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84º Enic
relatório da Comissão de Meio Ambiente
da CBIC já está disponível no site da entidade
Um
dos temas abordados pela Comissão de Meio Ambiente (CMA) da CBIC durante o
84º Enic, realizado de 27 a 29 de junho, em Belo Horizonte, foi o
desenvolvimento urbano sustentável. Sobre o tema, Antônio Macedo Filho,
máster em Arquitetura Bioclimática e Edifícios Inteligentes pela Universidad
Politécnica de Madrid, disse que “cidades são, de fato, o nosso habitat. É um
meio artificial sobre o meio natural e, cada vez mais, buscamos torná-lo
confortável”. Sustentabilidade é a grande tendência do século XXI nas
empresas brasileiras. A indústria da construção consome essa ideia e busca
alternativas eficazes para a implementação no setor. Para se ter uma ideia,
estima-se que, no mundo todo, 85% da parcela da população, em 2050, vai morar
na área urbana. Ou seja, as moradias ficarão cada vez menores. Compactação e
compartilhamento de projetos sustentáveis é o foco da indústria imobiliária
brasileira para diminuir os impactos no meio ambiente. De acordo com Antônio
Macedo Filho, é possível repensar projetos inserindo paisagismo, por exemplo,
com o intuito de refrescar o local de forma natural. Desse modo, evita-se a
utilização de ar-condicionado – ou seja, menos consumo da energia elétrica.
“Nesses casos, o uso de sistemas renováveis deve ser prioridade”, explica
ele. Com os adventos da tecnologia ao longo das décadas – tais como
ar-condicionado, lâmpadas, elevadores, entre outras – mudaram o mundo e isso
não é novidade para ninguém. Mas, nos dias atuais, é possível pensar em uma
cidade confortável mexendo na qualidade de vida de sua população? De acordo
com o arquiteto, esse modo de viver vai além das variáveis do consumo dos
adventos tecnológicos. Ele deu exemplo da High Line, em Nova Iorque, um
projeto ousado que transformou uma linha ferroviária desativada de 10 km em
uma praça suspensa. “Ao invés da demolição, produzindo mais lixo, a
prefeitura trabalhou com recursos de recuperação do verde”, destacou. No
Brasil pode-se muito bem importar essas ideias. Aqui tem recursos naturais
abundantes e um parque tecnológico em desenvolvimento que colaboram
positivamente para trabalhar a questão da sustentabilidade do setor
imobiliário. Na ocasião, Jean Rodrigues Benevides, gerente Nacional de Meio
Ambiente da Caixa Econômica Federal, reforçou que é possível utilizar a
sustentabilidade em projetos habitacionais de interesse social. Ele
apresentou quatro empreendimentos que receberam Selo Azul, da Caixa, que os
classificam socioambientalmente – projetos classificados nas cidades de
Joinville (SC), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Betim (MG). Este Selo
Azul reconhece os empreendimentos residenciais que otimizam o uso dos
recursos naturais como água e energia elétrica e que reduzem o custo de
manutenção para seus moradores. Para tal, é preciso investir em seis
categorias que são Qualidade Urbana, Projeto Conforto, Eficiência Energética,
Gestão de Água e Projetos Sociais. Tudo isso pelo conforto da população em
seu habitat natural: a cidade. Por Paula Belém – Seconci-SE/Enic. Clique
aqui para acessar o relatório da Comissão de Meio Ambiente, por ocasião
do 84º Enic.
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quarta-feira, 11 de julho de 2012
RELATÓRIO DA COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE DA CBIC JÁ ESTÁ DISPONÍVEL NO SITE DA ENTIDADE
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