segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Investimento do governo recua 2,7% em relação a 201


Jornal Valor Econômico/BR 23/12/2011
 
Investimento do governo recua 2,7% em relação a 201
Contas públicas Trocas nos ministérios afetaram obras, avalia secretário
 A troca de sete ministros no governo prejudicou os investimentos federais, que no acumulado deste ano até novembro mostraram recuo de 2,7% em relação a igual período de 2010. A avaliação é do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, ao prever melhoria no investimento público em 2012 e cumprimento da meta fiscal com ligeira margem, em 2011.
 Teremos um bom momento para o investimento ano que vem, afirmou ontem o secretário, explicando que a troca de equipes nos ministérios afetou a programação de obras. Também houve demora no andamento da segunda parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC -2).
 Ao divulgar os dados sobre o resultado fiscal de novembro do governo central (União, Previdência e Banco Central), Augustin apontou que os investimentos globais do governo federal somaram R$ 38,8 bilhões no ano ante R$ 39,8 bilhões de janeiro a novembro do ano passado. Nesse valor, entretanto, os pagamentos do PAC cresceram 17,2%, para R$ 22,8 bilhões ante 19,5 bilhões em 2010.
 O destaque no PAC foi o programa Minha Casa, Minha Vida, cujos desembolsos totalizaram R$ 5,8 bilhões de janeiro a novembro deste ano. O valor é 286% superior aos pagamentos registrados no mesmo intervalo de 2010 (R$ 1,5 bilhão).
 A economia do governo central para o pagamento de juros ficou em R$ 4,6 bilhões em novembro. Segundo o secretário, o resultado é o segundo melhor para o mês, abaixo apenas de novembro de 2009 (R$ 10,662 bilhões).
 De janeiro a novembro, o superávit ficou em R$ 91,124 bilhões. O esforço acumulado ficou 41% acima do resultado de igual período de 2010, quando a economia para pagamento de juros foi de R$ 64,525 bilhões.
 A receita total do governo acumulada no ano até novembro atingiu R$ 890 bilhões, incremento de cerca de R$ 80 bilhões em relação a igual período de 2010. As despesas totais ficaram em R$ 645,8 bilhões.
 Em relação à meta apenas do governo central para 2011, fixada em R$ 91,7 bilhões, houve o cumprimento de 99,2%. A meta fiscal cheia para o setor público consolidado, que inclui Estados e municípios, é de R$ 127,8 bilhões. Os dados consolidados relativos a novembro serão divulgados somente na semana que vem pelo Banco Central.
 Augustin assegurou que o governo vai cumprir a meta global de superávit. Vamos cumprir a meta, e a minha estimativa é que vamos ultrapassar um pouco. Mas há uma dúvida sobre a capacidade de os governos regionais cumprirem suas metas fiscais. Eles estão próximos da meta, mas deve faltar um pouquinho. A gente vai cobrir.
 Será o segundo ano consecutivo em que governadores, prefeitos e estatais não conseguirão cumprir a meta fiscal. Por causa disso, em 2010 o Tesouro Nacional lançou mão de investimentos feitos no PAC para cobrir um pedaço que faltou para a meta de superávit primário, conforme faculta a legislação brasileira.
 Também ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que 2011 deve fechar com investimentos totais (públicos e privados) ao redor de 20% do PIB. E estimou incrementos para 2012.

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