terça-feira, 25 de setembro de 2012

Grandes nomes da arquitetura mundial estão em São Paulo para falar sobre o Futuro das Cidades


Futuro das Cidades
Grandes nomes da arquitetura mundial estão em São Paulo para falar sobre o Futuro das Cidades
Grandes nomes da arquitetura mundial estão reunidos em um seminário em São Paulo que pretende apontar caminhos para o futuro das cidades. Em uma volta pelo centro da cidade de São Paulo, o urbanista de Nova York, Thaddeus Pawlowski, do Departamento de Planejamento de NY, disse que é uma boa ideia trazer de volta moradias para o Centro da capital paulista, mas que é preciso apostar em diversidade. Ele ressalta que os pedestres devem estar em primeiro lugar e lembra que calçada não é só o piso. “É uma sala tridimensional. São as árvores que dão sombra e também a arquitetura dos prédios”, destacou. O futuro das cidades é uma obra que depende de cada um dos moradores e que muda com o tempo. É preciso ouvir a população. Saber o que as pessoas querem. A discussão de um espaço público, afirma, deve partir sempre de baixo para cima. O urbanista também disse que a revitalização do centro passa necessariamente pelo aumento da segurança. Outra medida para desenvolver a cidade e melhorar o tráfego, segundo Thaddeus Pawlowski, é ter uma comunidade mais compacta (bairro completo) para que as pessoas possam morar, fazer compras, estudar e trabalhar na mesma área, para que não precisem pegar tráfego. Neste sentido, a CBIC produziu e distribuiu a ministros, parlamentares e associados o documento O Desafio de Pensar o Futuro das Cidades, com um conjunto de propostas que visam estimular um amplo debate sobre o futuro das nossas cidades. Esse é um chamamento que a CBIC faz à sociedade brasileira e que tem como ponto de partida e de chegada o ser humano e seus legítimos desejos de prosperidade e felicidade. Neste momento em que os municípios de todo o país estão envolvidos no processo eleitoral que pode definir os rumos das cidades para os próximos anos, a CBIC busca estimular a reflexão sobre: que modelo de cidades queremos? De acordo com o  presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, o que motivou a CBIC a entrar nesse debate foi, primeiramente, a percepção de que o setor da construção tem a responsabilidade de contribuir nas soluções para o futuro das cidades. No documento, a CBIC afirma que, por estar na base da economia ao implantar a infraestrutura necessária para indústrias, habitações e serviços e por ser um dos setores que mais gera empregos no país, o segmento da construção está em condições de ser um importante protagonista na mudança qualificada dos nossos centros urbanos. “As cidades estão em constante mutação. Essa mudança acontece independentemente da visão de futuro almejada. Se a mudança é inevitável, temos de nos questionar se queremos ser reféns ou atores dessa transformação”, afirma Paulo Simão. No documento, a CBIC defende que as cidades brasileiras precisam definir um Novo Modelo de Gestão Urbana onde – assim como nas escolas de samba – um “enredo” lhes confira identidade e vocação. Nesse processo, a participação do cidadão é fundamental: desde a definição da vocação da cidade até o monitoramento das políticas públicas. Ao final, o propósito maior da gestão das cidades precisa ser o de proporcionar prosperidade e felicidade aos seus moradores. Clique aqui para acessar a íntegra da reportagem publicada nesta terça-feira (25) no Bom Dia Brasil da TV Globo.

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