sexta-feira, 30 de março de 2012

Investimentos do governo federal sobem 2,5% no primeiro bimestre

Valor Econômico/BR 30/03/2012
 
Investimentos do governo federal sobem 2,5% no primeiro bimestre
 Os sinais de que a atividade econômica não está reagindo neste primeiro trimestre no ritmo desejado pelo governo federal acelerou os preparativos de um amplo conjunto de medidas de estímulo no Ministério da Fazenda - que estão sendo finalizadas para serem anunciadas pela presidente Dilma Rousseff na terça-feira.
 A primeira exigência de Dilma para a área econômica, a de aumentar os investimentos públicos, já começou a ser cumprida: segundo dados do Tesouro Nacional divulgados ontem, o governo federal investiu R$ 9,6 bilhões nos primeiros dois meses do ano, resultado 2,5% superior a igual período de 2011. Esse incremento dos investimentos ocorreu mesmo com a economia recorde de R$ 5,4 bilhões no mês passado - o maior resultado primário registrado pelo Tesouro em meses de fevereiro.
 No mês passado, o governo central obteve R$ 77,7 bilhões em receitas, e após a transferência de R$ 18,2 bilhões a Estados e municípios, e as despesas totais de R$ 54,2 bilhões com custeio, capital (investimento), pessoal e encargos, e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), conseguiu registrar a forte economia de R$ 5,4 bilhões para engordar o resultado primário. No ano, as despesas com custeio e capital cresceram mais (9,8%) que os gastos com pessoal e encargos (4,5%), na comparação com igual período de 2011.
 Com um superávit primário de R$ 26,3 bilhões acumulado no primeiro bimestre, o governo já cumpriu 95% da meta de R$ 27,5 bilhões prevista pelo decreto orçamentário para os primeiros quatro meses. No ano, o governo federal se compromete a cumprir meta de R$ 96,9 bilhões do superávit primário. Nos 12 meses acumulados em fevereiro, o governo central (que inclui Tesouro Nacional, Receita Federal e Banco Central) produziu um superávit primário de R$ 103,1 bilhões, ou 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB).
 O objetivo de cumprir a meta do superávit primário não está ameaçado, no entanto, pelas medidas de desoneração da folha de pagamentos que 11 setores da indústria de transformação receberão, avaliou ontem o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. A missão de ampliar fortemente os investimentos públicos e cumprir o exigido por Dilma também não, disse.
 Não há contradição entre o cumprimento de um superávit primário forte e a ampliação dos investimentos públicos, afirmou Augustin, para quem as medidas de desoneração tributária reduzem apenas marginalmente a arrecadação, uma vez que, de acordo com o secretário, elevam o recolhimento de outros impostos e contribuições. Quando reduzimos o IPI, por exemplo, a arrecadação dele diminui, claro, mas verificamos que aumenta a de Cofins, por outro lado, e isso compensa as receitas gerais, afirmou.
 O resultado recorde, de R$ 5,4 bilhões, do superávit primário atingido em fevereiro só não foi maior porque o déficit de R$ 5,1 bilhões registrado pela Previdência Social foi atípico: devido à transição do sistema de recolhimento de imposto das empresas incluídas no regime especial SuperSimples, a arrecadação de fevereiro passou para o mês seguinte, deteriorando o resultado do mês passado.
 Para reforçar as receitas, o governo federal contou com um salto de 219,8% nos dividendos repassados pelas estatais ao Tesouro Nacional nos primeiros dois meses deste ano, na comparação com igual período do ano passado. Ao todo, os dividendos renderam R$ 4,9 bilhões ao Tesouro entre janeiro e fevereiro (o resultado foi basicamente formado pelo dado de fevereiro), ante R$ 1,5 bilhão no mesmo período de 2011. Ao todo, a receita bruta de posse do governo acumulou R$ 142,7 bilhões no ano - 15,6% mais que em igual período do ano passado.
 Até janeiro, o pagamento efetivo das despesas com investimentos federais e o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, de R$ 7,7 bilhões, registravam recuo de 1,8% ante janeiro do ano passado - movimento que se inverteu em fevereiro. Segundo Augustin, a tendência de aceleração dos investimentos ficará ainda mais evidente nos dados de março.
 Trata-se de um processo normal na administração pública, afirmou o secretário. Houve mudanças de pessoal com o novo governo, em 2011, e o início do PAC 2, e agora ingressamos num período mais acelerado, em que as obras iniciadas começam a ser pagas.

Governo quer impedir repetição de conflitos

Valor Econômico/BR 30/03/2012
 
Governo quer impedir repetição de conflitos
O governo federal acompanha com atenção o movimento grevista e tem se articulado para impedir que se repitam os conflitos e atos de vandalismo verificados há um ano nas usinas hidrelétricas do rio Madeira. Apesar do pedido das autoridades estaduais, o Ministério da Justiça não enviou reforço no contingente da Força Nacional de Segurança, mas deslocou parte do efetivo que já atua em Rondônia para arredores de Santo Antônio e Jirau.
 O Comando do Exército ainda não recebeu nenhum pedido oficial para ajudar na contenção das greves. Fontes do Ministério da Defesa explicaram, que caso acionadas, tropas podem atuar em bem menos de 24 horas. A presença da 17ª Brigada de Infantaria da Selva, em Porto Velho, facilita eventual deslocamento.
 A avaliação do Palácio do Planalto é que, até o momento, não cabe intervenção da Força Nacional, pois o impasse ainda está restrito às questões trabalhistas. A Secretaria-Geral da Presidência está em contato direto e diário com representantes dos dois lados e a ordem - principalmente, para as empresas - é para negociar.
 Sai hoje o decreto presidencial que coloca em prática um pacto assinado pelo governo, empresas e sindicalistas para melhorar as condições de trabalho na construção civil. O compromisso foi lançado no início deste mês, mas dependia da instalação de uma mesa tripartite para iniciar sua execução. A primeira reunião da mesa ocorrerá na próxima terça-feira, em Brasília.

Dilma prevê medidas pontuais para reduzir tributos

Valor Econômico/BR 30/03/2012
 
Dilma prevê medidas pontuais para reduzir tributos
O Brasil precisa de uma reforma tributária para simplificar e reduzir a carga de impostos no país, mas essa discussão não está madura no país, disse a presidente Dilma Rousseff. Na falta da reforma, que enfrenta resistência de municípios e Estados ameaçados de perda de arrecadação, o governo tem de enfrentar o assunto com medidas pontuais disse Dilma, ao confirmar que pretende anunciar na terça-feira medidas tributárias e financeiras para dar maior capacidade de investimento ao setor privado.
 Tenho plena consciência de que o Brasil precisa reduzir sua carga tributária, disse a presidente. Dentro de meu período governamental farei o possível para reduzi-la, prometeu. O que tenho feito é tomado medidas pontuais que permitam que no conjunto se crie uma desoneração maior dos tributos.
 Dilma afirmou, ainda, que considera prioritário aumentar os investimentos no país, dos atuais 19% do Produto Interno Bruto (PIB) para algo entre 24% a 25%, mas que não deixará de aumentar despesas como a contratação de médicos, que considera também essenciais à população.
 Dilma comentou que não aceita também computar como gasto e não investimento as despesas de construção civil vinculadas ao programa de casas populares Minha Casa, Minha Vida, que prevê construção de 2 milhões de residências. Em junho, informou, avaliará se é possivel acrescentar a construção de 400 mil casas ao programa.
 Os técnicos rejeitam contabilizar como investimento gastos com construção de moradias por não constituir infraestrutura que aumente a capacidade de produção do país. De viagem à Índia, onde começa hoje uma visita de Estado após participar da reunião do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), Dilma insistiu na necessidade de ampliar investimentos e de garantir políticas favoráveis ao consumo e à poupança, nos países ricos e em desenvolvimento.
 A presidente defendeu medidas de inclusão social capazes de garantir sustentação dos mercados internos dos países, como fizeram países emergentes que sustentaram o crescimento global após crise financeira. Isso, sem perder de vista que mercados externos são fundamentais, mas tem de equilibrar também com importação, porque ninguém está defendendo aqui uma economia autárquica, acrescentou, ao falar a jornalistas após a plenária dos Brics.
 Medidas exclusivas de política monetária não são suficientes para superação dos atuais problemas da economia mundial, disse Dilma, na reunião do grupo. Recessão, o desemprego e a precarização do trabalho apenas ganham tempo e podem até gerar bolhas especulativas caso não sejam acompanhadas da recuperação do investimento, do consumo e um aumento do crescimento internacional.
 Dilma, aos repórteres, disse estar cobrando da Alemanha medidas de estímulo econômico além do socorro financeiro prestado pelo Banco Central Europeu (BCE) e outros instrumentos financeiros criados recentemente aos países em crise na Europa. Reforma estruturais são importantes, mas só darão resultado na magnitude e no tempo se combinadas com a volta do crescimento, defendeu, no discurso.
 Embora defenda as reformas também no Brasil, a presidente argumenta que certas mudanças no sistema tributário só serão possíveis quando essas questões se tornarem maduras, com maior consciência por parte dos envolvidos na discussão do tema. Quando não há consciência muito grande, não adianta ficar dando murro em ponta de faca, é melhor fazer aquelas medidas que estão maduras, contra o que todo mundo acredita que está errado, argumentou.
 Temos de fazer um esforço grande para aumentar nossa parte de investimento e equilibrá-la com o consumo, comentou para jornalistas depois da reunião dos Brics. Ela defendeu que a China estimule o consumo e que países em melhor situação, como a Alemanha, não se limitem a estimular as economias com emissões de moeda, mas garantam continuidade de investimentos. Para que as pessoas consumam, sempre vai ser necessário aumentar a segurança econômica e social. (SL) 

Programa Minha Casa vai ser ampliado

O Estado de S. Paulo/BR 30/03/2012
 
Programa Minha Casa vai ser ampliado
Presidente Dilma disse na Índia que adotará mais medidas de incentivo à construção
 A presidente Dilma Rousseff anunciou ontem que pretende adotar novas medidas nas áreas tributária e fiscal para criar maior capacidade para o investimento do setor privado.
 Elas serão anunciadas logo que retornar ao País, segundo informou.
 Entre as medidas, está o aumento de 2 milhões para 2,4 milhões do número de habitações a serem construídas pelo programa Minha Casa, Minha Vida.
 O objetivo das medidas é elevar a taxa de investimento dos atuais 19% do Produto Interno Bruto(PIB)para24%ou25%.Dilma afirmou que o governo "tem de fazer um esforço"nesse sentido.
 "Os olhos do mundo estão sobre nós.Não apenas por nossa importância econômica, mas porque somos,sem dúvida,a melhor esperança de uma ordem mais justa, mais sustentável e mais multilateral." Além da ampliação do Minha Casa Minha Vida, a presidente citou outras frentes de investimento que considera importantes, como os projetos em mobilidade urbana, hidrovias e a Ferro norte.
 Crédito. O esforço não é só na esfera federal. Dilma ressaltou que liberou quase R$ 40 bilhões para os Estados investirem em infraestrutura.O valor refere-se a autorizações para que os governos contratem novas operações de crédito com organismos internacionais e com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
 Mas ela salientou que a iniciativa privada também tem de ampliar os investimentos. "Sem sombra de dúvida, o esforço que nós fazemos tem de ser complementado pelo investimento privado.
 Sem isso você não cria uma taxa de investimento de 24% como desejamos", disse.
 Dilma avisou ainda que o governo vai ter de elevar os gastos em saúde e educação. Um tema que a tem preocupado é o déficit de médicos no Brasil."Temos de ampliar o número de médicos.
 Temos1,8médicosparacadamil habitantes, Esta é uma das mais baixas taxas no mundo." Segundo a presidente, é preciso manter as despesas nos serviços
 Ênfase
 DILMA ROUSSEFF PRESIDENTE DA REPÚBLICA "Os olhos do mundo estão sobre nós. Não apenas por nossa importância econômica, mas porque somos, sem dúvida, a melhor esperança de uma ordem mais justa, mais sustentável e mais multilateral." "Nem sempre é possível cortar gastos do governo."
 serviços básicos, mas trabalhar para aumentar a taxa de investimento: "Nem sempre é possível cortar gastos do governo." Ela reconheceu, ao mesmo tempo, que é necessário reduzir o peso da tributação sobre pessoas e empresas. "Tenho consciência de que o Brasil precisa reduzir a carga tributária. Farei o que for possível para reduzi-la." Discurso. Ao discursar na 4.ª reunião dos Brics, Dilma criticou as barreiras impostas pelos países ricos. "A consequente depreciação do dólar e do euro traz enormes vantagens comerciais para os países desenvolvidos e coloca barreiras injustas à competitividade dos demais países, em especial o Brasil." 

FGTS: mudar indexador afetaria crédito

Diário do Nordeste/CE 30/03/2012
 
FGTS: mudar indexador afetaria crédito
Na opinião de Jorge Hereda, juro do empréstimo da casa própria chegaria a 14,3% ao ano 
O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Jorge Hereda, disse ontem que uma eventual mudança do indexador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) poderia encarecer o financiamento habitacional, prejudicando principalmente as pessoas de renda menor no País.
 Em exposição feita na subcomissão temporária do FGTS no Senado, Hereda disse que uma mudança do fator de correção atual, de TR mais 3%, para o IPCA elevaria o juro do empréstimo da casa própria de 9,8% para 14,3% ao ano.
 Parcela subiria
 Nessa hipótese, a parcela de um financiamento habitacional para a população de baixa renda subiria, por exemplo, de R$ 475 para R$ 634.
 "Quantas famílias ficariam de fora com a mudança do indexador?", questionou o presidente da Caixa. Hereda explicou que a mudança do indexador beneficiaria principalmente quem tem elevado saldo na conta do FGTS.
 O presidente da Caixa também vê com ressalva uma eventual diversificação no uso da destinação do FGTS, outra hipótese em estudo na subcomissão. Para ele, é preciso se pensar no equilíbrio atuarial.
 No ano passado, foram arrecadados R$ 72 bilhões e sacados R$ 57 bilhões. Hereda disse que, em 2011, os saques ficaram em torno de 80% da arrecadação.
 Segundo Hereda, não haveria muita margem para mudar a carteira de investimentos do fundo. "Ele (o fundo) não é tão grande que possa dar conta de tudo que fazemos hoje e mais alguma coisa", afirmou. "Não há espaço para se colocar mais demanda no fundo. É importante que, quando se decida (mudar), se decida pensando nisso", argumentou.
 Divisão dos lucros
 O presidente da Caixa disse que a divisão dos lucros do fundo com os trabalhadores "sem dúvida" seria a melhor opção de mudança nos critérios do uso do FGTS. Mas ele ressalvou que a medida também não ajudaria para promover a distribuição de forma socialmente justa dos recursos do fundo.

Caixa repudia alterações no FGTS

Diário do Comércio - MG/MG 30/03/2012
 
Caixa repudia alterações no FGTS
Comissão do Senado discute propostas de mudança no indexador e no destino dos recursos do fundo.
 Jorge Hereda: FGTS deve focar em habitação e infraestrutura
 
 O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Jorge Hereda, criticou as propostas de alteração das características do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em audiência realizada ontem pela subcomissão temporária criada no Senado. Segundo ele, as propostas em discussão podem prejudicar os mais pobres que se beneficiam da destinação dos recursos do FGTS em forma de investimentos em habitação para a baixa renda.
 Entre as propostas de mudança no fundo debatidas estão alterar destinos dos investimentos do fundo para novos setores; alterar o índice de referência da Taxa Referencial (TR) pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA); e distribuir parte do lucro anual do FGTS. Esta última seria a opção que tem mais lógica de mudança, que prejudica menos as finalidades do fundo, avalia Hereda.
 Contudo, Hereda apresentou números para questionar quem seriam os mais beneficiados pela distribuição de lucros do fundo. Segundo ele, 66% das contas do FGTS têm saldo menor do que um salário mínimo. Nesses casos, a distribuição integral dos lucros do fundo em 2011 resultaria em apenas cerca de R$ 3 por optante.
 Os mais beneficiados, segundo ele, seriam os correntistas de 0,4% das contas do FGTS, que detêm 19% do patrimônio total. Esses teriam retorno acima de R$ 2 mil. "Repartir metade do lucro é o que prejudica menos a função do fundo, mas essa mudança contribui pouco para os mais pobres", disse Hereda.
 Segundo o presidente da Caixa, o lucro do FGTS tem tido uma tendência de queda e, apesar de a destinação atual desses recursos atender as finalidades do Fundo (investir em habitação e infraestrutura), não haveria espaço para novas destinações.
 Alterar o indexador de TR para IPCA, a ser somado à variação anual de 3% das contas, prejudicaria os beneficiados pelos investimentos do FGTS, que são aqueles que adquirem habitações de renda mais baixa, avaliou ele. Em suas contas, nos últimos anos, com a alteração da TR pelo IPCA, a variação do FGTS saltaria de 9,8% ao ano para 14,3%, o que prejudicaria a aquisição de imóveis pela baixa renda com esses recursos.
 Nessa hipótese, a parcela de um financiamento habitacional para a população de baixa renda subiria, por exemplo, de R$ 475 para R$ 634. "Quantas famílias ficariam de fora com a mudança do indexador?", questionou o presidente da Caixa. Hereda explicou que a mudança do indexador beneficiaria principalmente quem tem elevado saldo na conta do FGTS.
 Equilíbrio  - O presidente da Caixa também vê com ressalva uma eventual diversificação no uso da destinação do FGTS, outra hipótese em estudo na subcomissão. Para ele, é preciso se pensar no equilíbrio atuarial. No ano passado, foram arrecadados R$ 72 bilhões e sacados R$ 57 bilhões. Hereda disse que, em 2011, os saques ficaram em torno de 80% da arrecadação.
 Segundo Hereda, não haveria muita margem para mudar a carteira de investimentos do fundo. "Ele (o fundo) não é tão grande que possa dar conta de tudo que fazemos hoje e mais alguma coisa", afirmou. "Não há espaço para se colocar mais demanda no fundo.   importante que, quando se decida (mudar), se decida pensando nisso", argumentou.
 Hereda se mostrou preocupado com propostas de utilização do dinheiro do fundo para outros fins que não sejam o financiamento da casa própria e para uma espécie de seguro para o trabalhador nos casos de perda do emprego e de doença. "Todas as reivindicações apresentadas tem uma lógica e, se formos olhar individualmente, são justas. Mas uma decisão, seja qual for, tem que verificar como isso vai ser equilibrado a fim de que possamos garantir as duas funções para as quais o fundo foi criado", disse o presidente da CEF.
 A senadora Marta Suplicy (PT-SP), no entanto, acredita que a queda na taxa de juros básica da economia (Selic) possibilitará mudanças na gestão do FGTS. Na opinião dela, quando a taxa cair, a aquisição da casa própria não precisará mais ser subsidiada, porque haverá disponibilidade de financiamentos, para esse fim, com juros menores. A partir daí, segundo a senadora, será possível pensar em novos destinos para o dinheiro do trabalhador. "A ideia sempre é a defesa do patrimônio do trabalhador e a casa própria. Mas temos que pensar também na possibilidade do novo para poder ajudar da melhor forma possível o trabalhador", declarou. 

Receita do governo aumenta 10,6%

Correio Braziliense/BR 30/03/2012
 
Receita do governo aumenta 10,6%
No primeiro bimestre de 2012, o Executivo obteve superavit de  R$ 627,2 milhões - 1,7% menor do que igual período de 2011. Apenas em fevereiro, entraram R$ 965,7 milhões no caixa 
 As contas públicas estão em dia, a arrecadação tributária segue aumentando, mas os investimentos não avançam na capital do país. O relatório de execução orçamentária referente aos dois primeiros meses de 2012, divulgado ontem pela Secretaria de Fazenda, mostra o governo local com uma situação financeira confortável, apesar do arrocho provocado pelos elevados gastos com pessoal. Mesmo assim, os dados distribuídos em 19 páginas do Diário Oficial do Distrito Federal indicam uma estagnação na aplicação de verba em obras públicas.
 O superavit real - receitas menos despesas mais saldos de exercícios anteriores -recuou 1,7% em relação a 2011, mas atingiu um montante de R$ 627,2 milhões no início do ano. A receita corrente líquida, ou seja, todo o dinheiro que entrou nos cofres do Governo do DF, aumentou 10,6% em fevereiro, ante o mesmo mês de 2011, e chegou a R$ 965,7 milhões. Somente com tributos, foram arrecadados R$ 666,2 milhões, alta de 5% na mesma comparação, com destaque para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cuja participação alcançou 60% do total.
 Entre as despesas, o maior impacto ficou por conta dos pagamentos da folha de funcionários e de encargos sociais, que representaram 74,69% dos gastos, contra 64,90% no ano passado. Os investimentos, após um ano de governo, não passaram de 0,37% das despesas, somente 0,01 ponto percentual a mais do que no primeiro bimestre de 2011. "Os números comprovam um cenário preocupante. Não há outra saída: a cidade precisa começar a trabalhar", comentou o presidente do Sindicato da Construção Civil do DF (Sinduscon-DF), Júlio Cesar Peres.
 No fim do ano passado, às vésperas do Natal, o governo prometeu lançar projetos no valor de R$ 450 milhões. Peres diz que o setor aguarda as obras para a partir do mês que vem. Para compensar o freio na demanda de obras públicas, empresários têm demitido. Nos últimos seis meses, somente a construtora do presidente do Sinduscon-DF dispensou 270 operários. "Estamos preocupados, mas continuamos acreditando nos investimentos", ponderou.
 O secretário de Fazenda, Marcelo Piancastelli, avalia que o tamanho do investimento "não é o desejável" e considera muito difícil o GDF cumprir a previsão de R$ 2,2 bilhões aplicados nessa área em 2012. Ele atribui o descompasso à burocracia no processo licitatório das obras e destaca que, em geral, as finanças do governo estão em ordem. "O único ponto de tensão são os gastos com pessoal, que subiram mais do que o devido", alertou o secretário, antes de frisar que a equipe econômica orientou o governador Agnelo Queiroz (PT) a não conceder reajustes salariais. Ele prometeu, ainda, rigor na cobrança do Imposto sobre Serviços (ISS) em segmentos como o de planos de saúde e o hoteleiro.
 Para o professor da Universidade de Brasília (UnB) José Matias Pereira, especialista em finanças públicas, não cabe mais o discurso de "herança maldita ou período de arrumação da casa". "A discrepância entre gastos com pessoal e investimentos é intolerável. As melhorias dos serviços públicos precisam acompanhar a voracidade na arrecadação", comentou.
 Balanço
 R$ 2,2
 BILHÕES
 Total da dívida pública do DF
 R$ 965,7
 MILHÕES
 Receita corrente líquida
 0,37%
 Percentual das despesas destinado a investimentos

Palestra marca a abertura da 1° Feira Imobiliária do Rio Grande

Jornal Agora/BR 30/03/2012
 
Palestra marca a abertura da 1° Feira Imobiliária do Rio Grande
Uma palestra que teve por tema “Perspectivas do crédito imobiliário para a região Sul”, proferida pelo gerente de Clientes e Negócios da Superintendência Nacional de Atendimento da Área Sul da Caixa Federal, Ubiraci Rodrigues, marcou a abertura da 1ª Feira Imobiliária do Rio Grande, que acontece dentro da 14ª Festa do Mar. A atividade aconteceu na manhã de ontem, 29, no auditório da Câmara de Comércio.
O presidente do Sinduscon Rio Grande, Airton Viñas, que promove a feira, falou que a Festa do Mar estava carente de um evento de negócios. "Nossa proposta é impulsionar este evento e também a economia do município do Rio Grande”. O prefeito Fábio Branco elogiou a iniciativa de conciliar a Festa do Mar com a Feira Imobiliária e destacou que a questão da habitação. “É um gargalo que está se encaminhando para uma solução”. Citou como exemplo a aprovação de mais de 25 mil lotes em Rio Grande aprovados pela administração municipal, “número maior que as moradias existentes em mais de 70 por cento dos municípios no Estado”.
No início da palestra, foi exibido um comercial da Caixa Econômica Federal. Em seguida, o palestrante Ubiraci Rodrigues destacou que “não tem como falar em crédito imobiliário sem falar na Caixa", disse, enfatizando que em 2005 foram aplicados R$ 8 bilhões em habitação, em 2011 R$ 86 bilhões e a pretensão de aplicar R$ 92 bilhões em 2012. O programa Minha Casa Minha Vida foi lançado em março de 2009 para aumentar o acesso à casa própria, reduzindo o déficit habitacional; aumentar o investimento na construção civil e a geração de emprego. Também foi lançado para que o Brasil atravessasse a crise internacional de 2008 de maneira mais leve, com a geração de empregos.
"A estimativa inicial era de construir 400 mil unidades, mas o presidente Lula determinou que deveriam ser 1 milhão de unidades. Agora a Europa atravessa uma séria crise e, de novo, precisamos da construção civil para que o reflexo da crise europeia seja menor no Brasil. Estamos projetando 2 milhões de unidades para o Minha Casa, Minha Vida e o PAR vai aumentar em 400 mil unidades. De novo a construção civil está sendo chamada e espero que as empresas do Rio Grande também atendam ao chamamento”, salienta Rodrigues.
Conforme o palestrante, o Minha Casa Minha Vida construiu 1.005.000 unidades no Brasil, sendo 70.389 no Rio Grande do Sul, 6.948 na Superintendência Regional Extremo Sul, sediada em Pelotas e com abrangência em 36 municípios e 660 unidades em Rio Grande. ”Muito pouco para o que vai acontecer em Rio Grande”,observou.
Ubiraci Rodrigues lembrou que em março de 2011 a presidenta Dilma Rousseff lançou o Minha Casa, Minha Vida 2 para construir dois milhões de unidades. “Até agora a Caixa fez 445.713 unidades, um número muito pequeno. Por isso, este ano, devemos produzir muitas unidades. Foram R$ 22 bilhões aplicados até agora e, assim, vamos passar os R$ 100 bilhões aplicados em crédito imobiliário”, informou. No Rio Grande do Sul foram 35.913 unidades, na Superintendência Extremo Sul 2.339, enquanto em Rio Grande foram 293 unidades.
“Ao contrário do que alguns pensam, com toda essa comercialização, o "boom" imobiliário ainda não passou no Brasil. Só que as vendas agora não são tão rápidas como no começo, quando se lançava um prédio e se vendia no final de semana. Mas segundo os especialistas se consegue vender imóveis até 2020 porque o déficit no Brasil é muito alto”, acrescentou Rodrigues.
Durante a palestra foram mostradas notícias de jornais e da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) onde diz que o financiamento imobiliário cresceu 22% somente em janeiro e que a classe C pretende comprar imóvel nos próximos dois anos. Rodrigues comentou que “a construção civil no Brasil representa 4,5% do PIB. Em qualquer país desenvolvido ela representa quase 30% do PIB. Digo isso só para ter uma ideia do quanto a construção ainda pode crescer. A classe C é a nova classe média, atendida pelo Minha Casa, Minha Vida e composta em sua maioria por jovens. Para essa classe não compensa pagar aluguel, porque o financiamento hoje está muito fácil e ela tem consciência disso e tem muita gente dessas em Rio Grande. É gente que mora com os pais e entram na real necessidade de moradias”.
Concluiu afirmando que “cada vez mais o Governo Federal vai alimentar a construção civil para diminuir também os efeitos da crise na Europa. E Rio Grande, vive um momento melhor que o resto do Brasil. Do ponto de vista da Caixa vai ser pé no acelerador até 2016 com a construção civil e crédito imobiliário”.

SINDUSCON-SP PROMOVE SEMINÁRIO SOBRE LEI DE COTAS E INCLUSÃO DE TRABALHADORES COM DEFICIÊNCIA NA CONSTRUÇÃO

O Sinduscon-SP promove no dia 3 de abril, das 8h30 às 12h15, no auditório do sindicato, em São Paulo, o seminário “A Lei de Cotas e a Inclusão de Trabalhadores com Deficiência na Construção Civil”. O evento visa informar as empresas da construção civil sobre a Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência (PCD). Na ocasião, será apresentado o estudo do Sinduscon-SP realizado em parceria com o Seconci-SP e Instituto de Estudos e Pesquisas Armênio Crestana (Iepac/SP) do Seconci-SP sobre a viabilidade da inclusão de Pessoas com Deficiência na Construção Civil; apresentar casos de sucesso na contratação de Pessoas com Deficiência na Construção Civil. As informações pelo telefone (11) 3334-5600 ou email http://www.cbic.org.br/simplenews/statistics/click?p=eNoBWFwwp_9zOjgwOlwi8BmIT6ERJS4klnip76bs41TskW0MODQIsCWjhlXbMbpsSLEkaYVKdqKDeF_7MHwJ4821xA1flaGzsZOQta_es21iRPDHTPQGujvC1sGHp4xcIjvvMysM&h=eNortjI2slIyTjNNNLW0MDAwtzRKTjE1SrU0tzBPNTEzNE0xsDCwMFSyBlwwzEQJrw,,

ABERTURA DO 84º ENIC SERÁ NO DIA 27 DE JUNHO NO PALÁCIO DAS ARTES

Estão abertas as inscrições para o 84º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), que será realizado de 27 a 29 de junho, no Expominas, em Belo Horizonte (MG). A abertura será no dia 27, no Palácio das Artes, a partir das 20h. A festa de encerramento será no dia 29, no Domus XX, e contará com a presença do cantor Diogo Nogueira e participação de músicos mineiros. Clique aqui para obter mais informações sobre o evento e conferir a tabela com os valores das inscrições.

PRÊMIO CBIC DE RESPONSABILIDADE SOCIAL:INSCRIÇÕES ABERTAS – PARTICIPE!

 O Prêmio CBIC de Responsabilidade Social 2012, promovido pelo Fórum de Ação Social e Cidadania da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Fasc/CBIC), está com as inscrições abertas. O prêmio, instituído em 2005, reconhece as empresas e entidades atuantes no setor da construção que possuem ações de responsabilidade social em diversas áreas como saúde, educação, meio ambiente, lazer e cidadania. “A construção civil, pela sua importância econômica e social, tem grande responsabilidade no processo de desenvolvimento sustentável do Brasil. Felizmente, o setor tem assumido e desempenhado muito bem esse papel”, afirma Maria Helena Mauad, presidente do Fasc. Podem concorrer entidades de classe ligadas ao setor da Indústria da Construção e do Mercado Imobiliário e empresas filiadas a essas entidades de classe, sediadas no Brasil, de qualquer porte, ou que estejam desenvolvendo ações, projetos ou programas de responsabilidade social. Os projetos que tenham pelo menos um ano de operacionalização deverão ser inscritos no período de 5 de março a 18 de maio de 2012, mediante o preenchimento dos dados solicitados. Clique aqui para acessar o regulamento do prêmio, bem como efetuar sua inscrição.

FISCALIZAÇÃO NOS CANTEIROS DE OBRAS INTEGRA PAUTA DA REUNIÃO DA CPRT/CBIC DE ABRIL

A secretária de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Vera Lúcia Ribeiro de Albuquerque, participa no dia 10 de abril, na sede da CBIC, em Brasília, da reunião da Comissão de Política e Relações Trabalhistas (CPRT) da entidade. Na ocasião, Vera Lúcia abordará o tema “Fiscalização nos canteiros de obras”. Durante a reunião também serão abordados temas como: “Terceirização - Posição do PL 4330/04” e “Agenda Legislativa”. Confirmações de presenças devem ser feitas até o dia 5 de abril, por meio do telefone (61) 3327-1013, com Tatiana Rodrigues ou Aline Caetano, ou via e-mail http://www.cbic.org.br/simplenews/statistics/click?p=eNoBVlwwqf9zOjc4Olwi8BmIT6ERJS4klnip76bs41TskW0MODQIsCWjhlXbMbpsSLEkaYVKdqKDeF_7MHwJ4821xA1flaGzsYKUt4rduWJpceDGSvlbpWfGl87bXCI7m98qYg,,&h=eNortjI2slKyNDEwTEtLNUhKSUk0NDM1M7E0sUxOTDRKTjYwNTVOTVGyBlww3dUK5Q,,.

ALTERNATIVAS DE CRÉDITO PARA CONSTRUÇÃO DE IMÓVEIS GANHAM FORÇA NO MERCADO

Matéria publicada nesta quinta-feira, dia 29, no jornal Valor Econômico, destaca que com o cenário de estabilidade macroeconômica e de redução das taxas de juro, os instrumentos alternativos de crédito para imóveis (mercado de capitais) começam a ganhar força e podem alcançar, numa perspectiva conservadora, pelo menos 20% do estoque de investimentos em renda fixa existentes hoje no país (R$ 1,7 trilhão) nos próximos cinco a dez anos. Caso a previsão se concretize, só a migração das aplicações de renda fixa para fundos imobiliários somaria R$ 350 bilhões, quase seis vezes o volume de dinheiro disponível atualmente nas três modalidades desses fundos. Hoje, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) e a pequena parcela dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FDICs) voltada para imóveis totalizam aproximadamente R$ 60 bilhões. O total também representa mais do que todo o saldo da caderneta de poupança. A matéria ressalta que os instrumentos alternativos, além de baratear o custo do financiamento imobiliário em um país com déficit de 5 milhões de habitações, servem para suprir a lacuna causada pelo esgotamento do atual modelo, baseado na caderneta de poupança e nos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O tema foi amplamente abordado durante o seminário Fundo Imobiliário - Soluções de Financiamento para Projetos Imobiliários, realizado pelo Valor no último dia 28, em São Paulo. Na ocasião, os participantes foram unânimes em dizer que o mercado brasileiro não padece dos mesmos males de outros países, devido à regulamentação, e também pelo fato de o setor ter uma participação pequena. No Brasil, o crédito imobiliário equivale a 5% do Produto Interno Bruto (PIB). No Reino Unido, a proporção chega a 87,6%. Também supera os 80% nos EUA, é de 48% na Alemanha e de 11% na China. Além disso, o crescimento da classe média - cerca de 30% nos últimos cinco anos - também funciona como um atrativo para o setor. Presente ao evento, a superintendente de desenvolvimento de mercado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Flavia Mouta, afirmou que um passo importante para incrementar a evolução dos produtos de securitização imobiliária tem sido a regulamentação que o órgão vem fazendo do setor. Segundo ela, a CVM procura introduzir aperfeiçoamentos à legislação, de forma a tornar as operações seguras para as duas pontas- investidor e tomador de recursos. Para o presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, a regulamentação da CVM tem ajudado a baixar os indicadores de inadimplência do setor. Em 2003, a taxa era de 11,2%. Em 2011, foi de 2%. Clique aqui para acessar a íntegra da matéria publicada no jornal Valor Econômico.

DEMANDA POR CRÉDITO IMOBILIÁRIO TENDE A SER CADA VEZ MAIOR

O crédito imobiliário, depois de anos estagnado na casa dos 3%, chegou a 5% do PIB em 2011. Esse percentual, no entanto, ainda está abaixo do verificado em outros países desenvolvidos e em desenvolvimento. Na Índia e na China, essa relação está abaixo de 12%, enquanto no Chile está em 18,5%. Para manter a trajetória em alta, no entanto, será preciso complementar as fontes de financiamento para aquisição de imóveis, pois a demanda deve superar a oferta de recursos da caderneta de poupança, um dos principais financiadores do setor. Entre 2004 e 2011, o valor financiado pelo FGTS e poupança teve alta de 1640%, saltando de R$ 6,9 bilhões para R$ 114 bilhões. Já o estoque da poupança registrou elevação de 261% no mesmo período, de R$ 127 bilhões em 2004 para R$ 331 bilhões sete anos depois. O governo já está preocupado com a possibilidade dos recursos da poupança serem insuficientes para financiar projetos no segmento. Para Paulo Simão, será preciso buscar outras formas de aumentar os recursos disponíveis para a aquisição de moradias. “A poupança e o FGTS são mecanismos essenciais, e não irão acabar, mas também teremos de ter fontes complementares, como a poupança privada”, destaca Simão. Na sua avaliação, o setor de construção deve apresentar crescimento de 5% neste ano, acima dos 3,6% de 2011. “O crédito imobiliário deve crescer, mas em ritmo mais brando que em 2011”, disse. Em 2011, o crédito voltado ao setor teve alta de 44%, bem acima da elevação de 19% do crédito em geral. Para Simão, as perspectivas para o segmento ainda são muito positivas. “Não vejo bolha. Há crescimento da economia, da renda e o crédito em relação ao PIB é baixo em comparação com outros países”, afirma, frisando que o financiamento imobiliário atinge na média 65% a 70% do valor da residência, diferente do ocorrido nos Estados Unidos, onde se financiava até 120% desse montante. Fonte: Valor Econômico.

FIEG
Notícias
Fieg divulga números da expansão
industrial goiana nos últimos anos
O valor adicionado da indústria goiana evoluiu de R$
3,134 bilhões, em 1996, para R$ 20,410 bilhões, em 2009,
apresentando crescimento nominal de 551%, de acordo
com os últimos dados publicados pelo do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Secretaria de
Estado de Gestão e Planejamento (Segplan). Em igual
período, o Brasil teve crescimento bem mais modesto, em
torno de 288%.
O Estado de Goiás vem se destacando no cenário
econômico nacional devido à sua localização estratégica
para distribuição de produtos no mercado interno, ao seu
grande potencial de produção de matérias-primas de
origem animal, vegetal e mineral, bem como o arrojo das
políticas de atração de investimentos iniciadas com os
Programas Fomentar, nos anos de 1980, e Produzir, no
final da década de 1990.
A evolução do PIB goiano é associada a esse contexto, somado à diversidade crescente dos setores industriais,
considerando a chegada de novos empreendimentos em áreas estratégicas, como a farmoquímica, sucroalcooleira e
automobilística. Ao longo dos anos, os empresários locais e investidores externos, em parceria com o governo estadual,
procuraram ampliar a produção e a participação em outros mercados, por meio de substituição de tecnologias, melhoria
da qualidade do produto e redução de custos, tornando-se competitivos.
A participação de Goiás no PIB brasileiro saltou de 1,62%, em 1996, para 2,72%, em 2009. Outra informação que
contribui para validar a forte expansão do setor industrial local é que, no período de 2002-2009, a taxa média anual de
crescimento do valor adicionado foi de 4,1%, enquanto, em igual período, o País teve uma taxa de 2,4%.
“É evidente a participação positiva dos demais setores no PIB goiano, contudo há de se destacar que o setor
industrial tem maior capacidade de agregação de valores ao produto transformado, trazendo mais riquezas, bem como
apresenta forte destaque em relação a geração de emprego”, analisa o economista da Fieg, Cláudio Henrique de Oliveira.
O economista aponta que os incentivos fiscais, combatido por muitos, por ensejar renúncia a impostos que seriam
normalmente arrecadados, revelaram-se grandes geradores de impostos. A arrecadação do ICMS das indústrias cresceu
328% entre 1996 e 2011, enquanto, no Brasil, a arrecadação do mesmo imposto na indústria evoluiu 262%. Em 2011, foram
arrecadados, em Goiás, R$1,971 bilhões, contra apenas R$ 459,59 milhões em 1996.
A expansão da arrecadação está ligada à expansão industrial no Estado. “Não se trata aqui de validar a carga
tributária estadual, nem a complexidade de sua legislação, mais sim inferir, diante dos resultados de crescimento na
arrecadação, de que a indústria gera riquezas agregadas: arrecadação, emprego e renda. E que vem sendo substancial a
participação da indústria no desenvolvimento, a longo prazo, do estado de Goiás”, conclui o economista.
Perspectivas
haverá crescimento para o setor industrial, inclusive com ampliação na participação do PIB estadual”, afirma o economista
da Fieg, Cláudio Henrique de Oliveira.
Considerando que, em 2009, houve pequena retração – uma das menores do País, justificada pela crise financeira –, e
tendo a segura informação de que, em 2010, os resultados foram bons para a indústria, com forte diversificação da
produção, o crescimento da atividade deverá ficar em torno de 5%, o que, segundo Cláudio Henrique, elevaria o valor
adicionado da indústria no PIB goiano para R$ 21,430 bilhões, aproximadamente.
– “Para os próximos resultados do PIB, considerando que o último dado se reporta a 2009, tem-se que
Empresas inativas têm até amanhã para
apresentar declaração
Empresas de pequeno porte que permaneceram inativas
durante o ano passado precisam entregar Declaração Simplificada
da Pessoa Jurídica (DSPJ) Inativa 2012. Caso não façam o envio até
amanhã (30), prazo final, serão multadas pela
Receita Federal em R$ 200. A multa é
automática.
Para se enquadrar como pessoa jurídica
inativa, a empresa não pode ter efetuado
qualquer atividade operacional, nãooperacional,
patrimonial e financeira.
EXPEDIENTE
Elaboração:
CEP 74645-070 - Fone: (62) 3219-1467 - Fax: (62) 3223-9913 - Site: www.sistemafieg.org.br - E-mail: ascom@sistemafieg.org.br
.Assessoria de Comunicação Institucional e Marketing (Ascom) - Av. Araguaia, n.º 1.544 - Ed. Albano Franco - Casa da Indústria - Vila Nova - Goiânia/GO
Informativo do Sistema Federação das Indústrias do Estado de Goiás – Ano 12 – N.º 1.576 – Goiânia, 29/03/2012
FIEG
Notícias
A regra e o prazo também servem para empresas que foram
extintas, cindidas – total ou parcialmente – fusionadas ou
incorporadas durante o ano de 2011 e que não tiveram atividade no
mesmo período.
Por onde enviar: www.receita.fazenda.gov.br
Quem está dispensado: as microempresas e as empresas de
pequeno porte optantes do Simples Nacional que permaneceram
inativas entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2011. (
Popular
Fonte: O)
Curso: Importação passo a passo
O Conselho Temático de Comércio Exterior da Fieg e o Centro
Internacional de Negócios (CIN/Fieg) realizam o curso Importação
Passo a Passo, em 11 de abril, durante todo o dia, na Casa da
Indústria. Serão abordados os conceitos fundamentais sobre o
tema, negociação, procedimentos administrativos, aduaneiros e
fiscais, além de aspectos tributários e regimes aduaneiros especiais.
O especialista Daniel Polydoro Rosa ministrará o curso. Ele é
advogado e consultor jurídico nas áreas de direito tributário e
aduaneiro, graduado em administração mercadológica, com pósgraduação
em comércio exterior. Inscrições e informações pelo
telefone (62) 3219-1488 ou pelo site www.cinfieg.org.br.
Seminário sobre economia verde
integra empresários italianos e
brasileiros
A Embaixada da Itália, em Brasília, organiza para o dia 4 de
abril o seminário Economia Verde, dedicado às energias renováveis,
ao tratamento das águas residuais e arquitetura ecosustentável -
construção social. Estarão presentes o Ministro do Meio Ambiente e
da Tutela do Território e do Mar, Corrado Clini, e representantes do
universo político-institucional, acadêmico e empresarial brasileiro.
O encontro se insere no contexto dos projetos Embaixada
Verde, promovido pelo Ministério Italiano, e entra no calendário dos
grandes eventos no âmbito do Momento Itália-Brasil 2011-2012.
A jornada do dia 4 de abril prevê, além do seminário, três
mesas temáticas operativas, durante as quais as empresas italianas
participantes poderão avaliar oportunidades de colaboração com
empresas e instituições brasileiras do setor ambiental, que no Brasil
tem tido particular relevância em vista das agendas internacionais,
dentre as quais Rio+20, Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de
2016. As empresas interessadas a participar do evento podem
entrar em contato com a Embaixada pelo e-mail
ambmapmib2.brasilia@esteri.it ou telefone (61) 3442-9936/9900.
Humberto de Oliveira no FNDCT
Sob indicação do ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e
Inovação, em publicação oficial (DOU 1º/03/2012), o
superintendente do IEL Goiás, Humberto
Rodrigues de Oliveira, é representante do Setor
Empresarial no Conselho Diretor do Fundo
Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (FNDCT).
O fundo, instituído pelo Decreto-Lei no
719, de 31 de julho de 1969, e restabelecido
pela Lei no 8.172, de 18 de janeiro de 1991, é de
natureza contábil e tem o objetivo de financiar
a inovação e o desenvolvimento científico e
tecnológico com vistas a promover o
desenvolvimento econômico e social do País.
Sesi e TV Anhanguera
realizam Ação Social no
Jardim América
O Sesi Goiás e a TV Anhanguera realizam
neste sábado (31/03), em Goiânia, das 8 às 13
horas, mais uma edição – a terceira este ano –
do programa Ação Social Regional,
paralelamente ao quadro jornalístico da
emissora, “Bairro que eu tenho, Bairro que eu
quero”.
O evento será realizado no Cepal do
Jardim América e aguarda mais de 2,5 mil
pessoas no local.
Pela proposta da TV Anhanguera, os
moradores do setor poderão votar no que o
bairro tem de bom e o que pode ser
melhorado. Enquanto a população coloca a
“boca no trombone”, o Sesi oferece aos
visitantes atividades de lazer, jogos como
pingue-pongue, pebolim e futebol de sabão,
brincadeiras com cama elástica, além dos
programas Caminhão da Cultura e Cozinha
Brasil, que disponibilizam apresentação
musical, oficinas de brigadeiro, suco da horta,
biscuit e de colares.
O programa será realizado em diferentes
setores da capital e de Aparecida de Goiânia,
para mostrar o perfil das regiões, seus pontos
positivos e o que deve ser melhorado.
Além do Sesi, o Senai participará da ação
divulgando cursos e realizando inscrições para
o Programa Nacional de Acesso ao Ensino
Técnico e Emprego (Pronatec). Também
integrante do Sistema Fieg, o IEL estará
presente montando banco de currículos,realizando cadastros e encaminhamentos para
estágio e emprego.

Norma regulamenta trabalho em altura

Fonte: Revista Fator

Iniciativa proposta pela Federação Nacional dos Engenheiros vai garantir mais segurança aos trabalhadores. Uma norma específica vai regulamentar o trabalho em altura, uma das principais causas de acidentes do trabalho no Brasil. Publicada no Diário Oficial da União (DOU) de ontem, a norma nº 35 (NR-35) estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para a atividade em altura, como o planejamento, a organiza&ccedi ...Leia Mais

Prefeituras são essenciais para Rio+20, afirma ministra Izabella Teixeira

Fonte: EcoDesenvolvimento.org

A atuação dos prefeitos e gestores municipais é primordial para o Brasil atingir os objetivos desejados com a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que vai reunir dezenas de chefes de Estado entre os dias 20 e 22 de junho, no Rio de Janeiro. Em apresentação durante o Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, na quarta-feira, 28 de março, em Brasíl ...Leia Mais

57% da classe C querem imóvel

Fonte: Diário do Nordeste

O objetivo de 11 milhões de famílias, pertencentes à nova classe média do Brasil, é comprar um imóvel nos próximos dois anos. O número foi divulgado, ontem, pelo Instituto Data Popular. Conforme os dados do estudo "A nova classe média e o mercado de reforma e construção", 57,6% integrantes dessa faixa social pretendem realizar o sonho ser possuidor do próprio lar, em breve. A intençã ...Leia Mais

Quase 6 mil participantes de consórcios de imóveis usam FGTS

Fonte: InfoMoney

SÃO PAULO – Um total de 5.947 participantes dos consórcios de imóveisutilizou R$ 104,4 milhões em recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar ou amortizar parcelas no período que vai de março de 2010 até fevereiro de 2012 . As novas regras para o uso do fundo entraram em vigor em março do ano retrasado. Segundo dados da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Cons&oacut ...Leia Mais

Secovi-SP divulga dados do mercado imobiliário

Fonte: Secovi-SP

Imóveis de 2 e 3 dormitórios responderam, juntos, por 82,6% do total negociado em janeiro. Unidades de 2 quartos também foram destaque nos lançamentos. O mercado de imóveis novos inicia 2012 com boas perspectivas A venda de unidades residenciais novas na cidade de São Paulo cresceu 28,7% em janeiro, comparado ao mesmo mês do ano passado. Foram comercializados 1.068 imóveis no mês, diante das 830 unidades de janeiro de 2011. Em ...Leia Mais

Inquilinos com menos de 40 anos são maioria na cidade de São Paulo

Fonte: Folha.com

Pesquisa realizada com cerca de 10.000 inquilinos mostrou que 75% deles têm menos de 40 anos. O dado é da cidade de São Paulo. O número tem relação direta com o fato de São Paulo ser a cidade das oportunidades, segundo Jaques Bushatsky, diretor de legislação do inquilinato do Secovi-SP (sindicato da Habitação). "Aqui os jovens vêm para estudar, vêm para começar a carreira. Está tudo aqu ...Leia Mais

Logística ocupa terceira posição em patrimônio

Fonte: Valor Online

A logística já aparece em terceiro lugar em participação patrimonial nos fundos imobiliários, com 6,4% no bolo. Só perde em rentabilidade para os setores de hotelaria e escritórios, e está atraindo o interesse dos gestores. O raciocínio é que a demanda por empreendimentos de qualidade se manterá por algum tempo, levando em conta que boa parte das construções no país é formada por im&oacu ...Leia Mais

Vendas de imóveis residenciais em SP crescem 28% em janeiro

Fonte: Agência Brasil

Com as vendas de janeiro foram movimentados R$ 504 milhões, 9,5% mais do que no mesmo mês de 2011. São Paulo – As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo cresceram 28,7% em janeiro em comparação com o mesmo mês de 2011. Segundo pesquisa divulgada hoje (28) pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), foram vendidos 1.068 imóveis no primeiro mês de 2012, enquanto em jane ...Leia Mais

Preços de imóveis no Rio devem permanecer altos

Fonte: Folha de São Paulo

Ritmo de aumento cai de 42% para 16%, mas prefeito diz que valores estão 'coisa de louco' 29 de março de 2012 - Quem aguarda o término dos eventos internacionais, em 2016, para adquirir imóveis no Rio de Janeiro pode ter uma surpresa. Para especialistas ouvidos pela Folha, os preços dos imóveis não baixarão nos próximos anos. A queda não deve ocorrer mesmo com a redu&cced ...Leia Mais

País terá mais de 12 mil grandes obras até 2016

Fonte: Valor Online

Até 2016, o Brasil terá 12.265 grandes obras, a maioria já em andamento, com investimentos públicos e privados estimados de R$ 1,48 trilhão. As áreas de petróleo e gás, de infraestrutura de transporte e de energia (hidrelétricas) são as que atraem os maiores aportes. Os dados são de levantamento da Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema). Ri ...Leia Mais

Mercado de imóveis deve crescer no ritmo do PIB

Fonte: Agência Estado

SÃO PAULO - O crescimento do mercado imobiliário deve, a partir deste ano, ser bem próximo à expansão da economia. Para o presidente do Sindicato de Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Cláudio Bernardes, em 2012 o volume de vendas será entre 3,5% e 4% maior que o registrado em 2011. "E essa é uma tendência. Cada vez mais a variação do mercado ficará próxima do desempenho do PI ...Leia Mais

Mercado diversifica os instrumentos de captação

Fonte: Valor Online

O monotemático perfil inicial dos fundos de investimentos imobiliários, lastreados exclusivamente em imóvel único e poucos locatários, já começa a perder espaço no mercado. Não que este modelo vá desaparecer - pelo contrário. Mas a diversificação e a criatividade começam a dar o tom em instrumentos e ativos. De um lado, cresce o número de FIIs com perfil misto ou genérico, cujo pa ...Leia Mais

quinta-feira, 29 de março de 2012

Cerâmica tem desempenho superior ao concreto

Fonte: Anicer

De acordo com a Anicer, produto tem impacto menor no aquecimento global 28 de março de 2012 - A Associação Nacional da Indústria de Cerâmica (Anicer) acaba de apresentar no Salão Internacional da Construção, em São Paulo, uma pesquisa inédita sobre sustentabilidade no setor. A Avaliação do Ciclo de Vida das Telhas Cerâmicas, realizada pelo Instituto Quantis ...Leia Mais

Municípios precisam de gestão adequada dos resíduos sólidos, defende MMA

Fonte: Agência Brasil

Mais de 4,4 mil cidades, quase 70% dos municípios brasileiros, ainda depositam resíduos sólidos em lixões e têm índices de coleta seletiva considerados “muito baixos” pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).A falta de recursos não pode servir mais como justificativa para o tratamento inadequado do lixo nas cidades brasileiras, na opinião do secretário de recursos hídricos e ambiente urbano, Nabil Bondu ...Leia Mais

Cyrela acelera lançamentos no segundo tri

Fonte: Reuters

São Paulo - Após se concentrar na venda de imóveis em estoque nos três primeiros meses deste ano, a Cyrela Brazil Realty deve acelerar o ritmo de lançamentos no segundo trimestre, dando continuidade à estratégia de reduzir despesas e voltar a gerar caixa em 2012. "Estamos mais focados na venda de estoques, e as vendas estão sendo boas (no primeiro trimestre)", disse o diretor geral da Living -braço da Cyrela voltado pa ...Leia Mais

Lucro líquido da Rossi tem leve alta de 1,1% no quarto trimestre de 2011

Fonte: InfoMoney

SÃO PAULO - A Rossi Residencial (RSID3) registrou lucro líquido de R$ 91,519 milhões, leve alta de 1,1% sobre o resultado apurado um ano antes, de R$ 90,56 milhões, e acima das expectativas. Porém, no fechado de 2011, o lucro líquido da companhia caiu 2,9%, para R$ 339,725 milhões. Em bases ajustadas, considerando itens não-recorrentes, o lucro líquido da construtora e incorporadora foi de R$ 87 milhões nos três m ...Leia Mais

Abecip: financiamento imobiliário cresceu 35% em 12 meses

Fonte: Agência Brasil

Entre março de 2011 e fevereiro deste ano foram financiados 89,2 mil imóveis. São Paulo – Entre março de 2011 e fevereiro deste ano, o financiamento imobiliário cresceu 35%, atingindo R$ 80,9 bilhões, segundo balanço divulgado hoje (27) pela pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Nesse período de 12 meses, foram financiados 89,2 mil imóveis, ...Leia Mais

Financiamento de imóvel com recursos da poupança cresce 10% no bimestre

Fonte: InfoMoney

SÃO PAULO – O volume de empréstimos para financiamentos imobiliários com recursos da caderneta de poupança aumentou 10,2% no primeiro bimestre deste ano, na comparação com igual período de 2011, segundo dados divulgados pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança). De acordo com a associação, nos dois primeiros meses de 2012, foram emprestados R$ ...Leia Mais

Imóveis: 58% da nova classe média pretende comprar casa nos próximos 2 anos


Fonte: InfoMoney

SÃO PAULO - Os integrantes da Nova Classe Média são os mais interessados em adquirir um imóvel. Segundo pesquisa do DataPopular divulgada nesta terça-feira (27), 57,6% da nova classe média pretende comprar um imóvel nos próximos dois anos. Na baixa renda, 27,2% disseram que pretendem adquirir um imóvel, enquanto que na alta renda esse número cai para 15,2%. Atualmente, a maioria dos brasileiros, independentemente da cla ...Leia Mais

Obras públicas vão movimentar R$ 800 milhões neste ano

Fonte: Brasil Econômico

Construção civil foi a segunda atividade que mais abriu vagas no ano passado, com a criação de 3,5 mil empregos A construção civil é a segunda atividade que mais ofereceu empregos no Distrito Federal. No ano passado, foram abertas 8,53 mil vagas, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Atualmente, são 71,8 mil empregos, número que deve aumentar ainda mais por conta dos pre ...Leia Mais

Novo título imobiliário está em fase preliminar, diz CVM

Fonte: Valor Online

As discussões para a criação de títulos bancários de longo prazo com lastro em créditos imobiliários, os chamados "covered bonds", ainda estão em fase preliminar no Brasil. Por enquanto, os recursos da poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) devem continuar a sustentar o crescimento do setor imobiliário, ainda que novos mecanismos devam ser aprimorados. O financiamento ao setor foi tem ...Leia Mais

OP IMOBILIÁRIO SERÁ ENTREGUE HOJE EM SÃO PAULO

Será realizada nesta quarta-feira, dia 28, a partir das 19h, em São Paulo, a cerimônia de entrega do prêmio Top Imobiliário. A premiação é uma realização do jornal O Estado de S. Paulo, da Caixa Econômica Federal e da Comgás e participação do Secovi-SP. O prêmio é entregue às empresas que obtiveram melhor desempenho no setor em 2011, de acordo com um ranking elaborado pela Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). Os troféus serão dados às dez melhores companhias de cada categoria - construtoras, incorporadoras e vendedoras. Um prêmio especial, à Personalidade do Ano, será dado ao profissional que mais contribuiu para o desenvolvimento do setor, conforme votação pela web. Os concorrentes deste ano são Ernesto Zarzur (presidente do conselho de administração e sócio fundador da EZ Tec), João Crestana (presidente do Conselho Consultivo do Secovi-SP e da Comissão da Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção), Walter Lafemina (membro do Conselho de Administração da Brookfield) e José Grabowsky (presidente da PDG Realty).

LEVANTAMENTO REVELA QUE O PAÍS TERÁ MAIS DE 12 MIL GRANDES OBRAS ATÉ 2016

Levantamento realizado pela Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema) e divulgado ontem, dia 27, em Minas Gerais, revela que até 2016, o Brasil terá 12.265 grandes obras, a maioria já em andamento, com investimentos públicos e privados estimados de R$ 1,48 trilhão. As áreas de petróleo e gás, de infraestrutura de transporte e de energia (hidrelétricas) são as que atraem os maiores aportes. Os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo aparecem, nessa ordem, como os que estão recebendo a maior parte dos investimentos. Isso por causa dos projetos relacionados à exploração de petróleo offshore na camada pré-sal. Levando em conta as obras que estavam em curso desde o ano passado, 10.482 ao todo, com investimentos alcançando R$ 1,37 trilhão, 57% dos aportes estavam no Sudeste. No mapa da distribuição das obras pelo Brasil, Minas Gerais, que não se beneficia diretamente dos investimentos em petróleo e gás, aparece em sétimo lugar. São 886 obras a partir deste ano e R$ 62,2 bilhões de investimentos. Os investimentos em infraestrutura esportiva para a Copa do Mundo de 2014 e para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, representam uma fatia entre 2% e 3% do total a ser investido no país nos próximos quatro anos.

57% DA CLASSE C PRETENDEM COMPRAR IMÓVEL NOS PRÓXIMOS DOIS ANOS

Dados do Instituto Data Popular, divulgados ontem, dia 27, revelam que 11 milhões de famílias pertencentes à nova classe média do Brasil pretendem comprar um imóvel nos próximos dois anos. De acordo com o estudo, "a nova classe média e o mercado de reforma e construção", 57,6% integrantes dessa faixa social pretendem realizar o sonho ser possuidor do próprio lar, em breve. A intenção de compra da classe C supera, inclusive, a das classes A e B (2,9 milhões ou 15,2%) e da D e E (5,2 milhões ou o mesmo que 27,2%). Ao todo, são 19,2 milhões de famílias espalhadas por todo o território nacional com o mesmo desejo. De acordo com o sócio diretor do Instituto, Renato Meirelles, mais da metade da nova classe média pretende reformar ou adquirir um imóvel nos próximos anos, o que significa que o mercado da reforma e construção deve abrir os olhos para este consumidor, que já responde por 11 milhões de famílias que desejam colocar o sonho da casa própria em prática. O levantamento mostrou ainda o tipo de imóvel que predomina em cada faixa social. Na alta renda, as casas representam 66,5% dos imóveis, enquanto que na classe média, 92,1%. Já na população de mais baixa renda, o percentual é ainda maior, 97,4%. Entre os que moram em apartamento, boa parte pertence a alta renda (33,4%), seguida pela classe média (7,6%) e a baixa renda(2,2%). Quando o assunto é reforma, mais uma vez a nova classe média se destaca. No total, 24,5 milhões de famílias dizem ter a intenção, com 57,8% dessa faixa de renda dizendo que pretendem reformar seu imóvel nos próximos 12 meses, o mesmo que 14,2 milhões. Outros 13,9% (3,4 milhões) são das camadas A e B, e 28,3% (6,9 milhões) das classes D e E. Clique aqui para acessar a íntegra da matéria sobre o assunto publicada no Diário do Nordeste/CE.

PORTARIA APROVA NORMA REGULAMENTADORA 35 QUE TRATA DO TRABALHO EM ALTURA

O Ministério do Trabalho e Emprego publicou ontem, dia 27, no Diário Oficial da União (DOU), a Portaria 313 que aprova a Norma Regulamentadora nº 35, que dispõe sobre o “trabalho em altura”. De acordo com a portaria, considera-se trabalho em altura toda atividade executada acima de dois metros do nível inferior, onde haja risco de queda. Assim, pela NR 35, todo trabalho em altura deve ser planejado, organizado e executado por trabalhador capacitado (aquele submetido e aprovado em treinamento, teórico e prático, com carga horária mínima de 08 horas). A NR em questão, além de aprovar uma série de regras e procedimentos a serem observados pelos empregadores e trabalhadores no que se refere ao trabalho em altura, criou, também, a Comissão Nacional Tripartite Temática (CNTT) da NR 35, com o objetivo de acompanhar a implantação da nova regulamentação. Por fim, ressalta-se que as obrigações estabelecidas na NR 35 entram em vigor seis meses após sua publicação, sendo que as regras relativas ao treinamento de capacitação (curso) e à capacitação de execução de resgate e prestação de primeiros socorros, passam a viger após doze meses da publicação da norma.

SEMINÁRIO DEBATE SOLUÇÕES DE FINANCIAMENTO PARA PROJETOS IMOBILIÁRIOS

O presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, participou ontem, dia 27 de fevereiro, em São Paulo, de seminário do jornal Valor Econômico sobre soluções de financiamento para o setor da construção. Na ocasião, a superintendente de desenvolvimento de mercado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Flavia Mouta, afirmou que ainda é cedo para dizer se os títulos bancários de longo prazo, com lastros em créditos imobiliários, os covered bonds, são viáveis ou não no mercado brasileiro. Muito comuns na Europa, esses títulos separam os créditos que lastreiam os papéis do patrimônio da instituição financeira. Flávia Mouta defendeu que não é justo que o novo instrumento esteja sujeito a um grau menor de transparência do que outros produtos, como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Em sua fala, o presidente Paulo Safady Simão mostrou otimismo quanto ao desenvolvimento do mercado de capitais como alternativa, mas reforçou que são as fontes tradicionais que sustentarão a indústria enquanto novos produtos não decolam. “Não podemos desprezar o papel do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e da Caderneta de Poupança, foram eles que trouxeram o mercado até onde se encontra”, disse Paulo Simão. Já o diretor da securitizadora RB Capital, Marcelo Michaluá, disse que há um mercado de capitais que busca por produtos neste segmento, e o governo sozinho não pode bancar a expansão do setor. Já Valdery Frota de Albuquerque, do Banco Fator e vice-coordenador da comissão de fundos imobiliários da Anbima, reforçou a capacidade limitada da poupança: enquanto o saldo da caderneta registrou um aumento de 261% entre 2004 e 2011, os financiamentos imobiliários apresentaram uma expansão de 1640% no mesmo período. Ele defendeu o aprimoramento nos mecanismos de estímulo tributário a instrumentos imobiliários. Fonte: Valor Econômico.
 

Financiamento com recursos da caderneta de poupança cresce 10%

O Povo - Últimas/CE 28/03/2012
 
Financiamento com recursos da caderneta de poupança cresce 10%
IMÓVEIS 
 Os bancos concederam R$ 10,8 bilhões em empréstimos com recursos da caderneta de poupança para a construção e compra de imóveis no primeiro bimestre, com aumento de 10,2% sobre o mesmo período de 2011. Em fevereiro, foram R$ 5,11 bilhões, com variação negativa de 1% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança.
 
 BALANÇO 
 Gol reduz oferta de voos para tentar conter prejuízo
 A Gol reduziu em cerca de 8% a sua oferta de voos diários na tentativa de estancar o prejuízo na sua operação. De acordo com dados do balanço divulgado ontem, a empresa encerrou 2011 com prejuízo de R$ 710,4 milhões. No ano anterior, a empresa obteve lucro líquido de R$ 214,2 milhões. Segundo a companhia, medidas recentes de aumento de preço de passagens para recompor alta de custos operacionais - que subiram 41%- estão tendo impacto na demanda, que já está menos aquecida do que no primeiro semestre do ano passado.
 
 0,4% 
 CRÉDITO 
 As operações de crédito do sistema financeiro cresceram 0,4% em fevereiro e atingiram a cifra de R$ 2,03 bilhões, segundo a nota de política monetária, divulgada ontem pelo Banco Central. Em 12 meses, a expansão registrada foi de 17,3%. 
 

Custos para construir ou reformar subiram 7,85% nos último 12 meses


G1 - Globo/BR 28/03/2012
 
Custos para construir ou reformar subiram 7,85% nos último 12 meses
Mão de obra é a principal responsável pela alta dos custos. Nos últimos anos, a oferta de trabalhadores não acompanhou o aumento da procura.
 Construir ficou muito mais caro no Brasil, muito mais caro do que os índices oficiais de inflação. Não só materiais de construção tiveram os preços reajustados para cima, o que subiu mesmo foi o custo de mão de obra.
 Quem recebe comissão não tem do que reclamar. Está sempre tendo venda de material de construção. É um ramo que não para mesmo, diz o vendedor Ednaldo Costa.
 Os custos para quem quer construir ou reformar subiram 7,85% em média nos últimos 12 meses de acordo com o Índice Nacional de Custo da Construção, o INCC, divulgado nesta terça-feira (27).
 Os materiais ficaram mais caros, mas pesquisando é possível ajustar o orçamento. Agora, o que torna qualquer obra complicada é encontrar pedreiro, encanador, pintor por um bom preço.
 A mão de obra é a principal responsável pela alta dos custos da construção. Subiu 11,85% nos últimos 12 meses. No mesmo período, o índice oficial de inflação foi quase a metade: 5,61%.
 Você achar um profissional qualificado para essa área de reforma está bem difícil, os preços tão bem altos porque os que têm competência cobram bem caro, explica a analista de recursos humanos, Tatiana Lopes.
 Nos últimos anos, a oferta de trabalhadores no setor não acompanhou o aumento da procura.
 Você tem um lado as construtoras demandando mão de obra para produção habitacional, produção de infraestrutura e do lado as famílias demandando mão de obra para fazer suas reformas, fala a economista Ibre-FGV, Ana Maria Castelo.
 Mais da metade da nova classe média tem planos de reformar nos próximos 12 meses, segundo um estudo do Instituto Data Popular. O setor continua aquecido. O gestor de TI, Cléber Vilela de Souza, passou um ano pesquisando preços e profissionais. Chegou a fazer dez orçamentos e finalmente tomou coragem para encarar a conta. "Às vezes o preço é caro, às vezes a referência não tem, ou tem referências negativas. A gente conseguiu conciliar um cara que faz um serviço bom e rápido, explica Cléber.