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84º Enic
Comissão de Obras Públicas propõe
grupo de trabalho para solucionar gargalos do PAC
A
participação do secretário do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC),
Maurício Muniz, no debate sobre metas e gargalos do PAC 2, promovido pela
Comissão de Obras Públicas (COP) durante o 84º Enic, em Belo Horizonte,
tentou trazer luz a questão, com a proposta de criação de um grupo de
trabalho. Coordenado por Arlindo Moura, presidente da COP, o encontro também
contou com a participação de Alberto Salum, presidente do Sicepot-MG; José
Alberto Ribeiro, presidente da Aneor; Maria Fernandes Caldas, diretora do
Departamento de Infraestrutura Social; e Carlos Eduardo Lima Jorge,
secretário executivo da COP/CBIC. Ao abrir a discussão, Arlindo Moura
anunciou que o secretário seria apresentado aos principais problemas
enfrentados pelas empresas detentoras de obras do PAC. Conforme o presidente
da COP, para chegar a essa lista uma ampla consulta foi feita entre as
entidades filiadas à CBIC. “Desse levantamento resultaram seis questões
centrais que serão apresentadas aqui ao senhor”, revelou, ao apontar que
muito ainda precisa ser corrigido. Para dar continuidade a esse diálogo,
Arlindo Moura solicitou ao secretário que levasse um pedido à ministra: a
autorização para a formação de um Grupo de Trabalho, mesmo que informal, com
representantes do ministério e da CBIC, para se concentrar na busca por
soluções para os gargalos que continuam presentes. “Sabemos da importância
desse programa para o conjunto de ações que têm sido adotadas pelo governo
federal, visando garantir o nível satisfatório do crescimento sustentável da
economia em especial neste e nos próximos dois anos”, acrescentou, ao pedir
por uma participação mais efetiva da sociedade civil. Entre as questões de
infraestrutura que precisam ser urgentemente atacadas, Arlindo Moura destacou
a complementação da mobilidade urbana. Muniz acatou a proposta, afirmando que
é importante construir esse diálogo com um grupo como o da construção, que
tem a dimensão da necessidade e da capacidade de execução do país. “Não tenho
restrição quanto a isso. Estamos com as portas abertas”, respondeu. Em sua
apresentação Muniz listou os avanços do PAC 2, como o crescimento de 27% nos
pagamentos de obras em 2011 na comparação com o ano anterior. Na sua
avaliação o programa está indo bem, mas precisa melhorar. “O problema está no
processo de medição e não na disponibilidade de recursos. Mas já estamos
solucionando isso”, comentou. Conforme o secretário, a expectativa é que as
grandes obras serão retomadas aos poucos. Para Maria Caldas, o problema está
relacionado à qualidade dos projetos. José Alberto, da Aneor, observou que se
os recursos do PAC que o governo anuncia como garantidos se confirmarem já
será um grande avanço. “Desde julho do ano passado o Departamento Nacional de
Infraestrutura de Transporte (Dnit) não contratou ou licitou nenhuma obra
importante e muitos projetos ainda não saíram do papel”, lembrou. Em defesa
do governo, Maurício Muniz afirmou que o Dnit está rompendo contratos e
retomando do zero em alguns casos. “Estamos optando por contratos de menor
duração, para que as rodovias não percam qualidade”. O secretário concordou
ainda que o prazo de dois anos para contratos de recuperação é um exagero. Por Fabiana Holtz –
Sinduscon-SP.
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