quinta-feira, 5 de julho de 2012

COMISSÃO DE OBRAS PÚBLICAS PROPÕE GRUPO DE TRABALHO PARA SOLUCIONAR GARGALOS DO PAC



84º Enic
Comissão de Obras Públicas propõe grupo de trabalho para solucionar gargalos do PAC
A participação do secretário do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Maurício Muniz, no debate sobre metas e gargalos do PAC 2, promovido pela Comissão de Obras Públicas (COP) durante o 84º Enic, em Belo Horizonte, tentou trazer luz a questão, com a proposta de criação de um grupo de trabalho. Coordenado por Arlindo Moura, presidente da COP, o encontro também contou com a participação de Alberto Salum, presidente do Sicepot-MG; José Alberto Ribeiro, presidente da Aneor; Maria Fernandes Caldas, diretora do Departamento de Infraestrutura Social; e Carlos Eduardo Lima Jorge, secretário executivo da COP/CBIC. Ao abrir a discussão, Arlindo Moura anunciou que o secretário seria apresentado aos principais problemas enfrentados pelas empresas detentoras de obras do PAC. Conforme o presidente da COP, para chegar a essa lista uma ampla consulta foi feita entre as entidades filiadas à CBIC. “Desse levantamento resultaram seis questões centrais que serão apresentadas aqui ao senhor”, revelou, ao apontar que muito ainda precisa ser corrigido. Para dar continuidade a esse diálogo, Arlindo Moura solicitou ao secretário que levasse um pedido à ministra: a autorização para a formação de um Grupo de Trabalho, mesmo que informal, com representantes do ministério e da CBIC, para se concentrar na busca por soluções para os gargalos que continuam presentes. “Sabemos da importância desse programa para o conjunto de ações que têm sido adotadas pelo governo federal, visando garantir o nível satisfatório do crescimento sustentável da economia em especial neste e nos próximos dois anos”, acrescentou, ao pedir por uma participação mais efetiva da sociedade civil. Entre as questões de infraestrutura que precisam ser urgentemente atacadas, Arlindo Moura destacou a complementação da mobilidade urbana. Muniz acatou a proposta, afirmando que é importante construir esse diálogo com um grupo como o da construção, que tem a dimensão da necessidade e da capacidade de execução do país. “Não tenho restrição quanto a isso. Estamos com as portas abertas”, respondeu. Em sua apresentação Muniz listou os avanços do PAC 2, como o crescimento de 27% nos pagamentos de obras em 2011 na comparação com o ano anterior. Na sua avaliação o programa está indo bem, mas precisa melhorar. “O problema está no processo de medição e não na disponibilidade de recursos. Mas já estamos solucionando isso”, comentou. Conforme o secretário, a expectativa é que as grandes obras serão retomadas aos poucos. Para Maria Caldas, o problema está relacionado à qualidade dos projetos. José Alberto, da Aneor, observou que se os recursos do PAC que o governo anuncia como garantidos se confirmarem já será um grande avanço. “Desde julho do ano passado o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) não contratou ou licitou nenhuma obra importante e muitos projetos ainda não saíram do papel”, lembrou. Em defesa do governo, Maurício Muniz afirmou que o Dnit está rompendo contratos e retomando do zero em alguns casos. “Estamos optando por contratos de menor duração, para que as rodovias não percam qualidade”. O secretário concordou ainda que o prazo de dois anos para contratos de recuperação é um exagero. Por Fabiana Holtz – Sinduscon-SP.

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