quinta-feira, 29 de março de 2012

SEMINÁRIO DEBATE SOLUÇÕES DE FINANCIAMENTO PARA PROJETOS IMOBILIÁRIOS

O presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, participou ontem, dia 27 de fevereiro, em São Paulo, de seminário do jornal Valor Econômico sobre soluções de financiamento para o setor da construção. Na ocasião, a superintendente de desenvolvimento de mercado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Flavia Mouta, afirmou que ainda é cedo para dizer se os títulos bancários de longo prazo, com lastros em créditos imobiliários, os covered bonds, são viáveis ou não no mercado brasileiro. Muito comuns na Europa, esses títulos separam os créditos que lastreiam os papéis do patrimônio da instituição financeira. Flávia Mouta defendeu que não é justo que o novo instrumento esteja sujeito a um grau menor de transparência do que outros produtos, como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Em sua fala, o presidente Paulo Safady Simão mostrou otimismo quanto ao desenvolvimento do mercado de capitais como alternativa, mas reforçou que são as fontes tradicionais que sustentarão a indústria enquanto novos produtos não decolam. “Não podemos desprezar o papel do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e da Caderneta de Poupança, foram eles que trouxeram o mercado até onde se encontra”, disse Paulo Simão. Já o diretor da securitizadora RB Capital, Marcelo Michaluá, disse que há um mercado de capitais que busca por produtos neste segmento, e o governo sozinho não pode bancar a expansão do setor. Já Valdery Frota de Albuquerque, do Banco Fator e vice-coordenador da comissão de fundos imobiliários da Anbima, reforçou a capacidade limitada da poupança: enquanto o saldo da caderneta registrou um aumento de 261% entre 2004 e 2011, os financiamentos imobiliários apresentaram uma expansão de 1640% no mesmo período. Ele defendeu o aprimoramento nos mecanismos de estímulo tributário a instrumentos imobiliários. Fonte: Valor Econômico.
 

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