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1ª Conferência de Trabalho e Emprego
Decente frustra setor empresarial
Como era de se esperar, posições conflitantes e desrespeito ao tripartismo – princípio que compreende discussões e
decisões conjuntas entre governo, trabalhadores e empresários – marcaram a 1ª Conferência de Emprego e Trabalho
Decente, realizada no início de agosto, em Brasília. O encontro de três dias – dois de discussões e um para votação – foi
classificado pelo governo como um "grande exercício de democracia", mas a bancada empresarial se frustrou com a
maneira como os trabalhos foram conduzidos e, por isso, não participou da última fase, a votação. O fato fez com que a
presidente Dilma Rousseff e o ministro do Trabalho e Emprego, Brizola Neto, não participassem do encerramento da
conferência.
“As comissões eram tripartites – representantes do governo, dos trabalhadores e do setor empresarial –, mas não
paritárias, pois a bancada governista estava representada por trabalhadores também, fomos massacrados e não tivemos
chance nenhuma de aprovar questões importantes para a indústria”, disse o assessor executivo do Conselho Temático de
Relações do Trabalho da Fieg, Nelson Aníbal, que representou a federação na conferência, acompanhado do presidente do
Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria no Estado de Goiás, Luiz Gonzaga, do diretor do Sindicato da Indústria
de Reparação de Veículos e Acessórios no Estado de Goiás, Silvio Inácio da Silva, e das assessoras jurídicas da Fieg
Margareth Mendonça e Geórgia Zenha. Ao anunciar a suspensão de sua participação nas votações, o empresariado foi
vaiado e houve até ameaças por uma parte dos representantes dos trabalhadores.
Nelson Aníbal apontou ainda o que ele considera outro erro grave na conferência, o sistema de votação. “Houve
muita desorganização na contagem dos votos, realizados eletronicamente por meio de aparelho individual que deixava
dúvidas sobre seu funcionamento”, explicou. Ele acrescentou que os temas polêmicos, como a redução da jornada de
trabalho, o trabalho análogo ao escravo e o trabalho exaustivo, não foram problematizados, não se discutiu princípios,
encargos, consequências e nem foram levadas em consideração as pesquisas realizadas por diversas entidades sobre esses
temas, o que poderia agregar qualidade e democratizar o diálogo.
“Até o ponto em que funcionou, a conferência exibiu uma dinâmica intrigante. Apesar de todos idolatrarem a livre
negociação, as bancadas dos empregados e do governo, unidas, aprovaram um turbilhão de propostas com vistas a
aprofundar a regulação do trabalho pela via da legislação, como, por exemplo, a repartição dos ganhos de produtividade
por força de lei - um absurdo”, disse o professor de relações do trabalho da FEA-USP José Pastore, em artigo no jornal O
Estado de S. Paulo, sobre a conferência.
Ele acredita que propostas desse tipo, se aprovadas em instância final, reduzirão ainda mais o já exíguo espaço de
negociação, que se tornou uma verdadeira miragem. “Os poderes públicos, sem a menor cerimônia, interferem e mudam o
que é livremente negociado pelas partes. É isto mesmo: volta e meia, a Justiça do Trabalho anula cláusulas de acordos e
convenções coletivas, afrontando a Constituição federal, que no artigo 7.º, inciso 26, diz que os acordos e as convenções
coletivas têm de ser respeitados”, acrescentou.
A diretora da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Lais Abramo, lembrou que o tripartismo
pressupõe a busca do consenso, e não o consenso em si. "Existem posições que ganham e que perdem. Eles (empresários)
não se retiraram. Suspenderam sua participação e continuam abertos ao diálogo. Houve problemas, claro, mas as portas
não estão fechadas", afirmou.
"Houve divergências nas questões de fundo, mas que são minoritárias. Algumas já estão sendo discutidas no
Congresso. A discussão continua", comentou o secretário de Políticas Públicas de Emprego, Marcelo Aguiar dos Santos Sá.
Segundo o MTE, as propostas divergentes serão encaminhadas aos fóruns tripartites já existentes para análise mais
aprofundada. O assessor internacional do Ministério do Trabalho e Emprego, Mario Barbosa, adiantou que em 2013 a
expectativa é de que sejam realizados encontros regionais para avaliação da conferência. A conferência terminou sem
consenso nos temas mais polêmicos, pontos centrais que ficaram de fora do documento final do encontro. O texto servirá
de base para o governo elaborar uma política de emprego decente.
“Perdeu-se uma grande oportunidade de discutir e aprofundar temas relevantes com vistas à modernização das
relações de trabalho no Brasil, deixando de lado posições ideológicas e de revanchismo que somente resultam em mais
enfrentamento e intransigências, que emperram, ainda mais, o emprego e/ou trabalho de quem mais precisa de um futuro
melhor, e não tem sindicato para representá-lo, aquele que ainda não ingressou no mercado de trabalho ou luta pela
sobrevivência sem amparo das instituições”, reforça Nelson Aníbal.
José Pastore, ainda em seu artigo para O Estado de S. Paulo, sobre a conferência, deixa um alerta: “As relações do
trabalho no Brasil estão sendo submetidas a duas forças de engessamento crescente: de um lado, a rigidez das leis,
decretos e portarias e, de outro, a exorbitante interferência dos poderes públicos nas matérias negociadas. Isso vai na
contramão da agilidade e da versatilidade que são essenciais para investir, concorrer e crescer nos dias atuais. Convém
EXPEDIENTE
.
Elaboração:
Assessoria de Comunicação Institucional e Marketing (Ascom) - Av. Araguaia, n.º 1.544 - Ed. Albano Franco - Casa da Indústria - Vila Nova - Goiânia/GO
CEP 74645-070 - Fone: (62) 3219-1467 - Fax: (62) 3223-9913 - Site: www.sistemafieg.org.br - E-mail: ascom@sistemafieg.org.br
Informativo do Sistema Federação das Indústrias do Estado de Goiás – Ano 12 – N.º 1.625 – Goiânia, 23/08/2012
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pensar no futuro, porque esse engessamento pode nos levar à destruição da segurança jurídica e ao travamento total das
atividades econômicas. Os nossos concorrentes não estão parados e, ao tempo em que cultivam a mesma democracia que
nós, brasileiros, desejamos, simplificam as normas rígidas, valorizam a negociação e limitam a ação dos magistrados ao
julgamento de conflitos de direito com base em leis específicas, e não em princípios gerais e imprevisíveis.” (
Fonte: Fieg,
Valor Econômico, O Estado de São Paulo, Rede Brasil Atual
)
Posse dos sindicatos em Anápolis
Amanhã (24), no Sesi Jundiaí, às 20 horas, tem posse
conjunta das diretorias dos seis sindicatos da indústria anapolina,
filiados à Fieg. São presidentes reeleitos: Wilson de Oliveira, do
Sindicato das Indústrias de Alimentação de Anápolis; Álvaro Otávio
Dantas Maia, do Sindicato das Indústrias da Construção e do
Mobiliário de Anápolis; Robson Peixoto Braga, do Sindicato das
Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de
Anápolis; Jair Rizzi, do Sindicato das Indústrias do Vestuário de
Anápolis; Henrique Morg, do Sindicato das Indústrias Cerâmicas do
Estado de Goiás; e Ivan da Glória Teixeira, do Sindicato das
Indústrias Farmacêuticas no Estado de Goiás.
Exportação e competitividade são
tema seminário na Fieg
A Fieg e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e
Investimentos (Apex-Brasil), por meio do Centro Internacional de
Negócios (CIN/Fieg), com o apoio do Conselho Temático de
Comércio Exterior da Federação, realizam o Seminário de
Internacionalização – Exportação: Caminho para a Competitividade.
Serão duas palestras, no dia 5 de setembro, às 16 horas, na Casa da
Indústria. A primeira irá tratar do papel estratégico da Apex-Brasil na
internacionalização da economia brasileira, incluindo o Projeto
Brasil Trade, com apresentação de Maurício Manfrê, coordenador da
Unidade de Projetos Especiais da Agência. Depois, o gerente do
CIN/Fieg, Plínio Viana, irá explanar sobre os serviços oferecidos pelo
Centro. O objetivo é informar as empresas sobre internacionalização
dos negócios, atração de investimentos estrangeiros diretos e
competitividade empresarial. Para participar, é necessário se
inscrever pelo link http://migre.me/apy0L. Informações pelo
telefone (62) 3219-1488 ou e-mail unidadeapex@sistemafieg.org.br.
Inscrições para Prêmio Nacional de
Inovação se encerram em 31 de agosto
Empresas que criaram processos, produtos e estratégias
inovadoras têm até 31 de agosto para se inscrever no Prêmio
Nacional de Inovação, promovido pela Confederação Nacional da
Indústria (CNI), pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas
Empresas (Sebrae) e pelo Movimento Brasil Competitividade (MBC).
As inscrições podem ser feitas no site
http://www.premiodeinovacao.com.br.
O prêmio possui quatro categorias:
Gestão da Inovação, Inovação Tecnológica,
Modelo de Negócio e Agente Local de
Inovação. A categoria de Agente Local de
Inovação é inédita e reconhece iniciativas
inovadoras de micro e pequenas empresas
atendidas pelo Sebrae. De acordo com o diretor
de Inovação da CNI, Paulo Mol, o prêmio é
importante para disseminar melhores práticas.
“A inovação é fundamental para aumentar a
produtividade das empresas e elevar sua
competitividade. Ganham as empresas e ganha
o país”, afirma.
Com exceção da categoria Agente Local
de Inovação, as demais são divididas em três
modalidades: uma para empresas com receita
bruta anual até R$ 3,6 milhões; outra para as
que têm receita bruta anual de R$ 3,6 milhões a
R$ 16 milhões; e uma terceira para as empresas
com receita bruta anual acima de R$ 16
milhões.
Premiação
– As empresas vencedoras
serão conhecidas em abril de 2013, durante
cerimônia realizada em Brasília. Os ganhadores
em todas as categorias participarão
gratuitamente de cursos internacionais de
educação executiva ofertados pelo IEL. As
primeiras colocadas entre as empresas com
receita bruta anual até R$ 3,6 milhões
receberão ainda viagens para conhecer práticas
de inovação em outros países.
Já os vencedores da categoria Gestão da
Inovação poderão também apresentar o
projeto para o Edital Sesi-Senai de Inovação,
desenvolvido pelo Serviço Social da Indústria
(Sesi) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial (Senai). Com isso, poderão receber
recursos financeiros que variam de R$ 150 mil a
R$ 500 mil para desenvolver a gestão da
inovação na empresa. O prêmio, que conta
ainda com o apoio da Financiadora de Estudos
e Projetos (Finep) e do Ministério da Ciência,
Tecnologia e Inovação, integra as ações da
Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI).
Criada pela CNI em 2009, a MEI tem o objetivo
de aumentar e estimular a inovação nas
empresas. (Fonte: CNI
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