uma quitinete na Asa Sul é de R$ 41. Essa quantia é 27% maior do que a de um apartamento de quatro quartos (R$ 26) na mesma região administrativa (veja quadro). Hiram explicou que a infraestrutura consolidada do Plano Piloto é um dos motivos que explicam essa diferença. "Apesar disso, existe uma oferta limitada", comentou.
Embora o valor do metro quadrado seja menor, os ganhos com locação em Águas Claras- onde o preço dos imóveis para compra ou aluguel atendem à clase C - superam os do Plano Piloto. "A partir de 2007, com o início da política governamental de expansão do expansão do crédito para compra de imóveis, a nova classe média teve condições de migrar para Águas Claras. A proposta de condomínios fechados, com áreas comuns de lazer atraiu muita gente", explicou Carlos David.
Para o presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do DF (Ademi-DF), Adalberto Valadão, a proximidade do Plano Piloto atrai novos moradores para Águas Claras e Guará. "As asas Sul e Norte concentram grande parte da atividade comercial, de lazer e cultura do DF. Com a restrição de oferta e o preço do aluguel elevado em Brasília, as pessoas migraram para áreas próximas. Esse é um dos motivos para os apartamentos das duas regiões serem rentáveis", completou.
Perfil
De acordo com o vice-presidente da Associação Brasileira do Mercado Imobiliário (ABMI), Pedro Fernandes, uma parte significativa da população do DF é formada por pessoas solteiras, divorciadas e trabalhadoras que chegam de outros estados para ocupar cargos no governo. Dessa forma, a procura por moradias simples como as quitinetes é um reflexo desse público. "A demanda faz com que o valor dos alugueis suba e a rentabilidade seja tão boa." O estudante Luiz Pedro Mascarenhas, 25 anos, se mudou para o DF há dois meses para concluir o curso de publicidade e divide uma quitinete de 27m² no Sudoeste com o pai. Eles pagam R$ 750 de aluguel por mês, mas Mascarenhas avalia que o valor cobrado é elevado. "Em um bairro na zona sul de São Paulo consigo um apartamento de 60 metros quadrados por R$ 1 mil. O valor aqui é alto", afirmou.
Também morador do Sudoeste, o pintor Maurílio Santos Macedo, 32 anos, divide uma quitenete com a irmã. Segundo Macedo, o gasto mensal com a locação do imóvel de 40 metros quadrados é de R$ 750. Apesar de a despesa ser partilhada com a irmã, ele acha o preço alto. "Sou baiano e no interior pagaria R$ 250 pelo mesmo imóvel. Esse custo é exagerado. Tenho vizinhos que gastam mais de R$ 1 mil com o aluguel."
Esse custo é exagerado.
Tenho vizinhos que gastam mais de
R$ 1 mil com o aluguel"
Maurílio Santos Macedo, 32 anos, pintor, mora de aluguel no Sudoeste
Construção civil cresceu 4,8% em 2011
Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) mostram que a construção civil cresceu 4,8% em 2011. Com esse avanço, o setor teve uma participação de 5,8% no Produto Interno Bruto (PIB). A expansão também aqueceu o mercado de trabalho. Somente no Distrito Federal, foram criados 4.445 postos de trabalho. Apesar do estremecimento da economia no cenário internacional, o empresários da construção civil vislumbram um cenário positivo para 2012. A Cbic projeta para este ano um crescimento de 5,2%.
AUMENTA A VENDA DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO NO PAÍS
Dados da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) revelam aumento nas vendas de materiais de construção no primeiro trimestre do ano. De acordo com pesquisa da Abramat, as vendas de materiais de construção aumentaram 3,3% se comparado ao mesmo período de 2011. Em março, o faturamento total deflacionado foi 7% maior em relação ao mesmo mês do ano passado. Segundo a Abramat, o crescimento no trimestre continua abaixo das expectativas. A entidade espera aumentar neste ano em 5% o faturamento da indústria de materiais em relação a 2011. No período de abril de 2011 a março de 2012 o crescimento foi de 3,2% na comparação com os 12 meses anteriores (abril/10 a março/11). Fonte: Agência Estado.
MEGA FEIRÃO DO EMPREGO SURPREENDE E REÚNE CERCA DE 14 MIL PESSOAS EM CURITIBA
O Mega Feirão do Emprego da Indústria da Construção, realizado no último sábado, dia 21, em Curitiba, surpreendeu a todos, batendo recorde de público: aproximadamente 14 mil pessoas compareceram ao Cietep. Organizado pelo Sinduscon-PR e pelo Sistema Sesi/Senai-PR, com apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ministério de Desenvolvimento Social (MDS), Governo de Estado, prefeitura de Curitiba e de cidades da Região Metropolitana, a ação visou aproximar trabalhadores em busca de emprego na construção e empresas interessadas em contratar mão de obra. Ao todo, foram ofertadas 5 mil vagas, nas áreas operacional, administrativa e de engenharia. Durante o evento, a secretária nacional da Ação Social do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Denise Collin, que representou a ministra Teresa Campelo, destacou a capacidade técnica e política dos gestores no Estado e o grande poder de mobilização. “Não é possível fazer um evento deste sem a participação da sociedade civil e do poder público”, afirmou ela. O vice-presidente da CBIC, José Carlos Martins, destacou a importância da indústria da construção para o desenvolvimento do Brasil "O setor é o grande parceiro do governo, que possibilitará que o País cresça cada vez mais. E neste processo, os trabalhadores são fundamentais. Invistam, dediquem-se, acreditem no setor, que o retorno certamente virá", diz. Participaram da abertura do evento o prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, o secretário do Trabalho e Emprego, Luiz Claudio Romanelli, e o vice-presidente da CBIC, José Carlos Martins. Durante a feira, os visitantes também puderam realizar matrículas em cursos gratuitos do Senai-PR para capacitação de pedreiros e operários da construção civil. Os interessados também realizaram avaliações físicas e tiveram orientações de segurança no trabalho.
CBIC PREMIA OS VENCEDORES DO PRÊMIO DE JORNALISMO DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO NO DIA 8
A CBIC anuncia no dia 8 de maio, em solenidade no Clube de Engenharia, em Brasília, os vencedores do I Prêmio de Jornalismo da Indústria da Construção. O prêmio é uma iniciativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e tem como objetivo reconhecer e estimular o desenvolvimento de reportagens sobre os mais diversos assuntos relacionados à construção, com foco no papel do setor no planejamento do futuro das cidades brasileiras. A comissão de Júri analisou os 128 trabalhos inscritos nas categorias: Mídia Impressa, Mídia Eletrônica e Mídia Online. Os finalistas de cada categoria foram conhecidos no último dia 20 e concorrem ao prêmio de R$ 10 mil. São eles:
Na categoria Mídia Eletrônica:
Reportagem: Salvador Sustentável
Autor: Dalton Soares
Veículo: TV Bahia
Reportagem: Saneamento – questões de cidadania
Autor: Alissa Sobral de Farias
Veículo: TV Jornal / SBT – PE
Reportagem: Habitação
Autor: Mauricio de Almeida Rego Ferreira
Veículo: TV Brasil
Na Categoria Mídia Online:
Reportagem: Nas águas do desenvolvimento
Autor: Giovanni Sandes C. Martins
Veículo: JC Online / NE 10
Reportagem: Era uma casa nada engraçada
Autor: Ed Wanderley
Veículo: Pernambuco .com
Reportagem: Especial Nova Luz – uma obra de ficção urbanística
Autor: Patrícia Nichetti Benvenuti
Veículo: Agência Brasil de Fato
Na Categoria Mídia Impressa:
Reportagem: Da caverna à casa ecológica
Autor: Maristela Machado Crispim
Veículo: Jornal Diário do Nordeste
Reportagem: Curitiba 318 anos: Criando a cidade dos Sonhos
Autor: Bruna Maestri Walter
Veículo: Gazeta do Povo
Reportagem: Passos para cumprir uma agenda verde / Ações para ter uma cidade melhor
Autor: Margarida O. Pfeifer
Veículo: Valor Econômico
Na categoria Mídia Eletrônica:
Reportagem: Salvador Sustentável
Autor: Dalton Soares
Veículo: TV Bahia
Reportagem: Saneamento – questões de cidadania
Autor: Alissa Sobral de Farias
Veículo: TV Jornal / SBT – PE
Reportagem: Habitação
Autor: Mauricio de Almeida Rego Ferreira
Veículo: TV Brasil
Na Categoria Mídia Online:
Reportagem: Nas águas do desenvolvimento
Autor: Giovanni Sandes C. Martins
Veículo: JC Online / NE 10
Reportagem: Era uma casa nada engraçada
Autor: Ed Wanderley
Veículo: Pernambuco .com
Reportagem: Especial Nova Luz – uma obra de ficção urbanística
Autor: Patrícia Nichetti Benvenuti
Veículo: Agência Brasil de Fato
Na Categoria Mídia Impressa:
Reportagem: Da caverna à casa ecológica
Autor: Maristela Machado Crispim
Veículo: Jornal Diário do Nordeste
Reportagem: Curitiba 318 anos: Criando a cidade dos Sonhos
Autor: Bruna Maestri Walter
Veículo: Gazeta do Povo
Reportagem: Passos para cumprir uma agenda verde / Ações para ter uma cidade melhor
Autor: Margarida O. Pfeifer
Veículo: Valor Econômico
NORMA SOBRE PAREDE DE CONCRETO ENTRA EM VIGOR NO PRÓXIMO MÊS DE MAIO
Entra em vigor no dia 10 de maio de 2012 a NBR 16055:2012 - Parede de concreto moldada no local para a construção de edificações — Requisitos e procedimentos. A norma técnica foi publicada no último dia 10 de abril pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O sistema construtivo Parede de Concreto, que até o momento era considerado "inovador" e seguia diretrizes do Sistema Nacional de Aprovações Técnicas (Sinat), passa agora a ser guiado pela norma ABNT, o que deve contribuir para que mais construtoras o utilizem em seus projetos, expandindo a tecnologia no Brasil. De acordo com o coordenador, da comissão de estudo do CB-02, Arnoldo Wendler, a publicação da norma dispensa as construtoras de seguirem as diretrizes Sinat e Datec para obter crédito para os empreendimentos que adotam essa tecnologia. Além de diminuir a burocracia para os empreendedores, a norma atende ao programa Minha Casa, Minha Vida, pois fixa requisitos para a construção de edifícios de qualquer altura.
CBIC PARTICIPA DE CERIMÔNIA DE ANÚNCIO DA SELEÇÃO DO PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO 2
O presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, participa nesta terça-feira, dia 24 de abril, a partir das 11h, no Salão Oeste do Palácio do Planalto, em Brasília, da cerimônia de anúncio da seleção do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2) Mobilidade Grandes Cidades. O evento contará com a presença da presidenta da República, Dilma Rousseff. O convite foi formulado pelo ministro das Cidades, Aguinado Ribeiro.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Caixa domina linha do FGTS para compra de carteira imobiliária
Jornal Valor Econômico - 13/04/2012
Caixa domina linha do FGTS para compra de carteira imobiliária
Securitização Banco estatal deve levar quase 90% dos R,5 bilhões disponíveis
A Caixa Econômica Federal vai abocanhar praticamente todos os recursos destinados pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), títulos com lastro em financiamentos habitacionais de bancos. Dos R$ 2,5 bilhões reservados pelo fundo, a Caixa deve levar sozinha cerca de R$ 2,2 bilhões, o equivalente a 88% do total destinado para essa linha, conforme apurou o Valor . A Caixa é também o agente operador do FGTS e foi responsável pela análise das propostas.
O resultado deixou contrariadas as demais instituições que participaram do processo. Além da Caixa, pelo menos outros quatro bancos fizeram proposta para a venda de suas carteiras: Banco do Brasil, HSBC, Itaú e Santander.
Conforme as regras estipuladas pelo fundo, os bancos deveriam apresentar o volume total de créditos para a venda e, em caso de excesso de demanda, as propostas seriam atendidas proporcionalmente ao pedido de cada um. A prioridade é para os CRI da chamada faixa I - com lastro em financiamentos de imóveis até R$ 200 mil.
De acordo com a Caixa, as propostas de venda de CRI somaram R$ 40 bilhões, dos quais R$ 36,6 bilhões referentes a imóveis na faixa I. No rateio proporcional, portanto, os bancos levaram menos de 7% do que pediram, e quem fez propostas de CRI na faixa II, de imóveis entre R$ 200 mil e R$ 400 mil, não levou nada.
Executivos ouvidos pelo Valor acreditam que a Caixa fez uma proposta de volume muito superior ao que de fato pretendia vender ao FGTS por saber de antemão o quanto os outros bancos pediram. Assim, conseguiu levar mais que os outros e satisfazer sua intenção real de venda.
Para obter a maior parte dos recursos do FGTS, a Caixa teria feito uma proposta de securitizar mais de R$ 30 bilhões de sua carteira imobiliária, ou quase 40% de todo o estoque de créditos com recursos da poupança da instituição. Durante todo o ano passado, foram realizadas 168 emissões de CRI no mercado brasileiro, no total de R$ 12,4 bilhões, o equivalente a pouco mais de um terço do que a Caixa se propôs a emitir sozinha e em uma única operação.
As instituições, porém, estavam cientes das regras do jogo. Como já era esperada uma demanda grande, é natural fazer um pedido maior prevendo um rateio, mas não nessa magnitude, afirma um executivo, que esperava receber pelo menos 30% do volume proposto. Questionada, a Caixa não confirmou o valor proposto por cada instituição.
A venda de CRI para o FGTS é atraente para os bancos por gerar um funding de custo baixo, equivalente à variação da TR mais 6,38% ao ano. Do lado do governo, a ideia de usar uma parte dos depósitos do fundo formado por recursos dos trabalhadores para a compra de recebíveis imobiliários é uma forma de ampliar as fontes de captação dos bancos para a concessão de crédito para a compra da casa própria. Especialistas vêm alertando que os recursos da poupança em breve não serão suficientes para atender a demanda.
Na securitização, os bancos transformam parte da carteira de créditos em títulos que são vendidos a investidores no mercado e, assim, abrem espaço para novos financiamentos. Para estimular a operação, no fim de 2010 o governo autorizou os bancos a contabilizar em seus balanços por um período de 36 meses os créditos imobiliários vendidos a securitizadoras, com redução gradual durante esse prazo. Antes da medida, a retirada precisava ser feita de uma vez, o que dificultava o cumprimento da norma que obriga as instituições a direcionar 65% dos recursos da caderneta de poupança para o crédito imobiliário.
As propostas de venda para o FGTS são feitas pelas empresas securitizadoras responsáveis pela emissão dos CRI, contratadas pelos bancos. Não por acaso, a disputa pela carteira da Caixa foi a mais acirrada, o que derrubou as taxas cobradas por essas instituição. No final, o banco fechou a emissão com a RB Capital. Procurada, a RB não comentou o assunto.
Na última venda de CRI para o FGTS, a Caixa também levou a maior parte dos recursos, mas a divisão foi mais equilibrada. Dos R$ 2,84 bilhões adquiridos pelo fundo na ocasião, o banco público levou pouco mais da metade.
Um PAC para chamar de seu
Revista Exame/BR 13/04/2012
Um PAC para chamar de seu
O programa ainda nem existe, mas Brasília e Goiás já brigam pelos 6 bilhões de reais do PAC do Entorno, plano do governo federal para melhorar a região metropolitana da capital
FORAM 13 OS ASSASSINATOS REGISTRADOS no Distrito Federal no primeiro fim de semana de abril. A solução para a violência? PAC. E de 3831 reais o PIB per capita de Águas Lindas de Goiás, município vizinho de Brasília - até o do Sudão é maior. O antídoto para a penúria? PAC. É de oito anos o atraso das obras do hospital de Santo Antônio do Descoberto, outra cidade colada à capital federal. A cura para a falta de leitos? PAC, presume-se. Com a alta da criminalidade e o estrangulamento da infraestrutura e dos serviços públicos nas franjas de Brasília, o Palácio do Planalto pôs em curso mais uma versão do camaleônico Programa de Aceleração do Crescimento. Chamado de PAC do Entorno, o novo pacote de obras quer dar um alento ao problemático grupo de 20 municípios que cercam o Distrito Federal. O plano recém-criado junta-se a uma dezena de outros PACs, entre os quais o PAC da comunidade Cidadã e o das Crianças - em conjunto, os programas preveem movimentar 1,6 trilhão de reais até 2014. Nenhum deles, nem o original PAC 1, iniciado em 2007, chegou até agora ao objetivo. No caso do PAC do Entorno, ainda não se conhecem todos os projetos. A Casa Civil, coordenadora do programa, planeja apresentá-los nos próximos meses. Deverá incluir um anel viário ao redor da capital e também esforços mais modestos, como a pavimentação de ruas em bairros das cidades do entorno. Mas o aceno de que a bolada pode chegar a 6 bilhões de reais já disparou uma disputa entre os governos de Goiás e Distrito Federal para ver quem levará o quê.
Em algumas frentes, os governos locais têm pontos em comum - não necessariamente positivos. Funcionários de ambos - a ex-chefe de gabinete do governador goiano Marconi Perillo e um diretor de transporte público no governo brasiliense de Agnelo Queiroz - são suspeitos de envolvimento em atividades ilegais do contraventor Carlinhos Cachoeira. Perillo (PSDB) e Queiroz (PT) publicamente aparentam harmonia nas discussões sobre o PAC. Nos bastidores, porém, o embate pelos futuros recursos não é desprezível. Uma das rinhas ocorre na definição dos gastos com segurança pública. Goiás propôs que parte do dinheiro do PAC reforçasse o efetivo policial no entorno de Brasília. Na região estão as oito cidades goianas que figuram entre as 200 de maior taxa de homicídios do país - entre elas Planaltina, que, além de enfrentar assassinatos, também aguarda um projeto de criação de peixes que recebeu 770 000 reais do Ministério da Pesca em 2011e ainda não saiu do papel. A proposta de Perillo, por ora descartada, livraria seu governo dos gastos extras para contratar policiais. Queiroz tampouco abre mão de dinheiro. Não quer destinar ao PAC do Entorno dinheiro do Fundo Constitucional do Distrito Federal, repasse da União a Brasília que será de quase 10 bilhões de reais em 2012, em parte para a segurança pública.
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Brasília é um oásis cercado por cidades com renda sudanesa, descaso com a saúde pública e taxas de homicídio iguais as de Honduras
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PIRES NA MÃO
Enquanto os políticos criam impasses, os indicadores sociais do entorno definham. O desemprego na região é de 22%, o triplo da taxa de Brasília. Cidades como Valparaíso de Goiás chegam a ter 75 homicídios para cada 100 000 habitantes - taxa similar à de Honduras, líder mundial. "Aqui é a terra do nem: nem Goiás nem Brasília", diz o prefeito de Águas Lindas, Geraldo Messias (PP). "Nós ficamos com o pires na mão, esperando sobrar alguma coisa. Ironicamente, a petição de miséria do entorno está relacionada com a prosperidade de Brasília. Os salários altos da parte rica do Distrito Federal - a renda per capita, de 50 000 reais, é o dobro da nacional + atraem levas de migrantes de todo o país. No entanto, a baixa escolaridade dos recém-chegados - que se instalam nos municípios próximos por causa dos altos preços dos aluguéis no Distrito Federal - os empurra para o subemprego. A soma de cidades despreparadas para receber tantos migrantes de baixa escolaridade com a falta de emprego criou um bolsão de pobreza e criminalidade com quase 1 milhão de pessoas em torno do oásis brasiliense.
Como a oferta de vagas nos setores público e de serviços não dá conta da demanda por empregos, a bandeira da industrialização do entorno ganha adeptos. "O setor de serviços tem de evoluir, e a solução está na oferta de serviços para as indústrias", diz Júlio Miragaya, diretor de gestão de informações da Companhia de Planejamento do Distrito Federal. "Os serviços não podem se limitar a domésticas e jardineiros." Falta ao Distrito Federal uma certa "cultura industrial" a indústria de transformação responde por apenas 3% de seu PIB. Talvez seja o caso de um PAC da Indústria do Entorno.
BB deve financiar mais 400 projetos neste ano
O Povo - Últimas/CE 13/04/2012
BB deve financiar mais 400 projetos neste ano
Se a estratégia anunciada do Banco do Brasil (BB) é ganhar o mercado de imóveis, quintuplicando a carteira de crédito até 2014, os financiamentos a construtoras e incorporadoras de todo o País é um dos focos. Neste ano, já foram 200 os projetos em carteira já contratados. Estão em andamento outros 400, que devem ter contratação de financiamento confirmada ao longo do semestre.
É o que afirma o executivo da diretoria nacional de crédito imobiliário do BB, Rudimar Ângelo Locatelli. "O maior aporte de financiamentos imobiliários não só para pessoa física como jurídica é o grande foco do Banco do Brasil em 2012", destacou Locatelli ontem, no I Seminário de Gestores Financeiros de Empresas da Construção Civil.
O evento foi promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (Ibef-CE) e teve quatro palestras. Dentre elas, a do executivo do BB e também o economista-chefe do banco, Élcio Gomes Rocha.
Os 200 projetos de empreendimentos que já tiveram o financiamento aprovado pelo Banco do Brasil neste ano totalizam 50 mil unidades. Os outros 400 em análise também somam 50 mil imóveis, segundo Rudimar Locatelli.
Minha Casa, Minha Vida
Desde 2008 atuando no financiamento de imóveis dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, esse é o outro filão que devem aumentar a carteira de clientes do BB. "Estamos vindo com crescimento muito forte. A carteira (de crédito imobiliário) está atingindo quase R$ 9 bilhões, apesar de só três anos de atuação", afirma o executivo.
A responsabilidade do BB, delegada pelo Governo, é financiar 412 mil imóveis, sendo 184 mil para beneficiados da faixa 1 (com renda até R$ 1.600) e mais 228 mil imóveis das faixas 2 e 3 (acima de R$ 1.600).
Esses planos de financiamento foram colocados como meta até 2014, quando a carteira de crédito imobiliário do banco deve atingir R$ 40 bilhões e cerca de 10 mil operações por mês nesse segmento.
Hoje, o Banco do Brasil é o quinto do mercado no setor de crédito imobiliário e realiza três mil operações por mês. Mas, em crescimento mensal, já é o terceiro, atrás do Itaú e da líder Caixa Econômica Federal, que domina 69% do mercado.
O quê
ENTENDA A NOTÍCIA
As projeções do Banco do Brasil ganham impulso com a recente redução de juros e ampliação de crédito anunciadas pelo banco no dia 4. Nenhuma taxa de juros de financiamento do BB feito a partir de ontem passa dos 3%.
Atraso no saneamento
O Estado de S. Paulo/BR 13/04/2012
Atraso no saneamento
Cinco anos depois de lançado o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com previsão de aplicação de R$ 85 bilhões no setor, e do início da vigência da Lei do Saneamento Básico, considerada essencial para propiciar o atendimento de todos brasileiros com rede de água e esgotos, a situação continua desalentadora. De 114 obras de saneamento do PAC, em execução em cidades com mais de 500 mil habitantes, e que, na maioria, vêm sendo acompanhadas desde 2009, apenas 8 (ou 7% do total) estavam concluídas no fim do ano passado.
O custo das obras é de R$ 4,4 bilhões, ou 11% dos R$ 40 bilhões previstos na primeira edição do PAC para saneamento. O PAC 2 prevê mais R$ 45 bilhões. O Instituto Trata Brasil, organização criada em 2007 para estimular a sociedade a cobrar das autoridades o avanço no saneamento básico, decidiu acompanhar essas obras por considerar que seu andamento - ou sua paralisação, pois há muitas paradas - reflete o desempenho geral do programa. Isso vem sendo feito desde 2009 e o resultado continua decepcionante, como se constata no relatório referente a 2011, que acaba de ser divulgado.
Dados do governo indicam que 55% dos brasileiros não são atendidos por rede de coleta de esgoto. Ou seja, mais da metade do esgoto é lançada diretamente na natureza, contaminando solos e rios. Do esgoto coletado apenas um terço é tratado. Ou seja, apenas 15% do esgoto tem algum tratamento antes de sua disposição final.
É cada vez mais improvável o cumprimento da meta de universalização dos serviços de saneamento básico em 20 anos anunciada pelo Ministério das Cidades logo após a sanção, em janeiro de 2007, da Lei de Saneamento Básico. Se mantido o ritmo de investimentos e de execução das obras dos últimos anos, o prazo pode ser três vezes maior do que o previsto, de acordo com dirigentes de associações de empresas de saneamento básico.
À má qualidade gerencial dos programas de investimentos do governo do PT somam-se problemas institucionais e legais que, detectados há cinco anos, continuam sem solução à vista. Como apontou o relatório do Instituto Trata Brasil, as obras de saneamento continuam a esbarrar em projetos de má qualidade, problemas nas licitações e dificuldades na obtenção de licenciamento ambiental. A grande maioria das 5.565 prefeituras não tem condições técnicas para elaborar esses projetos e, por isso, não consegue liberar os recursos destinados a obras de saneamento em seus municípios.
Pouco tem sido feito para dotar as prefeituras, sobretudo de cidades de menor porte, das condições mínimas para cumprir sua parte na execução dos projetos de saneamento. O atraso das obras tende a concentrar- se nas regiões onde as prefeituras estão menos capacitadas tecnicamente - e que são as mais atrasadas em termos sociais e econômicos. Desse modo, a execução do PAC na área de saneamento, em vez de reduzir, tem ampliado as desigualdades regionais.
Os resultados da execução do PAC do saneamento são ruins em todo o País. Das obras acompanhadas pelo Trata Brasil, 60% estavam paralisados, atrasados ou nem tinham sido iniciados em dezembro de 2011. Mas a situação era particularmente grave no Norte (100% da sobras paradas),Centro-Oeste (70%) e Nordeste (34%). Já no Sul, 60% das obras estavam sendo executadas dentro do prazo e, no Sudeste, 50%. Ou seja, as obras andam mais depressa onde são mais altos os índices de atendimento da população.
Outro dado revelador do acompanhamento do Trata Brasil é o grau de eficiência dos órgãos responsáveis pelos investimentos. Das obras executadas com recursos do Orçamento- Geral da União, apenas 31% estavam em situação normal no fim do ano passado; das financiadas pela Caixa Econômica Federal, 28% estavam em situação normal e 4% concluídos, perfazendo 32%; das financiadas pelo BNDES, 77% estavam em situação normal e 18% concluídos, totalizando 95%. Esses números parecem retratar a diferença do tratamento que esses órgãos dão aos recursos sob sua responsabilidade.
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Projetos mal elaborados, problemas de licitação e de licenças ambientais motivam os atrasos
Governo anuncia R$ 2,8 bilhões para casas em 2,5 mil cidades
Brasil Econômico/BR 13/04/2012
Governo anuncia R$ 2,8 bilhões para casas em 2,5 mil cidades
HABITAÇÃO
O governo federal anunciou ontem investimento de R$ 2,8 bilhões na segunda etapa do programa Minha Casa, Minha Vida para a construção de moradias em 2.582 municípios com até 50 mil habitantes. O valor, anunciado pelo Ministério das Cidades, será empregado para a construção de 107.348 unidades habitacionais. A meta do governo é contratar mais 220 mil moradias nesta modalidade até 2014.
SERGIPE PROMOVE SEMINÁRIO SOBRE PREVENÇÃO DE ACIDENTES NO TRABALHO
O Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região promove na próxima sexta-feira, dia 20, às 8h, no auditório do TRE, sem Sergipe, o Seminário de Prevenção de Acidentes no Trabalho. O evento contará com a participação de Roberto Barros, representante do Sinduscon-SE, como coordenador do Comitê Permanente Regional para Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção (CPR-SE); o desembargador federal Sebastião Oliveira, do TRT da 3ª Região (Minas Gerais). Haverá ainda um painel temático sobre ‘Ambiente de Trabalho: causalidade, repercussões e gestão de risco nas organizações’, que ficará sob a coordenação do juiz Alexandre Manuel Rodrigues Pereira. Ele é coordenador regional do Projeto Trabalho Seguro, desenvolvido nacionalmente pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).
SETOR DA CONSTRUÇÃO ASSINA TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA
Após anos de trabalho da Comat/CBIC para a criação de Arranjos Produtivos Locais (APLs) em Goiás, foi assinado ontem (12), em Goiânia, o Termo de Cooperação Técnica destinado a promover melhorias na cadeira produtiva da construção civil, por meio de um Arranjo Produtivo Local (APL).Assinaram o termo, além da Comat/CBIC: Sinduscon-GO, Sindicer, Sinprocimento, Simelgo, Secretaria de Indústria e Comércio de Goiás, Fieg, Senai-GO, ICQ Brasil, IEL-GO, Caixa Econômica Federal, Crea-GO, Universidade Federal de Goiás (UFG), PUC-GO e a Furnas. O objetivo é estruturar o segmento para atender aos novos requisitos estabelecidos pela Norma de Desempenho de Edificações – NBR 15.575. Nele, constam o papel e as responsabilidades de cada instituição durante o processo. A execução do termo terá a coordenação do Sinduscon-GO e do ICQ Brasil, que também se encarregará de certificar as empresas. A principal característica da NBR 15.575 é que ela foi concebida com base no conceito de desempenho, diferentemente de quase todo arcabouço normativo brasileiro, baseado em prescrição. O desempenho mínimo obrigatório foi definido para alguns sistemas dos edifícios (estruturas, pisos internos, paredes e vedações, coberturas e sistemas hidrossanitários) e seguiu as diretrizes da ISO 6241, de 1984, que definiram quais os requisitos de desempenho que devem ser atendidos. (Fonte: IEL e Crea-SC)
BANCO DO BRASIL VAI FINANCIAR 100 MIL UNIDADES EM 2012
O Banco do Brasil pretende financiar mais 400 novos projetos imobiliários em 2012, além dos 200 projetos de empreendimentos que já tiveram o financiamento aprovado neste ano. Ao todo, a expectativa do Banco é financiar, em 2012, 100 mil unidades habitacionais. A afirmação foi feita ontem (12), por Rudimar Ângelo Locatelli, executivo da diretoria nacional de crédito imobiliário, durante o I Seminário de Gestores Financeiros de Empresas da Construção Civil, em Fortaleza. O Banco atua desde 2008 no financiamento de imóveis dentro do programa Minha Casa, Minha Vida. Segundo Locatelli, a carteira de crédito imobiliário do banco está atingindo quase R$ 9 bilhões, apesar de só três anos de atuação. A responsabilidade do BB é financiar 412 mil imóveis, sendo 184 mil para beneficiados da faixa 1 (com renda até R$ 1.600) e mais 228 mil imóveis das faixas 2 e 3 (acima de R$ 1.600). Esses planos de financiamento foram colocados como meta até 2014, quando a carteira de crédito imobiliário do banco deve atingir R$ 40 bilhões e cerca de 10 mil operações por mês nesse segmento. Atualmente, o Banco do Brasil ocupa o quinto lugar do mercado no setor de crédito imobiliário e realiza três mil operações por mês. Mas, em crescimento mensal, já é o terceiro, atrás do Itaú e da líder Caixa Econômica Federal, que domina 69% do mercado. Fonte: O Povo.
GOVERNO QUER ELEVAR META DE CONSTRUÇÃO DE UNIDADES HABITACIONAIS ATÉ 2014
A presidenta Dilma Rousseff anunciou ontem, dia 12, em Brasília, o resultado da seleção de propostas da segunda fase do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) para municípios com até 50 mil habitantes. Foram selecionados 2.582 municípios para a construção de 107.348 unidades, com investimento previsto de R$ 2,8 bilhões. Na ocasião, a presidenta informou que pretende elevar a meta de construção de unidades habitacionais até 2014, de 2 milhões para 2,4 milhões. Segundo ela, o anuncio formal será feito em maio, mas ainda falta distribuir esse porcentual pelas faixas de renda e pelos municípios.
VALOR ECONÔMICO: SEMINÁRIO ABORDARÁ OS NOVOS PARADIGMAS DA ENGENHARIA BRASILEIRA EM MAIO
O presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, participará como palestrante, no dia 22 de maio, no Royal Tulip Brasília Alvorada, em Brasília, do seminário “Os Novos Paradigmas da Engenharia Brasileira”, realizado pelo jornal Valor Econômico. O evento visa debater a contribuição que o setor pode dar ao desenvolvimento do Brasil diante do desafio do país de erguer obras de infraestrutura que serão fundamentais para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 e que, depois desses eventos, se integrarão ao dia a dia das maiores cidades brasileiras. A abertura do seminário contará com a presença da ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior. Paulo Simão participará do painel “Engenharia, inovação e sustentabilidade” que debaterá a evolução da engenharia brasileira, seus novos conceitos, inovação, tecnologias, métodos construtivos, materiais alternativos, ganhos de eficiência; mostrará as vantagens competitivas das novas tecnologias e os ganhos em questão de sustentabilidade. Desse painel também participarão o coordenador da Câmara de Gestão e Competitividade do Governo Federal, Jorge Gerdau Johannpeter, e o presidente da Sinaenco Regional São Paulo, José Roberto Bernasconi. O segundo painel será sobre o tema “Como compatibilizar as novas tecnologias, custos e preços”, que visa debater o impacto das novas tecnologias e materiais alternativos em custos, preços e prazos; discutir as regras de análise de custos e preços nas obras públicas, e apresentar alternativas para superar interpretações divergentes. Desse painel participarão o presidente da Aneor, José Alberto Pereira Ribeiro; o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Benjamin Zymler, e o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda. O seminário será realizado das 14h às 18h.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
FIEG
Notícias
LEGISLAÇÃOGoverno acerta minipacote tributário para aprovar
alíquota única do ICMS
Empenhado em aprovar no Senado a Resolução 72, que unifica em 4% a alíquota do ICMS em operações interestaduais de
importados, o governo fechou acordo com senadores e governadores para a votação de um minipacote tributário. Para
contentar a todos os governadores, o Planalto incluiu a discussão da proposta que muda o indexador de correção da dívida dos
estados junto à União e a proposta de emenda constitucional (PEC) que trata da cobrança do ICMS no chamado comércio
eletrônico. Depois de anunciar medidas para estimular a indústria, o governo quer agora resolver as pendências dos
governadores e ajudar na proteção da indústria contra os importados.
O acordo começou a ser costurado em encontro do ministro da Fazenda, Guido Mantega, com senadores e a ministra de
Relações Institucionais, Ideli Salvatti. O grupo voltará a se reunir porque ainda não há consenso sobre o texto final da Resolução
72. Ideli também confirmou que estão sendo negociadas compensações aos estados que perderão com a unificação do ICMS
sobre importados: Santa Catarina, Espírito Santo e Goiás. E ressaltou que o acerto foi pela votação vinculada dos três projetos.
Segundo Ideli, o novo indexador das dívidas estaduais será a taxa Selic, que tem juros mais baixos que o IGP-DI, usado
atualmente. A medida atende a uma antiga reivindicação dos governadores. A Fazenda já vinha estudando a questão do
indexador e, para facilitar o acordo, acelerou os estudos.
A unificação da alíquota do ICMS em 4% tem o objetivo de acabar com a guerra fiscal. A Fazenda quer a adoção imediata
da nova alíquota, mas os estados afetados ainda pressionam por um período de transição. Em mais uma rodada de negociações,
a Fazenda rejeitou a ideia de adoção de uma lista de produtos que seriam afetados imediatamente, mas com um prazo de
quatro anos de transição para a adoção completa da nova regra. Hoje, o ICMS nas operações envolvendo importados tem
alíquotas de 12% e 7%, dependendo do estado, mas os governos fazem incentivos, reduzindo essa carga tributária.
No caso das vendas pela internet, o chamado comércio eletrônico, a ideia é repartir o ICMS, meio a meio, entre o estado da
loja virtual e o estado do consumidor. Há três PECs a respeito, sendo a principal delas a do senador Delcídio Amaral (PT-MS).
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado tentará aprovar parecer sobre a constitucionalidade da Resolução 72.
O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) apresentou parecer contrário, mas o senador Armando Monteiro (PTB-PE), ex-presidente
da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apresentou voto em separado a favor da medida. (
Fonte: O Globo)Montadoras vão investir US$ 22 bilhões até 2015, diz Anfavea
O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, confirmou
hoje (11) que as montadoras irão investir US$ 22 bilhões até 2015. Belini e outros representantes do setor conversaram com o
ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre o novo regime automotivo brasileiro, que dá incentivos a um maior conteúdo de
componentes nacionais nos carros. O novo regime vigorará entre 2013 e 2017.
“O grande esforço agora é em busca da competitividade do setor no Brasil”, disse Belini, após a reunião com o ministro.
Segundo Belini, os investimentos previstos para o setor começarão a deslanchar já neste ano, tanto nas montadoras
quanto no setor de autopeças. Ele destacou que as desonerações e os financiamentos também deverão contribuir para o
aumento da produção.
Os representantes das montadoras pediram a Mantega mais atenção para o crédito no varejo para a venda de veículos
para, assim, expandir-se a produção. Belini ressaltou, porém, que é baixo o volume de recursos destinados pelos bancos públicos
federais para o financiamento ao consumidor
Para ele, existem ainda dificuldades no setor para a venda de caminhões e a renovação da frota. “Na realidade, a
quantidade de postos que está sendo implementada no país é satisfatória. Porém, os frotistas não têm a segurança de que a
capilaridade de postos será suficiente para fornecer diesel [para os caminhões]. Isso é uma questão que precisa ser resolvida”,
disse.
No último dia 3, o governo anunciou um aumento de recursos do Tesouro Nacional para o Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com o objetivo de estimular a produção dentro do novo Plano Brasil Maior, além do novo regime automotivo brasileiro. (Fonte: Agência Brasil)
Dilma lança Minha Casa para 2,5 mil cidades
Valor Econômico/BR 12/04/2012
Dilma lança Minha Casa para 2,5 mil cidades
Governo Nova etapa do programa beneficia municípios de até 50 mil habitantes a ses meses das eleições
A cerca de seis meses das eleições municipais, a presidente Dilma Rousseff anunciará hoje uma medida que beneficiará aproximadamente 2,5 mil prefeitos de todo o Brasil. O governo reforçará o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida em municípios com menos de 50 mil habitantes, atendendo assim a uma antiga demanda dessas pequenas prefeituras. Os desembolsos do governo, focados na população de baixa renda, somarão R$ 2,8 bilhões.
Quando o Minha Casa, Minha Vida foi anunciado na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo estimava o déficit habitacional do país em 7,2 milhões de moradias. Tal déficit se concentrava entre as famílias com renda de até três salários mínimos e em áreas metropolitanas, sobretudo nas regiões Sudeste e Nordeste. Atualmente, o Ministério das Cidades trabalha com informações de 2008, segundo as quais um déficit habitacional de 5,5 milhões de unidades também está concentrado no Sudeste e no Nordeste. Um novo estudo, baseado nos dados do Censo de 2010, ainda está em elaboração.
À época do lançamento do Minha Casa, Minha Vida, a distribuição das novas moradias levou em consideração esse perfil do déficit habitacional nacional. Agora, entretanto, a presidente Dilma Rousseff decidiu dar maior atenção aos municípios de menor porte. Devido ao número de prefeitos envolvidos, a organização do evento teve até de reservar um centro de convenções fora do Palácio do Planalto para conseguir acomodar todos os convidados.
O grande problema habitacional do país está nas capitais e grandes regiões metropolitanas. O governo acabou deixando de fora do Minha Casa, Minha Vida 80% dos municípios brasileiros, comentou o presidente da Associação Brasileira de Municípios (ABM) e prefeito de Várzea Paulista, Eduardo Tadeu Pereira. Diversos prefeitos de cidades menores estavam reclamando muito. Agora o governo está ampliando o programa.
Pereira rebate as críticas de que a medida do governo tenha como objetivo afagar os prefeitos em ano eleitoral. Para os prefeitos, o impacto disso do ponto de vista social é o anúncio, pois não vai haver condição de se ter casa ainda neste ano. O prefeito vai conseguir anunciar, mas não inaugurar, ponderou.
Segundo dados do Palácio do Planalto, atualmente o Minha Casa, Minha Vida já atende 3.465 municípios de todos os Estados brasileiros. O governo diz ainda que a segunda edição do programa superou as metas fixadas para 2011. Em vez de contratar a construção de 400 mil unidades, foi anunciada a construção de 457 mil casas. Desse total, 33% já foram entregues. As unidades contratadas destinadas a famílias de baixa renda somaram 104 mil no ano passado.
Para 2012, a expectativa é contratar 496 mil novas unidades e destinar 57% desse total para famílias de baixa renda. Até o fim de fevereiro, já haviam sido contratadas 100 mil casa e entregues 30 mil unidades.
Já a primeira etapa do Minha Casa, Minha Vida contratou a construção de 1.005.128 moradias, das quais 41,6% foram entregues aos beneficiários do programa. As famílias de baixa renda totalizam 32% das beneficiadas. Desse grupo de beneficiários, apenas 4.999 famílias moram no meio rural.
Governo anuncia segunda etapa do Minha Casa, Minha Vida para municípios menores
R7/BR 12/04/2012 Governo anuncia segunda etapa do Minha Casa, Minha Vida para municípios menores Serão construídas 107 mil casas com financiamento de R$ 25 mil para cada habitação A presidente Dilma Rousseff divulga, nesta quinta-feira (12), a lista de municípios com até 50 mil habitantes que serão contemplados pela segunda etapa do programa Minha Casa, Minha Vida, programa do governo federal destinado a facilitar o acesso dos brasileiros à construção da casa própria. De acordo com portaria publicada na última quarta-feira (11), o governo irá financiar a construção de 107,3 mil unidades habitacionais em todo o País, no valor de R$ 25 mil para cada beneficiário. O anúncio será feito pela manhã em um evento para cerca de 2.000 pessoas em um hotel em Brasília. Os municípios integram uma das quatro categorias do programa, a oferta pública de recursos, em que são atendidas famílias com renda mensal de até R$ 1.600 que vivem em cidades menores. As prefeituras que se enquadram no perfil enviaram projetos ao Ministério das Cidades em que eram descritas as contrapartidas e as metas locais. Nessa etapa, o maior volume de casas será construído nas cidades da região Nordeste - 60,2 mil unidades habitacionais; outras 13,6 mil serão erguidas no Norte; 12,6 mil no Sudeste; 11,2 mil no Centro-Oeste; e 9.562 na região Sul. Poderão ser beneficiadas famílias que ganharem até três salários mínimos. Outra novidade é que o programa fará uma compatibilização com as metas do Programa Brasil Sem Miséria. A primeira fase do programa se destinava a municípios com densidade populacional entre 50 mil a 100 mil habitantes. Críticas Na quarta-feira (11), a diretora do Departamento de Produção Habitacional do Ministério das Cidades, Maria do Carmo Avesani, deu informações sobre a nova etapa do programa durante uma audiência pública realizada na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara Federal. Maria do Carmo ouviu muitas críticas de representantes da sociedade civil pelo cancelamento do leilão que estava previsto para janeiro deste ano. A diretora explicou que o adiamento foi decidido porque o governo entendeu que estava havendo um deslocamento do programa em relação aos próprios objetivos do governo para com as populações mais pobres. Depois de levantada a demanda de habitações a nível nacional houve o entendimento de que o Minha Casa, Minha Vida deveria estar também atrelado ao programa Brasil sem Miséria, explicou. A diretora disse que o tempo perdido alegado pelos debatedores, na audiência pública, pode ser recuperado se os gestores municipais se empenharem em fazer a sua parte "de forma ágil, fixando seus orçamentos e finalizando de forma rápida os projetos". Segundo Maria do Carmo, 4.000 municípios se inscreveram para a fase dois do MCMV, entre os 4.900 enquadrados como potenciais beneficiários. Esse número de inscrições, segundo ela, mostrou "o quanto o programa é importante", pois elege grande parte dos municípios brasileiros. O deficit de habitações na zona rural é muito maior que na urbana por isso as cidades devem começar a entender isso. O presidente do Fórum de Secretários de Habitação de Mato Grosso do Sul, Carlos Marun, teme que o cancelamento do leilão em janeiro provoque retardo considerável nas obras, com reflexos sobre a economia local em muitos municípios, uma vez que muitos já haviam se programado para fazer as obras. Ele avalia que, sendo 2012 um ano eleitoral os gestores municipais vão estar muito ocupados com o pleito, o que pode afetar o ritmo esperado para as construções. |
Minha Casa Minha Vida 2 passa a adotar critérios de extrema pobreza
O Globo/BR 12/04/2012
Minha Casa Minha Vida 2 passa a adotar critérios de extrema pobreza
Mudança favorece regiões Norte e Nordeste, e reduz beneficiados no Sudeste
O governo federal alterou a escolha dos beneficiados pelo programa Minha Casa Minha Vida 2 em cidades com até 50 mil habitantes, para famílias de baixa renda, e favoreceu as regiões Norte e Nordeste, reduzindo os beneficiados no Sul e Sudeste. Com critérios estabelecidos em portaria de novembro, a escolha dessas cidades deveria ser anunciada em fevereiro, mas ocorrerá apenas hoje, em evento no Palácio do Planalto com a presidente Dilma Rousseff. Na nova distribuição, o número de beneficiados no Nordeste saltará de 43.970 para 60.287. Na Região Norte, eram 8.771 e agora são 13.650, um crescimento acima de 50%. Quem perdeu mais foi a Região Sudeste, de 29.301 para 12.627 moradias, menos da metade do previsto anteriormente.
A mudança traz novos elementos para turbinar o programa Brasil sem Miséria. Na escolha das cerca de 2.300 cidades - em um universo total de quase 4.900 - entraram critérios de extrema pobreza, que não tinham destaque na previsão anterior.
Com o atraso, construtores e agentes financeiros estimam que poucas unidades deverão ser entregues este ano, por causa dos prazos limitados para contratação previstos na legislação eleitoral. Entre junho e outubro não se pode fazer novos contratos no governo. Mas muitas promessas poderão ser feitas pelos agentes políticos nos municípios que escolherão seus prefeitos em outubro.
Para incluir novos critérios para a definição dos municípios beneficiados pelo programa, principalmente o relativo à miséria dos beneficiados, o governo teve de anular um leilão de escolha de agentes financeiros que já havia sido homologado em novembro. Ontem, o Diário Oficial trouxe uma portaria que revogou esse leilão e redefiniu as parcelas de cada região entre as 107.348 residências que serão construídas para a população de baixa renda nos municípios com menos de 50 mil habitantes.
O governo nega relação entre a alteração nos critérios e as eleições municipais. Segundo o Ministério das Cidades, que coordena o Minha Casa Minha Vida, teve peso maior na escolha dos municípios o número de domicílios em situação de extrema pobreza, mesma regra adotada pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) para o Brasil sem Miséria. O MDS, porém, não participou dos debates para a escolha dos municípios.
Para o presidente do Fórum Nacional de Secretários de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Carlos Marun, que esteve ontem em audiência na Câmara dos Deputados, as mudanças no cronograma causaram um atraso irrecuperável na execução do Minha Casa Minha Vida 2 em cidades com até 50 mil habitantes.
Segundo ele, com base nos critérios anteriores, prefeitos reservaram terrenos para as construções e agora podem ficar fora do programa. Essa etapa do Minha Casa Minha Vida prevê a construção de imóveis de R$ 25 mil reais, que atendem à chamada faixa 1, de famílias com renda de até três salários. Deverão ser construídas pelo menos 40 residências em cada cidade selecionada.
Para atingir meta de crescimento, governo pode flexibilizar política fiscal
O Globo/BR 12/04/2012
Para atingir meta de crescimento, governo pode flexibilizar política fiscal
Equipe econômica já trabalha com expansão de 4% do PIB este ano
Integrantes da equipe econômica já discutem nos bastidores a necessidade de flexibilizar a política fiscal para estimular o crescimento. Na prática, se essa proposta ganhar força, o governo teria que abrir mão do propósito de alcançar em 2012 a meta cheia de superávit primário. Nos últimos dias, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, mudou o tom do discurso, limitando-se a prever que o crescimento ficará acima de 4%. Até a semana passada, a previsão era de que chegaria a 4,5%. Embora sutil, essa mudança sinaliza o reconhecimento de que o pacote de R$ 60 bilhões para estimular a indústria e o consumo não terá fôlego para provocar uma reação rápida na atividade, o que reforça a necessidade de novas medidas.
A ideia de flexibilizar a política fiscal não agrada à presidente Dilma Rousseff, que ainda vê a necessidade de o país cumprir a meta cheia de superávit primário em 2012 - fixada em 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB)- sem o desconto de investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O argumento principal é que, diante da crise mundial, o Brasil precisa mostrar austeridade fiscal. Mas há no governo quem defenda uma política fiscal mais flexível, por considerar um instrumento essencial para a taxa de crescimento que a presidente Dilma colocou como meta para 2012.
- O Brasil não precisa de um primário de 3,1% do PIB neste momento - disse um técnico favorável à flexibilização.
Nos dois primeiros meses deste ano, o governo central (que reúne Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) realizou um superávit primário de R$ 26,3 bilhões, crescimento de 57,5% em relação ao mesmo período do ano passado. A meta de primário do governo central para o período janeiro-abril é de R$ 28 bilhões, o que significa que 94% foram cumpridos apenas no primeiro bimestre de 2012.
Gastos com PAC podem ser abatidos da meta
Caso a economia não reaja de forma significativa no primeiro semestre, a avaliação desses técnicos é de que Dilma será pressionada a aceitar uma flexibilização do superávit primário. E a alternativa mais provável seria permitir que parte dos gastos com investimentos do PAC sejam abatidos da meta do ano.
No pacote da semana passada, o governo adotou ações que terão impacto importante, mas no longo prazo, na visão desses assessores. São medidas para estimular investimentos por meio de uma capitalização do BNDES e de desonerações tributárias para regimes específicos, como o Plano Nacional de Banda Larga. Foram anunciados ainda o novo regime de incentivos ao setor automotivo e a redução dos encargos sobre a folha de pagamento de 11 novos setores.
Mesmo assim, antes de fazer mudanças nesse campo, a equipe econômica ainda tem na manga algumas outras medidas que podem ser anunciadas para atender setores que ficaram de fora do pacote e aquecer a economia. Um deles é o da construção civil, um importante motor da atividade. Menos sofrido do que os outros segmentos, acabou ficando para uma segunda análise da equipe econômica.
Escola nova para suprir carências
Estado de Minas/MG 12/04/2012
Escola nova para suprir carências
Centro de formação profissional do Sistema Fiemg vai passar por expansão. Objetivo é aumentar a oferta de mão de obra
A generalizada carência de mão de obra na construção civil está mexendo com os empresários do setor e motivando investimentos em capacitação. Tanto que o Sistema Fiemg vai ampliar e dar nova forma ao Centro de Formação Profissional Paulo de Tarso, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que somente este ano deve formar cerca de 3 mil profissionais, número acima da capacidade instalada. A construção da nova unidade está prevista para ter início no próximo ano em uma área de cerca de 20 mil metros quadrados localizada no Bairro Gameleira, na Região Oeste de Belo Horizonte, a cerca de um quilômetro do local onde a escola funciona hoje.
Ainda em fase de estudo, o lançamento do projeto da nova Paulo de Tarso está previsto para ocorrer durante o Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), que será realizado entre 27 e 29 de junho no Expominas como parte da programação da Feira Minascon/Construir Minas. Atualmente, a escola possui 14 salas de aula e sete laboratórios. "Oferecemos curso de aprendizagem em elétrica predial, topografia, além de formação para tecnólogo em gestão e controle de obras, entre outros", pontua o diretor da Paulo de Tarso, Adriano Lopes de Farias.
Segundo Teodomiro Diniz Camargos, presidente da Câmara da Indústria da Construção Civil da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), o projeto está em fase de discussão junto aos sindicatos da cadeia produtiva. "Vamos ouvi-los para acertar qual será a programação da escola, os cursos oferecidos e infraestrutura de laboratórios e salas de aula", explica. Somente depois desse levantamento, será possível avaliar os investimentos necessários para a construção, que virão do próprio Sistema Fiemg.
O custo elevado do quadro de funcionários - inflado pela concorrência por profissionais qualificados - tornou-se ponto crítico para a construção civil, que esperava estar entre os 15 setores da indústria contemplados com a desoneração da folha de pagamento anunciada na última semana pelo governo federal. Atualmente, quase 51% do custo total de uma obra é proveniente da mão de obra, percentual que foi de 47% em 2007. "Este é um setor que emprega muito e que acaba sendo altamente onerado pelos encargos. A retirada do imposto da folha como fez (o governo) agora para vários segmentos, seria muito importante", afirmou Teodomiro durante evento de anúncio da Minascon/Construir Minas.
INCENTIVOS As reivindicações ainda incluem incentivos fiscais como o que foi concedido ao setor de cerâmica, que desde 28 de março teve o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) reduzido de 7% para zero. Avanços como este são fundamentais para valorizar a cadeia produtiva, que vê boa parte de sua indústria migrar para outras regiões. "Minas é uma grande importadora de produtos de alto valor agregado principalmente de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Espírito Santo", afirma Teodomiro que ainda acrescenta: "O estado precisa olhar para dentro da cadeia produtiva da construção para agregar valor a esses produtos". O cenário não deve impedir que o setor cresça 5% este ano na comparação com 2011, quando fechou com ampliação de 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB).
Moradia terá subsídio de R$ 25 mil no Minha Casa
Diário do Nordeste/CE 12/04/2012
Moradia terá subsídio de R$ 25 mil no Minha Casa
O governo federal estabeleceu em R$ 25 mil, por beneficiário, o valor da subvenção para construção de moradias dentro da segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em cidades com até 50 mil habitantes. A medida está em portaria interministerial publicada na edição de ontem do Diário Oficial da União.
De acordo com o Ministério das Cidades, o valor da subvenção já havia sido determinado em portaria divulgada em novembro de 2011.
A portaria publicada ontem traz como novidade apenas mudanças nos critérios para seleção e cadastramento dos agentes que vão financiar a construção das moradias nessas cidades.
O valor da subvenção nesta segunda fase do Minha Casa, Minha Vida aumentou em relação ao da primeira fase, quando foi de R$ 23 mil por beneficiário do programa.
Segundo a portaria, serão ofertadas aos agentes financeiros 107.348 cotas de subvenção, sendo 60.287 (56,16%) nos estados do Nordeste.
A subvenção para remuneração dos agentes e instituições financeiras será de R$ 1.160,00 por contrato. O valor é destinado ao pagamento de despesas como contratação, serviço de análise de viabilidade técnica e acompanhamento e vistorias das obras até a conclusão e entrega das moradias.
Subvenção 107 mil trezentos e quarenta e oito cotas de subvenção serão ofertadas aos agentes financeiros.
CBIC desenvolve seguro pioneiro para garantir entrega de empreendimentos imobiliários
SEGS/BR 12/04/2012
CBIC desenvolve seguro pioneiro para garantir entrega de empreendimentos imobiliários
O Núcleo de Seguros da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apresentou na última semana o Seguro Garantia de Entrega da Obra. De acordo com a coordenadora do Convênio Núcleo de Seguros da CBIC, Rossana Costa, o produto é voltado exclusivamente à incorporação imobiliária. “Ele foi desenhado para que a entrega do empreendimento seja de fato efetivada. Não é uma garantia financeira para um dono de terreno, agente ou player do negócio”, diz.
Ainda de acordo com ela, o seguro é fruto de um convênio entre o Núcleo da CBIC e a ESSOR Seguros. A seguradora é brasileira com aprovação prévia da Susep, que deve iniciar as operações ainda no primeiro semestre de 2012.
Nesse sentido, Rossana destaca que a comercialização do Seguro Garantia de Entrega de Obras vai começar a partir de julho. “Hoje temos um corpo com mais de 800 corretores de seguros que aderiram ao convênio”, reforça.[2]
Questionada sobre as semelhanças do Seguro Garantia de Entrega de Obra e o Seguro Garantia Imobiliário, a coordenadora destacou que os produtos atendem necessidades diferentes. “Quando você está tratando de um financiamento imobiliário no qual o beneficiário é um banco, possivelmente o Seguro Garantia Imobiliário vai atender perfeitamente, mas quando o objetivo é segurar o consumidor final, o Seguro Garantia de Entrega de Obra atende de forma mais direta”, finaliza.
Estão abertas as inscrições para o 84° ENIC
Piniweb/BR 12/04/2012 Estão abertas as inscrições para o 84° ENIC Encontro Nacional da Indústria da Construção acontece este ano em Belo Horizonte Já foram abertas as inscrições para o 84º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), que este ano será realizado em Belo Horizonte (MG) entre os dias 27 e 29 de junho. O Enic é um evento anual promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) que congrega todos os participantes do setor como empresários, técnicos e agentes financeiros. Por meio de debates e palestras, procura buscar soluções inovadoras para o mercado da construção. A programação técnica ainda está em fase de conclusão, mas outras atividades já foram divulgadas, como um almoço com o chef Olivier Anquier e diversos passeios por cidades mineiras. Ouro Preto, Inhotim e Tiradentes estão no roteiro. As inscrições ficam abertas até 27 de junho, com preços especiais para as que forem efetuadas até 30 de abril. A tabela completa pode ser consultada no site do evento. |
Semapa pede para Cimpor não vender ações à Camargo
Fonte: Reuters
Economia verde ou energia limpa com equidade
Fonte: Inter Press Service
Rio+20 busca compromisso de países e do FMI com nova economia
Fonte: AFP
Minoritário quer elevação de OPA da CCDI
Fonte: Valor Online


